Atheist: Completamente anticomercial, insano e coerente
Resenha - Jupiter - Atheist
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 26 de fevereiro de 2011
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Figurando entre os pioneiros do Death Metal absurdamente técnico, esta é mais uma das bandas que retomou suas atividades nos últimos anos... Norte-americano da Flórida, a carreira do Atheist começou em 1988, cujos três álbuns subsequentes obtiveram boa repercussão pela cena underground, mas não o suficiente para que seus músicos seguissem em frente, encerrando seus trabalhos oficialmente em 1994. A volta somente se concretizou em 2006, e "Júpiter" é o primeiro álbum de estúdio desde então.

Lançado no exterior pelo selo Season Of Mist, "Jupiter" se insinua por sutis atualizações sonoras, mas é indiscutível que também continue basicamente de onde parou "Elements" (93). A juventude se foi, mas a furiosa precisão matemática continua inabalável em composições muito complexas e que oferecem constantes mudanças de ritmos, mudanças tantas vezes bruscas, mas sempre com uma musicalidade marcante - inclusive algumas melodias estão mais fortes e até podem sugerir novas direções no futuro.
Para se chegar a esse resultado, obviamente cada novo músico foi selecionado a dedo, mas o maior destaque recai tranquilamente sobre o veterano Steve Flynn, esse baterista é criativo e muito técnico. Desde a abertura "Second Sun" já se tem noção de os territórios serem conhecidos, mas é a atmosfera progressiva de "Faux King Christ" que a eleva a um dos melhores momentos de "Jupiter". E, mesmo que tenha se passado tanto tempo, continua impressionante a forma como se intercalam toda a brutalidade do Heavy Metal extremo com passagens jazzísticas, como em "Live And Live Again".
O único aparte por aqui é que, considerando todo o tempo afastado do cenário musical, o Atheist preparou um repertório com apenas oito composições que cronometram pouco mais de 30 minutos. É muito pouco, mas, ainda assim, este disco mostra a relevância de um estilo que simplesmente não se perdeu no limbo após mais de duas décadas de seu nascimento. Completamente anticomercial, insano e coerente, não serão todos os ouvidos que assimilarão esta música, mas é ótimo ouvir esta banda novamente.
P.S.: Kelly Schaefer foi um dos quatro finalistas que buscaram o posto de vocalista do Velvet Revolver (quem diria!), cujo fim da história todos já devem saber: o escolhido foi o espalhafatoso Scott Weiland... Bom, talvez Schaefer tenha saído no lucro!
Contato:
http://www.officialatheist.com/
http://www.myspace.com/kellysatheistwebsite
Formação:
Kelly Shaefer - voz e guitarra
Chris Baker - guitarra
Jonathan Thompson - guitarra e baixo
Steve Flynn - bateria
Atheist – Jupiter
(2010 / Season of Mist – importado)
01. Second To Sun
02. Fictitious Glide
03. Fraudulent Cloth
04. Live And Live Again
05. Faux King Christ
06. Tortoise The Titan
07. When The Beast
08. Third Person
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Fã de treinos de perna, Nita Strauss fala sobre sua dificuldade com a barra fixa
Steve Harris defende "The X Factor" e reforça o peso emocional do álbum
O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
O motivo do desentendimento de Silas Fernandes com Andreas Kisser, segundo Silas
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
Cinco obras-primas do Metal mundial, de acordo com Regis Tadeu
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
O cara que é o "avô da música americana", segundo o lendário Bruce Springsteen
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


