Sixx AM: Não deve ser comparado ao Motley Crue
Resenha - Modern Vintage - Sixx AM
Por Wallace Ricardo Magri
Postado em 01 de novembro de 2015
O primeiro exercício mental a se fazer antes de ouvir um disco do Sixx AM é aceitar que não é o Motley Crue. A sonoridade da banda é muito mais AOR contemporâneo, com um forte apelo comercial.
Considerando apenas os trabalhos do Sixx AM, o "Heroin Diaries" era mesmo uma trilha sonora para livro de Nikki, que funcionou muito bem, especialmente para quem estava inteirado sobre o tema.
Já em "It's gonna hurt", o grupo surpreendeu, demonstrando muita identidade e DNA com fortes cargas melódicas, refrões chiclete e baladas grandiosas.
Desta vez, em "Modern Vintage" o Sixx AM segue a mesma linha do álbum anterior, o que agrada, mas não causa o mesmo impacto de então.
Isto dito, considerado em si mesmo, trata-se de um bom trabalho de Hard Rock/ AOR, com poucos concorrentes no mercado no mesmo nível, haja vista que não podemos ignorar que se trata de uma banda de estrelas: o que dizer de Nikki Sixx? DJ Ashba e James Michael? esse trio, juntamente com belos arranjos e ambientacões, só poderia entregar um material megaprofissional.
As canções mantêm o bom nível ao longo de toda a audição, com a presença certeira como uma flecha no centro do alvo de uma balada trarando de abandono amoroso- umas espécie de marca registrasa de Nikki Sixx, desta vez materializada na canção "Before it's over" (aoh sofrência, na versão 'balada de piano').
Abusando um pouco das baladas, ainda se alinham nesta categoria "got to get it right" e "stars", esta ultima muito bem produzidas, poderia tocar em qualquer rádio do tipo Hot 100, bem como "Drive", o destaque entre as baladas.
Há rock também, em especial "Let's go", bem na linha do álbum anterior, com reminiscências de "Chinese Democracy" e algo de "Beautiful People" e "Dop hat" de Marilyn Manson.
Além disso, "Miracle" e "Let it haunt you" têm um swing bem legal e que, talvez, indiquem novos elementos incorporados na sonoridade da banda, o que quebra um pouco a frustação de ouvir mais do mesmo do que já foi feito no álbum anterior.
Se com Motley Crue Nikki Sixx queria deixar sua marca registrada para criar um séquito se seguidores, em Sixx AM deixa a música falar e cumprir a função de apenas entreter e agradar o público. E, o que prometem está devidamente entregue em "Modern Vintage".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A melhor fase da história do Megadeth de todos os tempos, segundo Dave Mustaine
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
O guitarrista que Brian May diz ter inventado "um gênero inteiro" a partir do zero
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
Nicholas Barker luta contra falência renal e aguarda transplante este ano
Quem é o homem carregando o feixe de galhos que está na capa do "Led Zeppelin IV"
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
"Sem tempo, irmão!"; as clássicas bandas que Phil Collins ignorou completamente na época
Os 10 maiores álbuns da história do grunge, em lista do Brave Words
A bizarra cena que Kiko presenciou em show do Megadeth que o fez ter saudades do Brasil
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne


O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



