Dying Fetus: Novo álbum não soa como os anteriores

Resenha - Reign Supreme - Dying Fetus

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Por Danilo Rodrigues de Moraes
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Enfim o DYING FETUS lança nesse ano de 2012 seu mais novo trabalho “Reign Supreme”, que nada mais é do que um conjunto de violência, caos, e técnica encarnados em nove faixas que instigam a violência no mais puro “technical death metal”.
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O que se escuta aqui claramente não soa como o DYING FETUS nos tempos de obras como “Killing On Adrenaline” (1998), que beira o grotesco (no bom sentido!), o aclamado “Destroy The Opposition” (2000), eternizado nas obras do gênero Brutal Death Metal, o ataque certeiro que sincroniza peso, brutalidade, e agressividade encontrados em “War Of Attrition” (2007). Ouvimos por volta dos trinta e cinco minutos, uma banda nitidamente amadurecida e de timbre “moderno” na medida em que os riffs e vocais sangram através das caixas de som, o que não muda em nada a essência e identidade da banda que sempre esteve ali, seja nas letras “Gore” vislumbradas nos primeiros trabalhos, ou letras com ácidas críticas políticas da atual fase.

Logo de cara escutamos a rápida “Invert The Idols”, que alterna de uma maneira excelente os vocais insanos de Sean Beasley, complementados pelos vocais de John Gallagher que esbanjam ódio, em riffs e arpeggios muito bem trabalhados e empolgantes, com destaque também para o baterista Trey Williams dono de um marcante pedal duplo e de viradas certeiras. Em seguida conferimos a faixa “Subjected To A Beating”, primeira faixa divulgada anteriormente ao lançamento do novo trabalho, que contém riffs marcantes e ótimos momentos ao longo de seus quatro minutos e cinqüenta e dois segundos. A pancadaria segue na faixa “Second Skin”, dona de umas das melhores introduções do disco, na humilde opinião deste que vós escreve. Em meio ao caos surge à visceral “From Womb To Waste” que mescla os primórdios da banda com o trabalho atual, que segue uma linha com riffs mais “limpos” e uma “pegada moderna”, não esquecendo a fórmula para um Brutal Death de qualidade e competente.

Continuamos com as faixas “Dissidence” e “In The Trenches”, que mais parecem com premissas aos “tormentos do fim do mundo” (que ocorre esse ano! rs), donas de introduções e desenvolvimentos convincentes. Passamos pela “Devout Atrocity”, recheada de uma técnica absurda e de momentos para “bater a cabeça no chão!”. Em seguida martela em nossos ouvidos, a excelente “Revisionist Past”, com uma “bonita” introdução que antecede um riff devastador e escalas “exóticas” por toda a música. Finalmente encerramos o disco com todo “The Blood of Power”, título que, aliás, fecha o trabalho de forma magnífica, e nos apresenta como de costume da banda, um som vindo diretamente do inferno repleto de blast-beats e vocais dignos de uma trilha sonora apocalíptica.

Mais uma vez o DYING FETUS mostra o seu lugar consagrado como uma relevante banda de Death Metal e confirma seu reinado! Se será supremo, somente o tempo irá tirar a prova. Nota 9/10

Formação:
John Gallagher - Guitarra, Vocal
Sean Beasley - Baixo, Vocal
Trey Williams – Bateria

Track List
1.Invert The Idols
2.Subjected To A Beating
3.Second Skin
4.From Womb To Waste
5.Dissidence
6.In The Trenches
7.Devout Atrocity
8.Revisionist Past
9.The Blood of Power

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Sobre Danilo Rodrigues de Moraes

Estudante de Ciência Sociais na faculdade Unifesp. Passa o tempo lendo obras filosóficas, ou escutando o bom e velho death metal.

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