Faceless: um disco que beira a perfeição
Resenha - Autotheism - Faceless
Por Junior Frascá
Postado em 24 de outubro de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sim, meus amigos, o metal extremo chegou em um nível de evolução absurdo, seja em termos de versatilidade técnica de seus músicos, ou em relação à própria brutalidade e extremismo sonoro atingido. Cada vez mais vemos surgir no mercado ótimas bandas praticantes do chamado brutal technical death metal, seguindo a linha de bandas como NILE e CANNIBAL CORPSE, mas com ainda mais variações. E uma das melhores bandas dessa atual safra é o THE FACELESS, que chega agora a esse seu fantástico terceiro disco de estúdio.
A banda, formada na cidade californiana de Encino, e que está na estrada desde 2003 (quando ainda se chama "The Faithless"), com "Autotheism", chega ao ápice de sua carreira até aqui, com um disco que beira a perfeição. Todas as nove faixas apresentadas são ótimas e intensas, variando com maestria entre o technical death metal, o metal progressivo e até com algo de doom metal, dentre outras influências, tudo de forma coesa e muito visceral.
Nota-se também uma maior preocupação dos músicos com os arranjos das canções, seja nos momentos mais brutais (com várias quebradas bruscas de andamento), seja nos mais melodiosos e ambientais, com estruturas complexas, mas que agradam de imediato o ouvinte.
Outro importante destaque do material são as linhas vocais do novo membro Geoffrey Ficco, que em alguns momentos chega até a lembrar o grande Gerge "Corpsegrinder", do CANNIBAL CORPSE, passando uma fúria descomunal, que contrasta de forma "sublime" com os vocais limpos do líder Michael Keene, que transmite muita emoção em suas interpretações. Quanto ao instrumental, a banda continua afiadíssima e técnica ao extremo, com destaque para o baixista Evan Brewer, um verdadeiro monstro no instrumento (quem ainda não viu, vale a pena conferir os vídeos disponíveis do baixista no Youtube).
Até pela qualidade extrema do material, não vou citar faixas de destaque, pois cada uma apresenta características peculiares, e levarão o ouvinte a novas experiências sonoras a cada audição.
As letras e os temas abordados também são bem interessantes e introspectivas, fugindo dos clichês do estilo, em especia a trinca de abertura, denominada "Autotheist Movement", que tratam das formas de se chegar ao Autoteismo. Destaque também para a belíssima capa do disco, mais um trabalho fascinante de Marcelo Vasco.
Assim, com "Autotheism", o THE FACELESS finca de vez seu nome entre as maiores bandas de metal extremo da atualidade, pronta para destruir pescoços nos quatro cantos do planeta. Sem dúvida um dos melhores (quiça o melhor) discos de metal extremo do ano.
Autotheism – The Faceless
(2012- Sumerian Records -Importado)
Geoffrey Ficco — lead vocals
Michael Keene — guitar, clean vocals, keyboards
Wes Hauch — guitar
Evan Brewer — bass guitar
Lyle Cooper — drums
Track List:
01 – Autotheist Movement I Create
02 – Autotheist Movement II Emancipate
03 – Autotheist Movement III Deconsecrate
04 – Accelerated Evolution
05 – The Eidolon Reality
06 – Ten Billion Years
07 – Hail Science
08 – Hymn Of Sanity
09 – In Solitude
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Judas Priest lança coletânea que abrange várias fases da discografia
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A cantora que achava que o Kiss representava o pior que havia no rock
O ex-jogador que ouvia heavy metal antes dos jogos para se motivar
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Regis Tadeu detona Engenheiros do Hawaii: "Monumento à pretensão vazia do rock"
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
O álbum gravado sob intensa tristeza que se tornou um dos maiores do Queen, conforme Brian May
Nita Strauss cresceu acreditando que era descendente de Johann Strauss
Geddy Lee e seu disco preferido do Pink Floyd; "me cativou e incendiou a imaginação"
Os 10 maiores discos de despedida da história do metal, segundo a Louder
Tony Iommi: John Bonham quebrou a bateria de Bill Ward
Filho de George Harrison recorda como descobriu que seu pai era um beatle
Floor Jansen compartilha momento pós-treino e deixa fãs empolgados


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



