Architects: Técnica, peso e bom gosto bastante evidentes
Resenha - Daybreaker - Architects
Por Marcos Garcia
Postado em 16 de junho de 2012
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos aspectos mais sensacionais do Heavy Metal é a sua capacidade de mutação, de se transformar em algo novo e cheio de vida, ao mesmo tempo em que outros preferem a sua tradicionalidade que, em geral, também válida. Duas visões interessantes e que convivem em harmonia nos dias atuais, embora ainda existam algumas pessoas que causam dicotomias vazias de sentido lógico por suas visões distorcidas e pequenas de um todo extremamente amplo.
Uma banda que desafia rotulações é o inglês ARCHITECTS, já que sua música tem muito de Progressive, Hardcore e Metalcore, mas um estilo diferente que anda sendo chamado de Pós-Metalcore por alguns (é tudo Metal, oras!), e que chega com seu quinto trabalho, ‘Daybreaker’, via Century Media Records.
A primeira coisa que salta os olhos na musicalidade do quinteto é sua vocação para fazer um som que ora é rascante e agressivo, ora é mais melódico e denso, com climas bem opressivos, mas sempre com técnica, peso e bom gosto bastante evidentes.
A apresentação gráfica é muito bonita e bem legal, em um trabalho ótimo de Paul Jackson (Tank.Axe.Love), embora o logo da banda lembre de cara o usado pelo DREAM THEATER alguns anos atrás. A sonorização bem cuidada e limpa, graças à produção de Ben Humphreys e da própria banda, com uma mãozinha de John Mitchell nos Outhouse Studios, in Reading, Inglaterra, que faz a banda soar coesa e pesada, bem como mantém a música densa e limpa.
Ao ouvir o disquinho, é bom tomarem cuidado, pois este trabalho não é, de forma alguma, convencional, mas corajoso e complexo, bastante minimalista musicalmente falando, e com fortes momentos em que a emoção surge, especialmente em ‘The Bitter End’, que começa lentinha, mas logo vira uma pancada extremamente densa e emotiva, com gritos para lá de fortes; a ótimas guitarras em ‘Alpha Omega’, ríspida e intensa, sem ser lá muito veloz; a instigante e emotiva ‘These Colours Don’t Run’, onde a cozinha baixo-bateria mostra eficiência em um bom trabalho, conferindo peso e técnica à banda; a técnica ‘Daybreak’, onde o baixo dá um show de técnica em seus momentos mais amenos; a progressiva ‘Truth, Be Told’; a mezzo ríspida, mezzo emotiva ‘Outsider Heart’, que empolga e mantém a atenção do ouvinte presa durante sua execução; a calma e climática ‘Behind the Throne’, com retoques bem ‘floydianos’ aqui e ali, mesmos elementos que o ouvinte irá encontrar em ‘Unbeliever’. Ainda há a participação de Oliver Sykes (do BRING ME THE HORIZON) nos vocais de ‘Even If You Win, You’re Still a Rat’, outra faixa bem intensa e agressiva.
Um disco complexo, mas que para aqueles que encaram desafios de peito aberto, uma obra-prima.
Daybreaker – Architects
(2012 – Century Media Records – Importado)
Tracklist:
01. The Bitter End
02. Alpha Omega
03. These Colours Don’t Run
04. Daybreak
05. Truth, Be Told
06. Even If You Win, You’re Still a Rat
07. Outsider Heart
08. Behind the Throne
09. Devil's Island
10. Feather of Lead
11. Unbeliever
Formação:
Samuel Carter – Vocais
Tom Searle – Guitarras
Tim Hillier-Brook – Guitarras
Ali Dean – Baixo
Dan Searle – Bateria
Contatos:
http://www.architectsofficial.com
http://www.facebook.com/architectsuk
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Ao ser acordada ao som de Sepultura, participante do BBB tem reação inesperada
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
50 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em março
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
Rush anuncia tecladista Loren Gold como membro da banda de apoio
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Edu Falaschi revela como surgiu convite para reunião com o Angra no Bangers Open Air
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Turnê nacional do Left to Die sofre mudanças na agenda
Geddy Lee comenta tour que Rush fará no Brasil em 2027
Mike Patton admite que o Faith No More não volta mais
O melhor álbum do Judas Priest, de acordo com o Loudwire
O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Baixista explica atitude do Anthrax ao não mudar o setlist e manter os clássicos



A banda de metal da nova geração que fez Gastão Moreira se lembrar do Backstreet Boys
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


