Fozzy: Chris Jericho luta, dança, canta e escreve as letras
Resenha - All That Remains - Fozzy
Por Erik Edilson
Postado em 29 de julho de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O FOZZY é uma banda muito talentosa e demonstrou isso com esse CD. A "cozinha" aqui é boa, o baixista Sean Delson não se destaca mas cumpre bem seu papel. Já o baterista Frank Fontsere se mostrou excelente. Os guitarristas são ótimos, principalmente Rich Ward, que fez excelentes melodias para o CD. Mas o destaque aqui sem dúvidas é Chris Jericho. O cara luta, dança, canta, é um verdadeiro entretenimento! E cantando é muito bem, tem uma ótima interpretação de cada música e uma voz única, além de escrever boas letras (ele escreveu a letra de todas as músicas do CD).

O CD começa com uma baita de um porrada: "Nameless Faceless", a segunda mais pesada do disco. A música começa com algumas leves batidas e alguns acordes, até explodir a bateria de Frank Fontsere e junto com uma bela levada de Rich Ward e Mike Martin nas guitarras. Sem dúvida um início dificil fazer qualquer fã de Heavy Metal não "banguear". Após alguns poucos segundos, entra Chris Jericho nos vocais e a música deixa de ser tão pesada, mas não se engane, ela continua pesada, e volta a ficar tão pesada quanto o início em vários momentos, principalmente nos solos insanos onde a dupla de guitarristas simplesmente detona. Nessa música temos a participação especial do excelente Myles Kennedy (vocalista do ALTER BRIDGE), pena que aqui ele apenas segue Jericho em alguns momentos, tendo sua voz escondida quase que totalmente. Parece apenas que é apenas a segunda voz gravada por Chris mesmo, tanto que se não prestar muita atenção, nem vão reparar na presença de Kennedy. Dentre os destaques, a força que Jericho traz em sua voz em alguns momentos da música, os riffs insanos e principalmente o baterista Frank que eleva o nível da música. Outra coisa importante a se destacar é a letra, que fala sobre a podridão humana, de maneira excelente. Excelente abertura para o CD.
Em seguida, temos a música que mais chega perto do comercial, "Enemy". Sabe aquele seu amigo do qual você gostava e confiava muito, e ele simplesmente muda? A música é sobre isso, perfeita para cantar pra qualquer caso de amizade decepcionante. A música é ótima, todos os instrumentos na medida certa. Aqui Jericho simplesmente detona, empolga e mostra sua ótima capacidade vocal. O clipe (o único que achei até hoje do Fozzy) é divertido e interessante, vale a pena ser conferido. A próxima é a minha favorita do CD, "Wanderlust". Começa com um grito que lembra distantemente um gutural (bem distantemente…). Depois disso temos um excelente clima monótomo até Jericho voltar, e fazer um refrão excelente (I just can’t get away from yesterday/But I keep on living the wanderer’s way/And over and over I start anew/But I can’t escape the thoughts of you), além de ser totalmente pegajoso. Frank está novamente excelente aqui. O excelente guitarrista Zakk Wylde (BLACK LABEL SOCIETY, ex-OZZY OSBOURNE) faz uma participação nessa música, fazendo um ótimo solo. A letra fala sobre a vida na estrada, que acabada deixando alguém importante para traz. Claramente é um citação a vida na estrada de Chris Jericho com a WWE.
A quarta música é a que dá título ao álbum, "All That Remains". Depois de uma música bem na levada Heavy Metal, e duas que levam para um lado mais comercial, "All That Remains" dá uma baita de uma quebrada no ritmo do disco. Provavelmente propositalmente, a voz de Jericho aqui soa abafada e escondida. A melodia dessa música é longa e lenta, passando certa tranquilidade, tirando o refrão e o solo. E o solo com certeza é o destaque nessa música tão "morna". Se "Wanderlust" fala de alguém que ficou para trás, "All That Remains" é sobre tudo o que ficou pra trás com a vida na estrada, e as suas consequências. O som aqui é a mais adequada para essa letra. A próxima é "The Test". A letra fala sobre um momento de mudanças e sobre decisões importantes. No início estranhamente Jericho canta como se estivesse em alguma tentiva de fazer algumas rimas como algo parecido com um rapper. Aqui o peso do CD volta. Aqui os guitarristas mostram bom serviço, não com belos solos, e sim como uma excelente levada em toda a música, principalmente enquanto enquanto "This is only in a test" aparece. É muito dificil não se sentir um pouco robotizado e querer ficar cantando junto com essa parte.
A próxima é "It´s A Lie". Se na música anterior, haviam alguns toques de rap em partes do vocal de Jericho, aqui temos realmente um rapper (BONE CRUSHER) fazendo participação especial. O resultado pode até agradar alguns, mas o resultado não saiu dos melhores. Tinhamos no início um CD de Heavy Metal e no meio uma música que parece o LIMP BIZKIT mais pesado. Música dispensável. A próxima é "Daze Of The Weak". A música faz retorno do peso no CD, mas não anima muito. O refrão e as guitarras aqui até que são atrativas, mas a música é muito irregular, muito atrativa em alguns momentos, fraca em outros. Mas Frank aqui faz a música soar bem melhor. "The Way I Am" é a próxima e conta com a participação do também excelente Mark Tremonti (guitarrista do ALTER BRIDGE, ex-CREED). Aqui temos uma música bem mais monótoma que a anterior, mas superior. Aqui Rich, Martin e Frank nos mostram que também podem fazer ótimas músicas, sendo elas mais calmas. O grande ponto da música é o solo insano de Mark Tremonti (o melhor do CD).
A próxima é "Lazarus". A letra é provavelmente a mais triste do CD, fala sobre sofrimentos e Jericho faz uma incrível interpretação da letra. Mais um ponto positivo para ele. Seus primeiros acordes lembrar com um pouco dos tradicionais de Synyster Gates (AVENGED SEVENFOLD), e eles se repetem em alguns momentos da música. Excelente música, novamente os intrumentais estão ótimos e nós trazem a música mais profunda do CD (talvez a melhor). A última é "Born Of Anger", mais uma quebrada totalmente de ritmo no disco. Ela é muito pesada, com bateria insana enquanto Jericho simplesmente cospe toda a letra, até um momento que temos quase um gutural por Marty Friedman. Depois temos alguns acordes interessantes de guitarra de ótimo nível, com Jericho voltando a cantar normalmente, um solo excelente, até temos o peso de antes de volta. A música vai se acalmando aos poucos depois disso até acabar. Boa música, mas a parte mais pesada não convenceu muito.
O CD tem ótimas músicas, que realmente mostram que a banda é muito boa. Mas alguns deslizes deixam o nível do CD menor. As primeiras 4 músicas dão um ótimo nível, mas depois delas algumas coisas atrapalham. It´s A Lie poderia ter sido retirada do CD, mesmo sendo o tipo de música que os fãs de LINKIN PARK e LIMP BIZKIT possam gostar. Além disso, alguns momentos de "The Test", "The Daze Of The Weak" e "Born Of Anger" poderiam ter sido melhorados. Outra coisa é o como algumas músicas quebraram totalmente o ritmo do CD. Mas tirando isso, temos um ótimo CD aqui, recomendado!
Formação:
Chris Jericho – Vocais
Rich Ward – Guitarra e Vocais (segunda voz)
Mike Martin – Guitarra
Frank Fontsere – Bateria
Sean Delson – Baixo
Setlist:
1 - "Nameless Faceless" (feat. Myles Kennedy) - 3:28
2 - "Enemy" - 4:28
3 - "Wanderlust" (feat. Zakk Wylde) - 4:28
4 - "All That Remains" - 4:33
5 - "The Test" - 3:06
6 - "It's a Lie" (feat. Bone Crusher) - 4:26
7 - "Daze of the Week" - 4:18
8 - "The Way I Am" (feat. Mark Tremonti) - 4:10
9 - "Lazarus" - 4:01
10 - "Born of Anger" (feat. Marty Friedman) - 4:42
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Dave Murray solta um "Vai, Corinthians" após ganhar camisa do Timão
Os dois ex-membros do Black Sabbath que não se davam bem
O cover que o Black Sabbath mais tocou ao vivo durante toda a carreira
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Regis Tadeu aponta o grande erro que Tony Iommi cometeu em seu novo álbum solo
A faixa de "Reign in Blood" que Tom Araya não é muito fã
Cinco músicas que mostram o lado mais sombrio e arrastado de Ronnie James Dio
Jorn Lande explica por que prefere Black Sabbath com Dio
Nicko McBrain critica voz atual de Axl Rose e revela tentativa frustrada de reconciliação
Eminem iria gravar música do primeiro disco solo de Tony Iommi
A música favorita de Pete Townshend, do The Who; "É tudo o que eu gostaria de fazer"
Gene Simmons (Kiss) cuspiu sangue em um jovem Chuck Billy (Testament)
Lita Ford lança "Dracula", sua primeira música inédita desde 2012
Pete Townshend (The Who) admite que só foi gostar de Led Zeppelin recentemente
A história da lendária única foto de Raul Seixas e Paulo Coelho no palco
O álbum do Dire Straits que Mark Knopfler acha que "não foi um disco muito bom"
A banda de metal mais popular de cada país do mundo, segundo o Spotify

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



