Bryan Adams: Ele nunca desvirtua de sua tradição musical
Resenha - Get Up! - Bryan Adams
Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 16 de novembro de 2015
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Quanto tempo que eu não vejo Bryan Adams lançar algo realmente inédito! Eu sempre gostei do trabalho dele, tem gente que torce o nariz, acha o cara muito radiofônico. Mas curtir o som que ele faz apenas mostra o cara que realmente está em sintonia com as próprias raízes do Rock'n'roll e da música Pop de forma geral, que é exatamente o que ele faz. Não importa se você curte Hard, Metal, Punk, Progressivo etc, eu mesmo também curto muita coisa desses estilos, mas gosto de pensar que o lado soft também tem seu espaço. Dito isso, vamos conferir Get Up!, o novo disco de estúdio do cantor canadense.
Ao todo, o novo álbum tem 9 músicas novas e mais 4 versões acústicas. Talvez a minha crítica maior a esse disco seja essa, de que tem pouco material inédito. Em 2014 ele lançou o primeiro disco de covers da carreira dele, Tracks of My Years. Considerando aí um espaço que o cara teve de mais ou menos uns 7 anos desde seu último disco de inédias, 11 (2008), achei que o disco poderia vir mais recheado de material novo, mas OK, qualidade acima de quantidade; atualmente Adams se dedica bem mais ao seu trabalho de fotógrafo, isso fica evidente quando ele relata que o disco foi feito esporadicamente entre 2013 e 2015, quando o produtor Jeff Lynne (ELO) e Jim Vallance, que é colaborador de longa data de Adams se juntavam a ele para escrever as músicas. Vamos ver o disco.
De uma forma geral, Adams nunca desvirtuou de sua tradição musical. Desde as canções agitadas up tempo como o single de abertura "You Belong to Me" ou o blues com caída de country-rock "Go Down Rockin'" que são duas das minhas favoritas do álbum, até as pop rock "That's Rock and Roll", que tem bem aquela pegada Motown, a mais pop "Thunderbolt" e "Brand New Day", que é uma típica música de Adams, daquelas bem clássicas mesmo, até me lembrou "Summer of 69" do álbum Reckless (1984), que é uma das mais famosas do cantor, ou seja, canções com aquela sonoridade que acabou me chamando a atenção para o cara no final dos anos 80, quando ele tocava sem parar nas rádios. E falando em rádios, há também as baladas típicas dele, como "Yesterday Was Just a Dream".
Também há aquelas que ilustram bem as raízes e influências de Adams, como "We Did It All", que se assemelha a uma música de Paul McCartney, "Don't Even Try", que parece um som dos Beach Boys ou "Do What Ya Gotta Do" que emula bem o estilão do The Who. Por fim, temos as versões acústicas de algumas faixas do disco que estão na própria versão normal dele. Eu geralmente não sou tão apegado em versões acústicas, mas gostei da versão acústica de "Brand New Day", até acho legal checar algumas músicas numa forma mais acústica para se notar a raíz melódica mesmo, mas eu geralmente prefiro a versão elétrica. Se você quiser comprar o disco pelo iTunes, ainda ganha uma entrevista final de 12 minutos com Adams falando um pouco sobre o disco.
Enfim, Bryan Adams aqui continua sendo ele mesmo, coisa que ele nunca deixou de ser, o que para mim sempre foi motivo de grande felicidade. Quem é fã, vai adorar este disco novo, quem nunca foi fã, pode torcer o nariz como sempre, mas eu recomendo que dê uma chance, pois se tem uma coisa que está em falta hoje na grande mídia, é música pop de qualidade; e Adams sempre dedicou sua carreira a ela.
Get Up! (2015)
(Bryan Adams)
Tracklist:
01. You Belong to Me
02. Go Down Rockin'
03. We Did It All
04. That's Rock and Roll
05. Don't Even Try
06. Do What Ya Gotta Do
07. Thunderbolt
08. Yesterday Was Just a Dream
09. Brand New Day
10. Don't Even Try (acoustic version)
11. We Did It All (acoustic version)
12. You Belong to Me (acoustic version)
13. Brand New Day (acoustic version)
14. Interview (faixa extra da versão do iTunes)
Selos: Universal, Polydor
Banda:
Bryan Adams: voz, guitarra
Jeff Lynne: guitarra, back vocal, piano, baixo, bateria
Jim Vallance: guitarra, slide guitar, back vocal
Steve Jay: percussão
Discografia anterior:
- Tracks of My Years (2014)
- 11 (2008)
- Room Service (2004)
- Spirit: Stallion of the Cimarron (2002)
- On a Day Like Today (1998)
- 18 til I Die (1996)
- Waking Up the Neighbours (1991)
- Into the Fire (1987)
- Reckless (1984)
- Cuts Like a Knife (1983)
- You Want It You Got It (1981)
- Bryan Adams (1980)
Site oficial:
http://www.bryanadams.com
Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.
http://www.acienciadaopiniao.blogspot.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Veja Ritchie Blackmore tocando "Smoke on the Water" com o Deep Purple após 33 anos
Summer Breeze confirma primeiras 63 atrações para 2027
O músico com quem Eric Clapton subiu várias vezes ao palco, apesar de serem "incompatíveis"
5 bandas clássicas do prog rock que não têm mais nenhum membro original
Edu Falaschi reúne convidados nacionais e internacionais em superprodução em São Paulo
A banda que se preparava para dominar os anos oitenta, mas a tragédia chegou antes
O cantor que Brian Johnson considera tudo o que um vocalista de rock deveria ser
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore adorava, mas não conseguia tocar ao vivo
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
A pior faixa do clássico "Led Zeppelin IV", de acordo com a Classic Rock
O ex-guitarrista de Ozzy que recusou convite para o show de despedida
Ouça regravação para "Beth", do Kiss, com Rick Wakeman no piano
Ritchie Blackmore conta que pediu a Ian Gillan para tocar com Deep Purple
A situação bizarra que Rafael Bittencourt passou na padaria ao ser cobrado por fã
O motivo pelo qual James Hetfield nunca fez carreira solo
O motivo pelo qual Cazuza não queria deixar Ney Matogrosso gravar "Pro Dia Nascer Feliz"



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



