Dying Fetus: Novo álbum não soa como os anteriores
Resenha - Reign Supreme - Dying Fetus
Por Danilo Rodrigues de Moraes
Postado em 17 de junho de 2012
Enfim o DYING FETUS lança nesse ano de 2012 seu mais novo trabalho "Reign Supreme", que nada mais é do que um conjunto de violência, caos, e técnica encarnados em nove faixas que instigam a violência no mais puro "technical death metal".
O que se escuta aqui claramente não soa como o DYING FETUS nos tempos de obras como "Killing On Adrenaline" (1998), que beira o grotesco (no bom sentido!), o aclamado "Destroy The Opposition" (2000), eternizado nas obras do gênero Brutal Death Metal, o ataque certeiro que sincroniza peso, brutalidade, e agressividade encontrados em "War Of Attrition" (2007). Ouvimos por volta dos trinta e cinco minutos, uma banda nitidamente amadurecida e de timbre "moderno" na medida em que os riffs e vocais sangram através das caixas de som, o que não muda em nada a essência e identidade da banda que sempre esteve ali, seja nas letras "Gore" vislumbradas nos primeiros trabalhos, ou letras com ácidas críticas políticas da atual fase.
Logo de cara escutamos a rápida "Invert The Idols", que alterna de uma maneira excelente os vocais insanos de Sean Beasley, complementados pelos vocais de John Gallagher que esbanjam ódio, em riffs e arpeggios muito bem trabalhados e empolgantes, com destaque também para o baterista Trey Williams dono de um marcante pedal duplo e de viradas certeiras. Em seguida conferimos a faixa "Subjected To A Beating", primeira faixa divulgada anteriormente ao lançamento do novo trabalho, que contém riffs marcantes e ótimos momentos ao longo de seus quatro minutos e cinqüenta e dois segundos. A pancadaria segue na faixa "Second Skin", dona de umas das melhores introduções do disco, na humilde opinião deste que vós escreve. Em meio ao caos surge à visceral "From Womb To Waste" que mescla os primórdios da banda com o trabalho atual, que segue uma linha com riffs mais "limpos" e uma "pegada moderna", não esquecendo a fórmula para um Brutal Death de qualidade e competente.
Continuamos com as faixas "Dissidence" e "In The Trenches", que mais parecem com premissas aos "tormentos do fim do mundo" (que ocorre esse ano! rs), donas de introduções e desenvolvimentos convincentes. Passamos pela "Devout Atrocity", recheada de uma técnica absurda e de momentos para "bater a cabeça no chão!". Em seguida martela em nossos ouvidos, a excelente "Revisionist Past", com uma "bonita" introdução que antecede um riff devastador e escalas "exóticas" por toda a música. Finalmente encerramos o disco com todo "The Blood of Power", título que, aliás, fecha o trabalho de forma magnífica, e nos apresenta como de costume da banda, um som vindo diretamente do inferno repleto de blast-beats e vocais dignos de uma trilha sonora apocalíptica.
Mais uma vez o DYING FETUS mostra o seu lugar consagrado como uma relevante banda de Death Metal e confirma seu reinado! Se será supremo, somente o tempo irá tirar a prova. Nota 9/10
Formação:
John Gallagher - Guitarra, Vocal
Sean Beasley - Baixo, Vocal
Trey Williams – Bateria
Track List
1.Invert The Idols
2.Subjected To A Beating
3.Second Skin
4.From Womb To Waste
5.Dissidence
6.In The Trenches
7.Devout Atrocity
8.Revisionist Past
9.The Blood of Power
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
As melhores músicas de todos os tempos, segundo Dave Gahan do Depeche Mode
Max Cavalera celebra 30 anos de "Roots" com dedicatória especial a Gloria Cavalera
Slash aponta as músicas que fizeram o Guns N' Roses "rachar" em sua fase áurea
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
O pior disco do Judas Priest, segundo o Loudwire
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
Churrasco do Angra reúne Edu Falaschi, Rafael Bittencourt, Kiko Loureiro, Fabio Lione e mais
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


