Amorphis: Trabalhando muito bem seu passado e presente

Resenha - Under The Red Cloud - Amorphis

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Por Gisela Cardoso
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Não é à toa que o consagrado Metal finlandês raramente nos decepciona, e o Amorphis chega a este ano para comprovar, mais uma vez, esse fato. Em seus 25 anos de carreira, o sexteto de Helsinki mostra que está mais em forma do que nunca com seu novo álbum "Under The Red Cloud", lançado pela Nuclear Blast Records.

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Já indo direto ao ponto, "Under The Red Cloud" se trata de um álbum inteiramente empolgante! Do início ao fim, é possível sentir uma vibe do passado mesclada com o presente do Amorphis, o que, na certa, funcionou muito bem. E, desta vez, o Amorphis aparentemente optou por investir mais em seu lado Death Metal Melódico do que em suas influências mais progressivas - relativamente o contrário do que aconteceu em seus álbuns anteriores.

Ao longo de "Under The Red Cloud", podemos ouvir uma sonoridade ora mais pesada, ora mais melódica - o que, de certa forma, já é esperado do Amorphis. E comparado aos seus trabalhos anteriores, a presença dos vocais guturais de Tomi Joutsen estão ainda mais marcantes. Além disso, a banda também volta a investir mais nos elementos do Folk Metal - os quais estiveram mais presentes no início de sua carreira. E para isso, o Amorphis conta com a participação especial de Chrigel Glanzmann, da banda Eluveitie, assumindo as flautas em "The Four Wise Ones", "Death Of A King" e "Tree Of Ages" - o que, afinal, colabora muito para criação desta "atmosfera folk", nos remetendo aos primórdios do Amorphis.

Na primeira faixa, responsável por dar título à obra, já podemos contemplar um excelente instrumental - e, logo, ótimas melodias -, que se estendem por todo o repertório. Os teclados de Santeri Kallio desempenham um ótimo trabalho que chega a arrepiar! Aliás, suas harmonias e arranjos funcionam mais como um pano de fundo, mas, claro, proporcionam uma excelente roupagem às composições - conforme nas faixas, por exemplo, "Death Of A King", "Sacrifice" e "Dark Path".

Já também uma marca registrada no Amorphis, a combinação entre os vocais guturais e limpos de Tomi Joutsen ainda está lá na maioria das composições - mas, conforme já dito anteriormente, há uma presença mais forte dos vocais agressivos. Porém, claro, ainda há faixas que possuem inteiramente o vocal limpo, como em "Sacrifice". E essa alternância dos vocais fornece uma brusca mudança no andamento na composição que, por sinal, é muito bem trabalha - os exemplos estão nas faixas "Bad Blood", "The Skull", "Enemy At The Gates" e "Tree Of Ages". Aliás, essas músicas também são as que possuem um peso a mais na composição. Além disso, as faixas "The Four Wise Ones", "Sacrifice" e "White Night" contam com a participação especial da doce voz de Aleah Stanbridge (Trees Of Eternity) - ressaltando a última música, "White Night", que se trata de uma bela balada com o dueto dos vocais líricos de Aleah com os guturais de Tomi.

As guitarras de Esa Holopainen e Tomi Koivusaari também desempenham um ótimo trabalho com seus belos riffs e solos, especialmente em "Death Of A King", "The Skull", "Sacrifice" e "Tree of Ages" - nessa, por sua vez, também podemos ressaltar a atuação de Jan Rechberger na bateria.

Em linhas gerais, podemos dizer que "Under The Red Cloud" representa praticamente tudo o que Amorphis foi e ainda é. Dotado de um instrumental virtuosíssimo, o Amorphis soube trabalhar muito bem em uma ponte entre seu passado e presente, trazendo um pouco do ar nostálgico de sua carreira. Sem sombra de dúvidas, "Under The Red Cloud" promete ficar na história!

"Under The Red Cloud" foi lançado oficialmente no dia 4 de setembro, através da Nuclear Blast Records

Tracklist:

1. Under The Red Cloud
2. The Four Wise Ones
3. Bad Blood
4. The Skull
5. Death Of A King
6. Sacrifice
7. Dark Path
8. Enemy At The Gates
9. Tree Of Ages
10. White Night

Line up:

Tomi Joutsen - vocal
Esa Holopainen - guitarra
Niclas Etelävuori - baixo
Jan Rechberger - bateria
Tomi Koivusaari - guitarra
Santeri Kallio - teclados




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Sobre Gisela Cardoso

Headbanger, Jornalista, Crítica de Metal, vocalista, instrumentista, anarco-comunista, vegetariana, apaixonada por Mitologia Nórdica e adoradora do Deus Metal. A música me move e as palavras constroem! @GisaGrind.

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