The Allman Brothers Band: O clássico álbum de 1973
Resenha - Brothers and Sisters - Allman Brothers Band
Por Richely Campos
Postado em 10 de fevereiro de 2016
Quando as pessoas que você ama se despedem deste plano astral. O chão se move desenhando um abismo infinito onde seus medos corrompem as lembranças dos dias felizes.
Neste momento cabe a família, os amigos, as pessoas em geral e a si próprio. Ter a esperança que o presente e o futuro sejam prósperos. As cicatrizes do passado estarão tatuadas na mente, mas a dor que elas propõem estará curada, porque as imagens destes entes estarão para eternidade gravada junto ao peito.
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Diante deste enunciado recomendo que todos ouçam o álbum "BROTHERS AND SISTERS" lançado em 1973 da clássica banda de southern rock "THE ALLMAN BROTHERS BAND". A capa do disco é a prova de que a família é à base de tudo na vida; como todos já sabem que o fundador da banda DUANE ALLMAN em 1971 falece tragicamente em um acidente de moto e em 1972 o baixista BERRY OAKLEY falece tragicamente em um acidente de moto. Portanto a capa do álbum contém a foto do filho do baterista BUTCH TRUCKS, na parte de trás a da filha de BERRY OAKLEY e no interior a foto da família de todos os músicos.
O álbum foi gravado no período de outubro a dezembro de 1972 e somente foi lançado em agosto de 1973. Em novembro de 1972 BERRY OAKLEY faleceu como havia dito, portanto ele tocou em duas músicas "WASTED WORDS" e na clássica "RAMBLIN’ MAN". Entrou na banda o baixista LAMAR WILLIAMS e CHUCK LEAVELL no piano.
Abrindo o álbum com a excelente "WASTED WORDS" um blues rock dançante, com elementos de boogie. Destaco o slide de guitarra de DICKIE BETTS e o piano de CHUCK LEAVELL lembrando o estilo rockabilly.
Em seguida um dos maiores clássicos da banda "RAMBLIN’ MAN" uma balada country rock sofisticada, base rítmica elementar, vocais enxutos e os solos nos minutos finais absurdamente respeitáveis.
"COME AND GO BLUES" a sonoridade desta música é perfeita. Introdução excelente, variações instrumentais elaboradas e os pianos valorizam o grau de excelência. Nesta canção observa-se a mudança no estilo da banda.
"JELLY JELLY" é um blues peculiar. Em certos momentos a guitarra de DICKIE BETTS assemelha com o estilo de B.B.KING e nos solos BETTS demonstra seus princípios técnicos com mais energia. O primeiro solo de piano na música reflete o jeito de tocar de JIMMY SMITH pianista de jazz primoroso.
"SOUTHBOUND" blues rock influenciado pela pegada dançante do funk, com solos vigorosos de BETTS ecoando perfeitamente dentro da canção.
"JESSICA" o clássico da banda. Conforme dito no início desta resenha que a família é à base de tudo. A prova audível desta afirmação se resume neste álbum através desta canção. Jessica é o nome da filha de BETTS, uma homenagem unicamente perfeita.
"PONY BOY" caracteriza-se por completo todo esse movimento sonoro atingível pelo estilo propriamente que a banda exerce. Instrumental vital e vocal saboroso. A preferida do álbum.
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