Curse & Toxic Carnage: Thrash para chutar uma porção de traseiros

Resenha - Cursed Carnage - Curse e Toxic Carnage

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Por Alexandre Campos Capitão
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Se existe um estilo de metal que parece ter o que poderíamos chamar de verdadeira vocação no país, esse estilo é o Thrash. Desde aos expoentes mundiais do Sepultura, aos membros da cena de BH como Chakal, Sextrash, e até Overdose, em determinada fase. Passando por tantos outros nomes como Attomica, Andralls, Mad Dragzter e Claustrofobia.
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De todos os estilos de metal, nenhum produz trabalhos de tão bom nível quando o velho thrashão. Não há no hard rock, no melódico, no tradicional, em qualquer outro, tamanha produção de tão elevado nível, seja em qual esfera for, da elite ao underground. O thrash metal brasileiro não tropeça.

A split demo das bandas Curse e Toxic Carnage é a prova de que mesmo na garagem você pode encontrar um grande trabalho do estilo. As duas bandas vindo de regiões distantes dos holofotes, a primeira do interior do Paraná e a segunda do interior de São Paulo, mas que apresentam juntas dois grandes trabalhos, unindo forças e mostrando a força e competência do thrash que produzem.

Curse Carnage traz sua capa num formato que remete ao revigorado LP. A arte gráfica é ótima, e não dou nota 10 apenas porque achei que a impressão poderia ter ficado um pouco mais clara. Mas isso não tira a beleza desse trabalho. Junto com meu cd veio um adesivo, o que valorizou ainda mais o trampo das bandas.

Sirenes antiaéreas soam anunciando o ataque sonoro da Curse, que abre o split. A trilha provavelmente extraída de algum filme de guerra prepara os ouvidos pro que vem a seguir. A faixa The Curse vem com uma linha de baixo interessante e que chama a atenção, pois o instrumento não é tão valorizado no estilo, e em seguida tudo se acelera. Until Thrash Kills Us mostra um maior amadurecimento, destacando backing vocals e um ótimo refrão. Thousand of Death vem com uma boa abertura de baixo, abrindo espaço para esse instrumento novamente, apresentando variações interessantes. Death to Betrayers encerra os trabalhos da Curse numa canção de boas palhetadas e trazendo de volta os backings.

A banda Curse apresentou nesse split quatro ótimas canções, que mostram uma evolução entre elas, como se guardassem o melhor para o final. Uma ótima banda, que poderia continuar investindo nos backing vocals para continuar mostrando originalidade e personalidade ao seu thrash. O line-up atual conta com Pedro (Guitarra e Vocal), André “Magriça” (Baixo) e Ricardo (Bateria).

Agora é a vez da Toxic Carnage, e eles chegam sem introdução, chutando a porta com uma porrada de andamento cadenciado, mas que logo evolui para uma faixa rápida e matadora, chamada Biological Attack. Os vocais me lembraram Mille Petrozza do Kreator na fase Endless Pain, e a faixa também apresenta uma linha de baixo interessante. Na sequência, Shadows of Past cadencia novamente, para depois acelerar, repetindo a dose, com uma ótima variação e grandes palhetadas. Storm of Hate possui um riff muito inspirado, e ao contrário das anteriores, já começa rápida, mas como se não bastasse, ganha ainda mais velocidade, e tem um solo que faria Jeff Hanneman matar umas 10 aranhas. Sadistic Greed encerra esse excelente trabalho mostrando um thrash com influências do bom metal, que já não existe mais, evocando influências do velho Saxon e do velho Running Wild, trazendo uma boa variação e um baixo de destaque.

Toxic Carnage apresenta um trabalho maduro e constante, com estilo definido, sem refrões repetidos, e com um som extremamente energético. A demo foi registrada quando ainda eram um trio, mas no momento eles atuam como quarteto. O line-up atual conta com Robson Dionisio (Guitarra/ Vocal), Lucas Reis (Guitarra), Joyce Marcondes (Baixo) e Bruno Campos (Bateria).

Os interessados no split Cursed Carnage podem fazer contato com essas bandas através do facebook:
https://www.facebook.com/pages/Toxic-Carnage/233843699975111...

Thrash metal para chutar uma porção de traseiros.

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