Stone Sour: auto conhecimento com toques surrealistas
Resenha - House of Gold & Bones - Stone Sour
Por Júlio César Tortoro Ribeiro
Postado em 10 de maio de 2013
Nota: 8 ![]()
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O Stone Sour lançou em 2012, seu projeto mais ambicioso da carreira, inicialmente planejado como álbum duplo, House of Gold & Bones foi dividido em duas partes, é um álbum conceitual que fala sobre uma jornada pessoal de altos e baixos, e auto conhecimento com toques surrealistas.
Aliás as letras e as interpretações de Corey Taylor são fenomenais, um dos melhores trabalhos da extensa carreira do vocalista. Essa nova jornada marca a saída de Shawn Economaki, baixista e um dos fundadores da banda ao lado de Taylor e do guitarrista James Root. Para as gravações foi recrutado Rachel Bolan (Skid Row) que está como convidado.
Musicalmente encontramos um álbum rico em arranjos e variações que prendem o ouvinte, os caras estavam realmente inspirados, desde músicas mais pesadas, remetendo ao Heavy Metal até baladas mais melancólicas. O mais legal de House of Gold & Bones é que ele não se prende a rótulos, e consegue transcender classificações pré estabelecidas, sendo feito de maneira espontânea e criativa.
As guitarras foram privilegiadas, James Root e Josh Rand estão em ótima forma, alternando riffs pesados, solos e duetos, sempre bem encaixados de acordo com o que cada música precisa, e talvez essa dinâmica abriu espaço para canções marcantes e variadas. Falar de Corey Taylor é algo fácil, ele é bom demais no que faz, canta muito e interpreta como ninguém, um grande vocalista e ótimo letrista.
O álbum abre com Gone Sovereign, com uma parede de guitarras no riff inicial e os vocais nervosos de Taylor. O baixo de Bolan entra quebrando tudo junto com a bateria veloz e intrincada do competente Roy Mayorga, os solos aparecem surpreendendo com escalas rápidas e duetos, característica pouco comum nos álbuns anteriores.
A seqüência com Absolute Zero, que vem emendada na abertura, numa pegadas cadenciada flertando com um Hard Rock bem pesado, característico do Stone Sour, os vocais contrastam partes urradas com melodia no refrão, que vem forte e marcante. Uma música com muito potencial para ser clássico do grupo.
A introdução acústica Travelers Pt 1 é um tema melancólico com incursões orquestrais e violões, com vocais bem suaves de Taylor, e abre espaço para a balada Tired, outro destaque do álbum, uma balada com toque progressivo, dotada de um grande refrão, James Root aparece muito bem com um ótimo solo de guitarra.
Os timbres pesados das guitarras de My Name is Allen casam bem com o vocal rasgado e a bateria pulsante de Mayorga, um som macabro, combinando com o personagem apresentado na mesma. A música lembra os temas mais cadenciados do Slipknot.
Last Of The Real fecha o álbum com uma pegada moderna e com muito groove graças a linha baixo de Rachel Bolan que aparece com força, distorcido e ditando o ritmo, Corey Taylor parece furioso, com uma grande performance.
House of Gold & Bones Pt 1, mostrou todo o potencial do Stone Sour, um dos grandes albuns de 2012, A segunda parte acabou de ser lançada e em breve vocês poderão conferir o review aqui no Its Electric.
House of God & Bones Part 1 (2012)
1. Gone Sovereign
2. Absolute Zero
3. A Rumor of Skin
4. The Travelers (Pt. 1)
5. Tired
6. RU486
7. My Name Is Allen
8. Taciturn
9. Influence of a Drowsy God
10. The Travelers (Pt. 2)
11. Last of the Real
Stone Sour:
Corey Taylor − vocals e piano
James Root − guitarra ritmica e solo
Josh Rand − guitarra ritmica e solo
Roy Mayorga − Bateria
Rachel Bolan - Baixo
Its Electric - http://itselektric.blogspot.com.br/2013/04/stone-sour-house-of-gold-bones-pt-1.html
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