Sonata Arctica: Mais equilibrada e direta em novo álbum
Resenha - Stones Grow Her Name - Sonata Arctica
Por Junior Frascá
Postado em 16 de maio de 2012
Os finlandeses do SONATA ARCTICA começaram sua carreira explorando um power metal melódico direto e cheio de velocidade, mas com o passar do tempo foram evoluindo sua sonoridade e incluindo elementos mais melódicos e progressivos, conseguindo atingir o status de uma das maiores representantes de seu estilo mundialmente. E agora os caras chegam a seu sétimo registro de estúdio, mostrando grande criatividade, e lançando o seu melhor disco em tempos.
Sonata Arctica - Mais Novidades
Embora traga alguns momentos mais rápidos e pesados que seus antecessores, "Stones Grow Her Name" não é uma volta total da banda às suas raízes, pois aquele som mais atmosférico, melancólico e progressivo dos últimos lançamentos ainda se encontra presente em grande parte do material (como na faixa de abertura, "Only the Broken Hearts"), mas de forma mais equilibrada e menos experimental. Assim, se discos como "Unia" e "The Days of Grays" não agradaram uma grande parcela dos fãs, "Stone Grow Her Name" tem tudo para colocar a banda de volta aos trilhos.
Além disso, as guitarras estão mais presentes, e trazem riffs pesados e empolgantes, além de belos solos, ressaltados pelas belas estruturas harmônicas criadas pelos teclados e pela cozinha eficiente. O vocalista e líder da banda, Tony Kakko, também esta mais contido e cantando dentro de suas limitações, mas sem deixar de lado as interpretações emocionais que são a marca de sua carreira.
Dois grandes exemplos dessa nova perspectiva da banda são "Somewhere Close to You" e a regravação de "Losing My Insanity" (presente no debut "Fuel for Fire", do cantor Ari Koivunen, vencedor de uma das edições do programa Ídolos da Finlândia), ambas com uma pegada mais direta e com belos riffs, e belos refrãos. Outras, como "Cinderblox" e "Alone in Heaven" trazem um emaranhando de influências, com estruturas de muito bom gosto. Mas o grande destaque do material são as duas épicas partes de "Wildfire", com passagens muito emocionais, e grandes arranjos, demonstrando toda a criatividade de Kakko e Cia.
É claro que existe algumas faixas mais comerciais e que talvez não agradem a todos, como o primeiro single do material, "I Have a Right", além de "The Day" e "Don’t Be Mean", mas no geral o disco é muito bom, e merece ser conferido.
Portanto, se você é fã, com certeza irá curtir o material. Mas se você acabou deixando a banda de lado por não ter gostado dos últimos trabalhos, vale a pena ouvir o material, que como dito, é cheio de qualidade e criatividade, e mostra a banda mais equilibrada e direta.
Stones Grow Her Name – Sonata Arctica
(2012 – Nuclear Blast - Importado)
Track List:
01. Only the Broken Hearts (Make You Beautiful) (3:24)
02. Shitload Of Money (4:52)
03. Losing My Insanity (4:03)
04. Somewhere Close To You (4:14)
05. I Have a Right (4:48)
06. Alone In Heaven (4:32)
07. The Day (4:15)
08. Cinderblox (4:04)
09. Don't Be Mean (3:18)
10. Wildfire, Part: II - One With The Mountain (7:54)
11. Wildfire, Part: III - Wildfire Town, Population: 0 (8:00)
12. Tonight I Dance Alone (Bonus Track) (3:27)
Outras resenhas de Stones Grow Her Name - Sonata Arctica
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Ripper Owens elege o maior cantor da história: "Boa margem sobre qualquer outro"
O clássico do Angra de Andre Matos que parece com faixa do "MI'RAJ", segundo Edu Falaschi
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
A única banda de rock nacional que não virou peça de museu, segundo Regis Tadeu
Machine Head é presenteado com chave da cadeia de cidade dos EUA
A banda que Lars Ulrich do Metallica adorava: "Ele caiu de joelhos e me abraçou"
As únicas três canções dos Beatles que Frank Zappa curtia; "apenas um bom grupo comercial"
As bandas de rock que não saíam dos ouvidos do saudoso piloto Ayrton Senna
Black Sabbath: Tony Iommi explica como tocar "Paranoid"
A banda que fez Robert Plant se envergonhar de ser ícone do rock


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



