Amorphis: Mais progressivo e um pouco menos direto

Resenha - Beginning Of Times - Amorphis

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Por Junior Frascá, Tradução
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No ano de 2009, os finlandeses do Amorphis lançaram o seu nono álbum de estúdio, o excelente "Skyforger", um dos seus melhores lançamentos até então, aliando melodias muito agradáveis e sentimentais com o peso já tradicional do conjunto, e cuja turnê propiciou ao grupo a gravação do também excelente DVD/CD ao vivo "Forging the Land of the Thousand Lakes" (2010).

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Alias, essa nova fase da banda , mais acessível, que teve início no álbum "Eclipse", de 2006, embora diferente do começo da carreira do grupo, trouxe uma identidade diversificada ao som da banda, sendo difícil atualmente compará-la com qualquer outra, ou mesmo encaixá-la em apenas um dos diversos sub gêneros existentes no metal.

E eis que em 2011 o grupo volta com este "The Beginning of Times", mantendo todas as características supra mencionadas intactas, ou seja, aliando momentos de grande agressividade, com vocalizações guturais, como momentos mais "suaves", com vocalizações limpas e melodias muito bem encaixadas, mas sem deixar de evoluir seu som. Porém, em comparação com os últimos lançamentos da banda, "The Beginning of Times" é mais progressivo e um pouco menos direto do que "Skyforger", por exemplo, o que demanda uma audição mais apurada para que seja possível se constatar toda a beleza que se esconde nesta obra.

O som continua sendo difícil de rotular, trazendo elementos do death metal old school, com características e melodias do gothic metal. Contudo, não se resume apenas a estes estilos, uma vez que traz diversos outros elementos e melodias que os distinguem de qualquer outra banda.

Embora não tanto quanto no começo da carreira do grupo, as vocalizações guturais estão um pouco mais presentes em algumas composições, o que aparenta uma maior agressividade.

E mais uma vez o grande destaque do álbum é o vocalista Tomi Joutsen, que consegue mesclar momentos mais agressivos com partes mais calmas e limpas com grande naturalidade, o que torna o som do grupo ainda mais único, criando melodias belíssima que "grudam" na cabeça do ouvinte.

Como destaques, podemos citar a abertura, com a belíssima "Battle for the Light", a pesada "My Enemy" e a que gerou o primeiro vídeo clipe do trabalho, a emocional "You I Need".

Enfim, não há como se esquecer do começo da carreira do Amorphis, em especial ao magnífico "Tales from the Thousand Lakes". Contudo, nessa nova fase, a banda encontrou um "jeito especial" de compor, a peça que faltava em sua música, conseguindo ampliar seu horizonte criativo, e demonstrando que, mesmo sendo uma banda relativamente veterana, ainda possui muita lenha para queimar!

Em um primeiro momento, não há como dizer que o álbum supera seu antecessor, mas chegou bem perto, sendo mais um álbum de destaque em sua excelente discografia.

The Beginning of Times – Amorphis
(2011 – Nuclear Blast/Rock Brigade Records/Laser Company - Nacional)

1. Battle for Light
2. Mermaid
3. My Enemy
4. You I Need
5. Song of the Sage
6. Three Words
7. Reformation
8. Soothsayer
9. On a Stranded Shore
10. Escape
11. Crack in a Stone
12. Beginning of Time

Bonus Track:
13. Heart s Song


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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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