Dirty Grave: Transmitindo honestidade e talento
Resenha - Dirty Grave - Dirty Grave
Por Vitor Franceschini
Postado em 12 de agosto de 2015
Nota: 7 ![]()
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Algumas bandas transmitem honestidade e talento de longe. Esse é o caso do Dirty Grave, banda oriunda do interior paulista, mais precisamente Orlândia, e que logo em seu ano de fundação (2013) já soltou seu primeiro trabalho.
Se enveredando pelos caminhos do Doom Metal clássico, o trio formado por Mark Rainbow (vocal/baixo), Victor Bergy (guitarra) e Arthur Assis (bateria), bebe firme na fonte de Black Sabbath, Candlemass e seus derivados, e ainda impõe sua característica nas quatro composições aqui encontradas.
Com destaque para a técnica do guitarrista Bergy, a banda destila todos os clichês do estilo, com andamento cadenciado e clima fúnebre, tendo linhas de baixo pulsantes e uma bateria que segue o que a cartilha pede. As temáticas místicas são cantadas por Mark de uma forma que poderia ter um pouco mais de garra, mas mesmo assim não compromete tanto.
O que realmente compromete aqui é a produção que ficou muito baixa. Os instrumentos são audíveis, mas somente dando certo grau no volume e isso faz com que a banda perca alguns pontos, já que é tão fundamental o peso no Doom Metal. Isso faz parecer que a banda não possui tanta energia, mesmo diante de tanto talento. Porém, não é nada que não possa ser reajustado num próximo trabalho.
https://www.facebook.com/officialdirtygrave/timeline
https://soundcloud.com/dirtygrave/live-today-demo
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