Kee Marcello: Nos mostrando o que o Europe perdeu
Resenha - Redux: Europe - Kee Marcello
Por Breno Rubim
Postado em 28 de julho de 2012
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após ter ficado em um certo "anonimato" após sua saída do Europe, no início dos anos 90, tendo gravado dois álbuns com eles - "Out Of This World" (1988) e "Prisoners In Paradse" (1991) - o ex-Europe Kee Marcello retorna com um trabalho com regravações de clássicos do Europe, e mais algumas músicas inéditas de sua carreira solo.
De cara, o que percebemos ao ouvir a bolacha é a características energética das músicas, com os riffs clássicos que marcaram a passagem de Kee pela banda sueca. Muitos riffs do álbum "Out Of This World" (que tinha um baita teclado dando uma ambientação/atmosfera), são apresentados de uma forma mais crua - portanto, mais moderna e condizente com o cenário atual do hard rock.
Além disso, uma certa surpresa nas músicas é o vocal (que foi gravado pelo próprio Kee - que gravou também alguns teclados). O vocal, embora não procure inovar musicalmente nos clássicos outrora gravados por Joey Tempest, é bem diferente do dele: enquanto Joey cantava de forma mais melódica e limpa, Kee coloca nervosismo e agressividade em vocais rasgados. Isso faz com que estejamos ouvindo músicas que, apesar de já consagradas (algumas até mesmo "manjadas" para fãs de Europe), são ventiladas sob um ângulo inovador.
Alguns fãs "xiitas" de Europe poderão torcer o nariz para esse vocal de Kee. De fato, em nem todas as faixas seu vocal se encaixou bem (em "The Final Countdown", por exemplo, ficou devendo), mas, na maioria das faixas, o resultado é satisfatório, nem tanto pela qualidade em si, mas pelo caráter inovador de que já falei.
Hanna Marcello - a julgar pelo mesmo sobrenome, deve ser filha ou esposa do músico - assume os vocais em "Mind In The Gutter", de "Prisoners In Paradise". Mais uma bola-fora do disco: sem preconceitos, mas um vocal feminino não se encaixou bem numa música cuja proposta é a agressividade (marca registrada desse trabalho de 1991), ficando muito aquém da versão de estúdio.
Kee não se restringe a reler músicas que gravou com o Europe. O álbum também traz músicas gravadas por John Norum, como "The Final Countdown", "Rock The Night" e "Carrie", e, também, faixas da carreira solo de Kee, como a excelente "We Go Rocking", com riff matador e refrão pegajoso.
Para quem não sabe, apesar de John Norum ter gravado o álbum "The Final Countdown" (1986), ele saiu da banda logo após as gravações, alegando diferenças musicais, não estando satisfeito com o lado mais comercial que a banda havia tomado. Kee Marcello, ao ingressar no line-up e lançar "Out Of This World", dois anos depois, deu continuidade à proposta comercial, mas ainda assim o álbum é repleto de clássicos e de criatividade. Dada a ausência de John Norum, os videoclipes de "The Final Countdown" e "Carrie" já trazem Kee Marcello tocando. Talvez por esse motivo ele tenha gravado essas faixas nesse trabalho...
Penso que o ponto mais forte de "Redux: Europe" é a técnica de solos de Kee. Ao contrário de John Norum, que tem apresentado no Europe solos cada vez mais repetitivos, sem criatividade, Kee Marcello sempre mostrou uma técnica apuradíssima em seus solos. E não se diga que ele meramente repete o que solou nos tempos de Europe: aqui e acolá ele improvisa, sempre de modo certeiro. Ademais, nas faixas solo inéditas (cujos solos são, naturalmente, inéditos), a técnica continua apuradíssima.
E em se tratando de riffs e melodia, novamente Kee detona o atual Europe: a título de exemplo, o riff e o refrão da inédita "We Go Rocking" empolgam mais do que todos os riffs e refrões presentes em "Bag Of Bones", mais recente álbum do Europe.
"Redux: Europe" é um álbum de músicas velhas, mas que soa novíssimo. Para os fãs do Europe da fase Kee Marcello, é audição mais do que obrigatória.
KEE MARCELLO - REDUX: EUROPE
01. Redux: Europe – 3:25
02. Superstitious – 4:37
03. Seventh Sign – 4:30
04. Let The Good Times Rock – 4:06
05. Girl From Lebanon – 5:19
06. The Final Countdown – 5:00
07. We Go Rocking (Slight Return) – 4:01
08. Carrie – 4:32
09. Hammers Heart – 3:36
10. Bumble Kee – 1:45
11. Here Comes The Night – 4:28
12. Halfway To Heaven – 3:52
13. More Than Meets The Eye – 3:23
14. Mind In The Gutter (featuring Hanna Marcello) – 4:47
15. Open Your Heart – 4:07
16. Rock the Night – 4:18
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Mick Jagger relembra onde estava em 1966, quando a Inglaterra venceu sua única Copa do Mundo
Como foi gravar músicas do Rainbow com o Dio, segundo James Hetfield do Metallica
Slash elege os 10 maiores riffs de guitarra de todos os tempos
A melhor música de todos os tempos, na opinião de Tarja Turunen
Show do Megadeth no Hellfest 2026 é disponibilizado no YouTube
O melhor timbre de guitarra de todos os tempos para Slash; "pesado pra caramba"
A música que fez James Hetfield sair da zona de conforto como vocalista
O que Quiet Riot precisaria ter feito para ser do tamanho do Guns N' Roses?
John Corabi não faz mais parte do The Dead Daisies
Mick Jagger revela quem deveria interpretá-lo em um filme sobre os Rolling Stones
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
A música de Bruce Dickinson que imagina Jesus na era dos influenciadores digitais
A música "numero 1" do AC/DC, na opinião de Angus Young
O truque de Paul Stanley em shows do Kiss que Bruce Dickinson queria levar ao Iron Maiden
A opinião de Regis Tadeu sobre o clássico "Somewhere in Time" do Iron Maiden

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


