Amorphis: Mais progressivo e um pouco menos direto
Resenha - Beginning Of Times - Amorphis
Por Junior Frascá
Postado em 08 de junho de 2011
Nota: 9 ![]()
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No ano de 2009, os finlandeses do Amorphis lançaram o seu nono álbum de estúdio, o excelente "Skyforger", um dos seus melhores lançamentos até então, aliando melodias muito agradáveis e sentimentais com o peso já tradicional do conjunto, e cuja turnê propiciou ao grupo a gravação do também excelente DVD/CD ao vivo "Forging the Land of the Thousand Lakes" (2010).
Alias, essa nova fase da banda , mais acessível, que teve início no álbum "Eclipse", de 2006, embora diferente do começo da carreira do grupo, trouxe uma identidade diversificada ao som da banda, sendo difícil atualmente compará-la com qualquer outra, ou mesmo encaixá-la em apenas um dos diversos sub gêneros existentes no metal.
E eis que em 2011 o grupo volta com este "The Beginning of Times", mantendo todas as características supra mencionadas intactas, ou seja, aliando momentos de grande agressividade, com vocalizações guturais, como momentos mais "suaves", com vocalizações limpas e melodias muito bem encaixadas, mas sem deixar de evoluir seu som. Porém, em comparação com os últimos lançamentos da banda, "The Beginning of Times" é mais progressivo e um pouco menos direto do que "Skyforger", por exemplo, o que demanda uma audição mais apurada para que seja possível se constatar toda a beleza que se esconde nesta obra.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O som continua sendo difícil de rotular, trazendo elementos do death metal old school, com características e melodias do gothic metal. Contudo, não se resume apenas a estes estilos, uma vez que traz diversos outros elementos e melodias que os distinguem de qualquer outra banda.
Embora não tanto quanto no começo da carreira do grupo, as vocalizações guturais estão um pouco mais presentes em algumas composições, o que aparenta uma maior agressividade.
E mais uma vez o grande destaque do álbum é o vocalista Tomi Joutsen, que consegue mesclar momentos mais agressivos com partes mais calmas e limpas com grande naturalidade, o que torna o som do grupo ainda mais único, criando melodias belíssima que "grudam" na cabeça do ouvinte.
Como destaques, podemos citar a abertura, com a belíssima "Battle for the Light", a pesada "My Enemy" e a que gerou o primeiro vídeo clipe do trabalho, a emocional "You I Need".
Enfim, não há como se esquecer do começo da carreira do Amorphis, em especial ao magnífico "Tales from the Thousand Lakes". Contudo, nessa nova fase, a banda encontrou um "jeito especial" de compor, a peça que faltava em sua música, conseguindo ampliar seu horizonte criativo, e demonstrando que, mesmo sendo uma banda relativamente veterana, ainda possui muita lenha para queimar!
Em um primeiro momento, não há como dizer que o álbum supera seu antecessor, mas chegou bem perto, sendo mais um álbum de destaque em sua excelente discografia.
The Beginning of Times – Amorphis
(2011 – Nuclear Blast/Rock Brigade Records/Laser Company - Nacional)
1. Battle for Light
2. Mermaid
3. My Enemy
4. You I Need
5. Song of the Sage
6. Three Words
7. Reformation
8. Soothsayer
9. On a Stranded Shore
10. Escape
11. Crack in a Stone
12. Beginning of Time
Bonus Track:
13. Heart s Song
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