Shadow Gallery: Prog metal repleto de classe e bom gosto
Resenha - Digital Ghosts - Shadow Gallery
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room'
Postado em 23 de março de 2011
Nota: 8 ![]()
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A vida nos coloca em situações delicadas de tempos em tempos. Quando menos esperamos, somos sacudidos por momentos que mudam a nossa trajetória. O grupo norte-americano Shadow Gallery passou por uma encruzilhada em 2008: no dia 29 de outubro daquele ano, o vocalista Mike Baker sofreu um ataque cardíaco fulminante e faleceu.

O que fazer diante de uma situação como essa? Dois caminhos se desenhavam à frente da banda. O mais seguro seria encerrar as atividades e dar um ponto final na carreira. Já a escolha mais arriscada era tentar seguir em frente, encontrando outro vocalista e reconstruindo sua história depois de um momento tão extremo como esse.
O Shadow Gallery escolheu a segunda alternativa, anunciou Brian Ashland como vocalista e seguiu em frente. O resultado é "Digital Ghosts", lançado em 23 de outubro de 2009, praticamente um ano após a morte de Baker. Sexto álbum do grupo, "Digital Ghosts" sai agora no Brasil via Hellion Records, e irá agradar em cheio quem gosta de um prog metal repleto de classe e bom gosto.
O álbum conta com várias participações especiais. Ralf Scheepers, do Primal Fear, solta a voz em "Strong". Clay Barton, do Suspyre, canta em "Venom". O guitarrista Srdan Brankovic, do Expedition Delta, toca em "Strong". Mas o que se destaca é o incrível poder de superação do quinteto formado por Gary Wehrkamp (guitarra e teclado), Brendt Allman (guitarra e vocal), Carl Cadden-James (baixo e flauta), Joe Nevollo (bateria) e o já citado Ashland. O resultado disso tudo faz de "Digital Ghosts" um dos melhores discos da carreira do Shadow Gallery.
Como era de se esperar, o álbum tem uma aura densa devido aos acontecimentos vividos pelo grupo. As faixas são longas - não existe nenhuma com menos de seis minutos - e bastante pesadas, com várias passagens instrumentais interessantes, que levam o ouvinte ao transe. Surpreendentemente, um dos principais destaques de "Digital Ghosts" são os vocais de Brian Ashland, limpos e cristalinos, que remetem ao timbre de Geoff Tate, do Queensryche.
"Digital Ghosts" é um trabalho sólido e forte. Com ele, o Shadow Gallery superou o momento mais delicado de suas duas décadas de carreira. Um álbum que reafirma o status do grupo como um dos principais nomes do prog metal em todo o mundo, ao lado do Dream Theater e do Symphony X.
Audição recomendada!
Faixas:
1 With Honor 9:59
2 Venom 6:22
3 Pain 6:22
4 Gold Dust 6:45
5 Strong 6:50
6 Digital Ghost 9:37
7 Haunted 9:37
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