Thin Lizzy: 1974, um dos melhores momentos da banda
Resenha - NightLife - Thin Lizzy
Por Roque Zanol
Postado em 17 de novembro de 2012
Nota: 9 ![]()
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Se você nunca ouviu falar em THIN LIZZY, escute 'Jailbreak' (1976) primeiro, mas logo depois dê uma conferida neste disco, 'Night Life' (74), é um dos melhores momentos da carreira destes monstros do hard setentista, diversificado e ótimo do início ao fim, o que o torna perfeito para uma resenha. Ele não tem o peso dos discos posteriores do THIN LIZZY, no entanto é tão bom ou chega muito perto do já citado 'Jailbreak' e do também clássico 'Black Rose: A Rock Legend' (79).
O álbum se abre com o balanço de 'She Nows', bom começo, destaque para o excepcional trabalho de cordas, com guitarras bem entrosadas, em seguida a faixa-título, onde guitarras blues emolduram mais uma boa música destes irlandeses, e eis que somos pegos de surpresa pelo riff cortante, bem ao estilo da banda, de 'It's only Money', faixa mais pesada que as anteriores, vai com certeza por um sorriso o rosto dos amantes do hardão. A poeira baixa e o blues retorna em 'Still in Love with You', belos solos, vale também escutar a versão ao vivo do quase obrigatório 'Live and Dangerous', que em minha opinião é ainda mais matadora, aliás, este ao vivo um dos melhores de todos os tempos da história do rock.
Quem quer que tenha sido Frank Carroll, foi a inspiração para uma linda música, conduzida pela voz carregada de emotividade de Lynott, recurso usado muitas vezes por ele para nossa sorte, e um piano sensacional, arranjos orquestrais completam a obra, quanta classe. 'Showdown' se não é um destaque, pelo menos mantêm o nível, com uma linha de baixo bem legal de Lynott. 'Banchee' é curta, porém uma ótima faixa instrumental, com influências remotas, até então insuspeitas, de country. E novamente ouve-se um riff marcante que só a dupla Scott Gorham e Brian Robertson poderiam nos brindar, é 'Philomena'. A agulha vai se aproximando do centro da bolacha, mas antes, para matar a vontade dos sedentos por guitarras pesadas, Sha-la-la, com seu baixo pulsante e pronunciado deixa claro toda a influência que esta banda teve na NWOBHM, a bateria anuncia e a música termina com uma riffs e solos ferozes, o que me lembra o modo como a trupe liderada pelo baixista bigodudo termina outras faixas clássicas 'Emerald' e 'Warrior', de 1976, brilhante. 'Dear Heart', considero um dos destaques do disco, uma grande balada, com arranjos no melhor estilo soul, terminando tudo como começou, com muita qualidade.
Aliás, quanta competência tinham as bandas desta época para mesclar o rock ao soul, funk, blues, country, adicionar o seu tempero próprio e ainda soarem reconhecíveis e autênticas, coisa difícil de ouvir nas bandas de hoje. Enfim faça um favor a si mesmo, escute este disco e ajude a fazer justiça na história do rock'n'roll, recomende o som do THIN LIZZY a seus amigos.
Lado A
She Knows
Night Life
It's Only Money
Still in love with You
Frankie Carroll
Lado B
Showdown
Banshee
Philomena
Sha-la-la
Dear Heart
A banda:
Brian Robertson – guitar
Brian Downey – drums and percussion
Phil Lynott – bass, vocals and guitar
Scott Gorham – guitar and vocals
Músicos adicionais:
Jean Rousell - Keyboards
Strings arranged by Jimmy Horrowitz
Produced by Ron Nevison and Lynott
Gravadora Vertigo
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