Agony: som thrash metal muito focado nas raízes do estilo
Resenha - Thrashers United - Agony
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 15 de maio de 2013
Nota: 8 ![]()
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Numa época em que bandas como, NIRVANA, PEARL JAM, SOUNDGARDEN e outras da problemática cena grunge invadia o mercado internacional, outras que já viviam da música pesada foram sendo esquecidas pelas gravadoras, principalmente as da "febre hard rock" que praticamente dominou as rádios por toda a década de oitenta. Por outro lado o cenário underground nunca esteve tão forte. O death metal conquistava de vez o seu espaço, sub-estilos dessa vertente começavam a se multiplicar, o heavy metal ganhava o seu principal cartão de visitas, "Painkiller" (JUDAS PRIEST) e os Thrashbangers a cada lançamento ficavam mais felizes com as surpresas. Foi no meio desse alvoroço todo que AGONY surgiu em 1996 na capital cearense e hoje conta com três demos sendo a última, "Thrashers United" lançada em janeiro de 2011, tema a ser comentado nestas entrelinhas.
O som thrash metal muito focado nas raízes do estilo nos transporta em uma viagem que nos lembra grandes referências desse universo. Riffs velozes com batidas nas cordas que impulsionam o peso na música faz de "Blazing Fury" uma ótima abertura desse mostruário. Isso é o que se ouve depois de uma intro com sinos e relinchados.
Partindo para "Dead Man in a Dead World" tenho que dizer que essa deve ser o destaque do CD. Sua levada rasteira e pesada servindo de plano de fundo para os agudos potentes do vocalista, por vezes nos traz a lembrança de um NUCLEAR ASSAULT, mas quando proferido o refrão a coisa vai se moldando mais para um OVERKILL dos tempos de "Taking Over". O baixo se torna mais evidente em algumas partes quebrando a regra da harmonia.
"Wasted Time" traz uma riferama que comprova a boa criatividade dos guitarristas, o refrão simples e direto acrescenta mais fúria à faixa, nela também constam solos com grande elaboração tornando-a perfeita. Simplesmente matadora!
O último tema é a faixa título que marca a pegada violenta do speed metal unido ao thrash. Sua bateria com levadas uniformes até as execuções de viradas nervosas pode entortar-lhe a coluna, por tanto uma excelente pedida aos mais empolgados.
A produção desta demo que foi realizada no estúdio 746 em Fortaleza sob os cuidados do produtor Jorge Albuquerque, irmão do baterista, conserva a fórmula tradicional que se fazia nos primórdios das gravações. Primeiro captou-se os instrumentos de uma vez para então fazer a adição dos vocais. É uma opção de custo menor, mas que conserva bem a honestidade do som, e para uma banda sem máscaras como é a AGONY tal recurso é muito mais que bem vindo. Parabéns para a idéia, parabéns para o grupo!
Formação:
Jerônimo Pires: Vocalista;
Marcus Vinicius: Guitarrista;
Edi Figueiredo: Guitarrista;
Leo Santos: Baixista;
Rômulo (Shaw) Albuquerque: Baterista.
Faixas:
01 – Blazing Fury;
02 – Dead Man in a Dead World;
03 – Wasted Time;
04 – Thrashers United.
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