Thin Lizzy: 1974, um dos melhores momentos da banda

Resenha - NightLife - Thin Lizzy

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Por Roque Zanol
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Se você nunca ouviu falar em THIN LIZZY, escute 'Jailbreak' (1976) primeiro, mas logo depois dê uma conferida neste disco, 'Night Life' (74), é um dos melhores momentos da carreira destes monstros do hard setentista, diversificado e ótimo do início ao fim, o que o torna perfeito para uma resenha. Ele não tem o peso dos discos posteriores do THIN LIZZY, no entanto é tão bom ou chega muito perto do já citado 'Jailbreak' e do também clássico 'Black Rose: A Rock Legend' (79).

O álbum se abre com o balanço de 'She Nows', bom começo, destaque para o excepcional trabalho de cordas, com guitarras bem entrosadas, em seguida a faixa-título, onde guitarras blues emolduram mais uma boa música destes irlandeses, e eis que somos pegos de surpresa pelo riff cortante, bem ao estilo da banda, de 'It's only Money', faixa mais pesada que as anteriores, vai com certeza por um sorriso o rosto dos amantes do hardão. A poeira baixa e o blues retorna em 'Still in Love with You', belos solos, vale também escutar a versão ao vivo do quase obrigatório 'Live and Dangerous', que em minha opinião é ainda mais matadora, aliás, este ao vivo um dos melhores de todos os tempos da história do rock.

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Quem quer que tenha sido Frank Carroll, foi a inspiração para uma linda música, conduzida pela voz carregada de emotividade de Lynott, recurso usado muitas vezes por ele para nossa sorte, e um piano sensacional, arranjos orquestrais completam a obra, quanta classe. 'Showdown' se não é um destaque, pelo menos mantêm o nível, com uma linha de baixo bem legal de Lynott. 'Banchee' é curta, porém uma ótima faixa instrumental, com influências remotas, até então insuspeitas, de country. E novamente ouve-se um riff marcante que só a dupla Scott Gorham e Brian Robertson poderiam nos brindar, é 'Philomena'. A agulha vai se aproximando do centro da bolacha, mas antes, para matar a vontade dos sedentos por guitarras pesadas, Sha-la-la, com seu baixo pulsante e pronunciado deixa claro toda a influência que esta banda teve na NWOBHM, a bateria anuncia e a música termina com uma riffs e solos ferozes, o que me lembra o modo como a trupe liderada pelo baixista bigodudo termina outras faixas clássicas 'Emerald' e 'Warrior', de 1976, brilhante. 'Dear Heart', considero um dos destaques do disco, uma grande balada, com arranjos no melhor estilo soul, terminando tudo como começou, com muita qualidade.

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Aliás, quanta competência tinham as bandas desta época para mesclar o rock ao soul, funk, blues, country, adicionar o seu tempero próprio e ainda soarem reconhecíveis e autênticas, coisa difícil de ouvir nas bandas de hoje. Enfim faça um favor a si mesmo, escute este disco e ajude a fazer justiça na história do rock'n'roll, recomende o som do THIN LIZZY a seus amigos.

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Lado A

She Knows
Night Life
It's Only Money
Still in love with You
Frankie Carroll

Lado B

Showdown
Banshee
Philomena
Sha-la-la
Dear Heart

A banda:
Brian Robertson – guitar
Brian Downey – drums and percussion
Phil Lynott – bass, vocals and guitar
Scott Gorham – guitar and vocals

Músicos adicionais:
Jean Rousell - Keyboards
Strings arranged by Jimmy Horrowitz
Produced by Ron Nevison and Lynott

Gravadora Vertigo


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