Blind Guardian: Épico, mas alicerçado nas raízes
Resenha - Beyond The Red Mirror - Blind Guardian
Por Junior Pontes
Postado em 01 de abril de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Desde o álbum "Somewhere Far Beyond (1992)" o BLIND GUARDIAN tem lançados álbuns no mínimo "bons" e foi também a partir deste álbum que a banda começou a ter intervalos maiores entre um lançamento e outro. Agora em 2015, os bardos chegam ao 10º álbum de estúdio, depois de um hiato de 5 anos, temos o sucessor do ótimo "At the Edge of Time (2010)", denominado de "Beyond the Red Mirror". O álbum traz inovações como de praxe da banda, mas ainda assim não perde as raízes que a tornou um dos maiores nomes do power metal.
O álbum é conceitual e continua a estória de onde terminou o álbum lançado o clássico absoluto "Imaginations From the Other Side" de 1995, que talvez seja o mais bem sucedido da banda. Além árduo fardo de continuar essa estória, traz a grandiosidade de ter o envolvimento das orquestras de Praga e Budapeste e seus respectivos corais, juntamente com um coral de Boston. Massividade essa que pode ser ouvida logo de cara na primeira faixa a épica e pomposa "The Ninth Wave" com seus quase 10 minutos de duração. A audição passa que nem se percebe, belos vocais de Hansi e corais bombásticos, mostrando o cartão visitas desse novo petardo da banda.
Blind Guardian - Mais Novidades
Na sequência temos a música que foi o primeiro single do álbum: "Twilight of the Gods". Como não poderia ser diferente, é uma música típica da banda, com suas principais características, com um ritmo acelerado, excelentes backing vocals e um excelente refrão, certamente fará a alegria dos fãs ao vivo. A terceira faixa é a profética "Prophecies" talvez uma das mais belas desse play, tem uma letra incrível, é progressiva, tem belas melodias que deixam a audição tranquila, destaques para a dupla André e Marcus nas guitarras, enormes chances dessa fazer parte do set list.
"At the Edge of Time" curiosamente é o título do ábum anterior, mas aqui trata-se da quarta faixa, tem passagens orquestradas e coros grandiosos, destaque para a Hansi novamente, que sabe encaixar sua voz perfeitamente para aquilo que a música pede. Após temos "Ashes of Eternity", talvez a menos empolgante desse trabalho, não que a música seja ruim, mas destoa das demais. Mas colocando tudo nos eixos novamente temos a pesada "The Holy Grail" com sua pegada tradicional, com belas linhas de bateria de Frederik, belo refrão e riffs de guitarra e novamente a precisão dos vocais de Hansi.
A sétima faixa trata-se de "The Throne", na minha opinião a melhor música do disco, bombástica, vocais dos mais belos feitos por Hansi, uma bela letra, é uma viagem épica de quase 8 minutos, mas que se tivessem 20 não ia fazer a menor diferença, dado a grandiosidade e a beleza da música, progressiva sim, mas com todos os elementos que a banda passou a dar mais enfasê a partir do álbum "A Night at the Opera (2002)". Seria empolgante ver a execução dessa obra de arte ao vivo, vamos esperar para ver se acontece. Após tomarmos fôlego novamente, vamos para a "Sacred Mind" que começa cadenciada, com vocais graves de Hansi e um coral, vai crescendo e ficando pesada, o destaque fica por conta novamente de Hansi com vocais mais rasgados do que no restante do álbum.
"Miracle Machine" é o momento "light" do disco, porém não menos grandioso. Essa música que foi composta por Hansi e o pianista Michael Schüren, que atua como músico convidado desde 1997 na banda, seria heresia comparar ao Queen, mas o som lembra muito o trabalho da banda britânica, é com certeza outra música que se destaca no álbum.
Finalizando o disco temos "Grand Parade" que é sinfônica, mas na medida certa. Outra faixa épica com refrão belíssimo. No geral o disco é excelente, pronto para estar ao lado dos clássicos da banda, destaque novamente para Hansi que novamente foi brilhante, tanto nas linhas vocais quanto nas letras criadas para o disco, Marcus e André sempre competentes e Frederik que não parece, mas faz 10 anos que se juntou a banda. Saliento ainda que foi oficializado como membro o baixista Barend Curbois, que já vinha dando suporte ao vivo para a banda. O BLIND GUARDIAN já passou dos 30 anos de carreira, e se a banda continuar com a maturidade que sempre teve e a vontade de se renovar a cada lançamento, durará muitos mais.
Beyond the Red Mirror - BLIND GUARDIAN
(Nuclear Blast, 2015)
1 - The Ninth Wave
2 - Twilight of the Gods
3- Prophecies
4- At the Edge of Time
5- Ashes of Eternity
6- The Holy Grail
7- The Throne
8- Sacred Mind
9 - Miracle Machine
10- Grand Parade
Line-up
Hansi Kürsch - Vocal
André Olbrich - Guitarra
Marcus Siepen - Guitarra
Barend Curbois - Baixo
Frederik Ehmke - Bateria
Outras resenhas de Beyond The Red Mirror - Blind Guardian
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
A música do Rush que Neil Peart considerava um passo importante na história da banda
A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
After Forever acrescenta Brasília à turnê comemorativa de 25 anos de "Decipher"
Tarja anuncia show da "Frisson Live 2027" em Brasília
São Paulo sedia a primeira corrida oficial do Iron Maiden no mundo
Foo Fighters abrirá show do AC/DC logo após o Rock in Rio
Como Roger Taylor ajudou a impedir Taylor Hawkins de virar membro do Guns N' Roses
Com cover do Sepultura, Angelus Apatrida anuncia EP "The Reckoning"
Os cinco maiores guitarristas da história, segundo Andreas Kisser
Banda de metal cristão Demon Hunter processa Netflix por "Guerreiras do K-pop"
Após 36 edições, MTV exclui categoria "Melhor Videoclipe de Rock" do VMAs
A música do Nirvana que deu trabalho e fez Kurt Cobain perder a voz
A canção "nada a ver" que o Metallica gravou por parecer ser feita para eles; "somos nós"
Após 40 anos, apareceu quem colocou o Rush na abertura do MacGyver no Brasil
O guitarrista que trocou RPM por Engenheiros: "Sabia que nunca tirei Infinita Highway?"
O único disco de rock que Elvis Presley gravou em toda sua carreira, segundo Pete Townshend
A única música do "Somewhere in Time" do Iron Maiden que não usa sintetizadores


Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
5 músicas de metal que é impossível não reconhecer nos primeiros 3 segundos



