Def Leppard: Chiclete da melhor qualidade!

Resenha - Def Leppard - Def Leppard

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Você sabe o que é verme de ouvido? Pois deveria! A coisa pega mesmo quando te assalta! É bom saber o que ouvir para não pegar um ruim. Def Leppard é uma banda que é especialista em fazer aquela melodiazinha que fica palpitando intermitentemente no fundo do seu ouvido e de seu cérebro, como se fosse um disco quebrado. Caramba, já faz uns dias que vinha escutando o novo álbum do grupo e acabei me esquecendo de como eles, desde os anos 80, são uma fábrica ambulante de melodias pegajosas! Vamos então conhecer o novo álbum pra eu ver se meu verme me dá descanso!

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"Let's go-o-o-o!"

Cara, já faz dias que eu venho ouvindo essa melodia no fundo da minha cabeça! Minha santa Ifigênia, ela não vai embora! Enfim, vamos lá. Já faziam sete anos que o Def Leppard não lançava um disco novo. Este intervalo é o maior em toda carreira da banda. Nem mesmo quando o baterista Rick Allen perdeu o braço esquerdo no início dos anos 80 eles demoraram tanto a voltar! O último álbum, Songs From The Sparkle Lounge data de 2008, que em partes, foi um retorno da banda a sua sonoridade mais antiga, mas só em partes.

Nada poderia ter sido mais exato do que fazer do título deste álbum o próprio nome do grupo agora em 2015, porque este novo disco é exatamente a cara e a fuça da banda nos anos 80. A música que abre o álbum, "Let's Go"- o-o-o, (perdão!) é a maior prova do que eu estava dizendo! Grudenta igual chiclete. Lembra dos tempos de Hysteria? Pois é, prepare-se para uma viagem sonora nostálgica! A segunda, "Dangerous", é aquele rockão oitentista compassado e enérgico, com a bateria intermitente de Allen rufando, e vejam só... o álbum segue de forma bastante semelhante com o álbum Hysteria de 1985, é incrível a semelhança; quase como se fosse uma homenagem da banda a ela mesma.

"Man Enough" segue a linha rítmica do Queen, na música "Another One Bites The Dust", o que é compreensível, uma vez que o Def Leppard é bastante influenciado pelo grupo de Freddie Mercury. É uma batida funk muito bacana e contagiante, e um dos grandes destaques deste disco. A linda romântica "We Belong" também se destaca pela sua melodia característica da banda em seu som pop oitentista. Chegamos a energética e contagiante "Invincible", um hard-pop excelente, com pegada boa e o sempre refrão pegajoso da banda. Até aqui, todas as cinco faixas iniciais se destacam por ter aquele som característico que esperamos de um disco clássico do Def Leppard.

Outros destaques mais do que bem vindos para celebrarmos esta nostalgia sonora são o refrão pegajoso de "All Time High", o blues acústico "Battle of My Own", e outra belíssima balada com uma letra tocante, chamada "Last Dance". Também indico a arrastada "Wings of an Angel", que transita entre algo do Pyromania e do Hysteria, e que conta com um solinho bastante memorável.

Outras versões do álbum incluem a Classic Rock Limited Edition, da revista Classic Rock, que vem com um take alternativo de "We Belong" e a versão radiofônica de "Let's Go"- o-o-o, então se quiser que essa música vire ainda mais chiclete na sua cabeça, tente conseguir esta edição especial; e também tem a versão japonesa que inclui a demo da balada "Last Dance". No caso do Def Leppard, portanto, não há muita diferença de uma versão pra outra do disco, basicamente tem-se as mesmas coisas, sendo estas outras, edições para colecionadores mesmo.

E quando eu falo que o Def Leppard é que nem chiclete na cabeça, não pense você que eu estou reclamando de alguma coisa aqui. De maneira alguma. Como eu disse lá no começo, há vários tipos de chiclete, e cabe a você escolher aquele que seja melhor pra você. E Def Leppard, meu amigo, é chiclete da melhor qualidade, isso eu garanto! A banda veterana chega aqui ao seu 11º álbum de estúdio fazendo aquele som que a gente esperava pra ouvir há bastante tempo, e que marcou tanto a minha juventude e a de tantas pessoas. Bom disco, recomendado! Gruda esse chiclete na sua cabeça e vamos sair por aí cantando "let's go-o-o-o!"... é, mas agora não, que eu preciso desgrudar essa goma um pouquinho cara, outra hora! Enfim, compre o disco, vale a pena!

Def Leppard (2015)
(Def Leppard)

Tracklist:
01. Let's Go
02. Dangerous
03. Man Enough
04. We Belong
05. Invincible
06. Sea of Love
07. Energized
08. All Time High
09. Battle of My Own
10. Broke 'N' Brokenhearted
11. Forever Young
12. Last Dance
13. Wings of an Angel
14. Blind Faith
Japanese exclusive track:
15. Last Dance (demo)
Classic Rock Limited Edition Fan Pack:
15. We Belong (alternative vocal take)
16. Let's Go (UK radio edit)

Selos: Bludgeon Riffola / earMUSIC Records / Mailboat Records (US)

Def Leppard é:
Joe Elliott: voz, violão
Phil Collen: guitarra, voz em "We Belong"
Vivian Campbell: guitarra, voz em "We Belong"
Rick Savage: baixo, guitarra adicional, voz em "We Belong"
Rick Allen: bateria, voz em "We Belong"

Discografia anterior:
- Songs from the Sparkle Lounge (2008)
- Yeah! (2006)
- X (2002)
- Euphoria (1999)
- Slang (1996)
- Adrenalize (1992)
- Hysteria (1987)
- Pyromania (1983)
- High 'n' Dry (1981)
- On Through the Night (1980)

Site oficial: www.defleppard.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog:
http://acienciadaopiniao.blogspot.com.br

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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