Ágona: Thrash/Death Metal muito bruto e agressivo
Resenha - Essencial Putrefação - Ágona
Por Marcos Garcia
Postado em 19 de fevereiro de 2011
Nota: 10 ![]()
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Há discos e discos na vasta história do Heavy Metal e suas vertentes, e alguns, por muitas limitações de várias ordens, passam anos e anos escondidos do conhecimento do grande público, o que é uma infelicidade, já que trabalhos sublimes são totalmente perdidos. Mas graças à internet e ao esforço heróico de muitas bandas, sempre na base da raça e na força de vontade, essas barreiras são vencidas. E um dos mais raçudos guerreiros, indo conta tudo e todos, vencendo as dificuldades e mostrando a cara é o ÁGONA, quarteto carioca, que mostra seus frutos em seu mais recente testemunho em CD, o recém lançado EP ‘Essencial Putrefação’, centro desta resenha.

Comprometidos até a alma com um Thrash/Death Metal muito bruto e agressivo, mas bem feito e minimalista, com nuances de outras vertentes do Metal, mais letras em português que passam ótimas mensagens, daquelas que levam o ouvinte a analisar o mundo que nos cerca com uma visão mais crítica e aprofundada.
A produção visual do CD é de primeira, com letras e informações bem descritas, e a sonoridade que sai pelos falantes é muito bem cuidada (graças ao esforço conjunto da banda e de Rômulo Pirozzi), com cada nuance sonora em seu devido lugar. Mas não se enganem: a limpeza sonora de forma alguma retira o vigor sonoro ou a agressividade da música dos rapazes.
O EP abre com ‘Caminhos Fechados’, uma faixa bem bruta, com ótimos vocais variando entre urros guturais e gritos estridentes, além de ótimos riffs; a próxima é ‘Floresta de Cadáveres’, com um início bem trampado, e daqui a pouco vira uma verdadeira manifestação de caos brutal, graças à base baixo/bateria coesa e pesada, que certamente desencadeia rodas de pogo nos shows.
Seguindo, vem ‘Destino de Sangue’, rápida e com certo jeitão Hardcore nas levadas iniciais, que depois mostram uma cadência bem empolgante, com partes de guitarra bem trabalhadas, onde os andamentos ditados pelo baixo são algo de absurdo; ‘Frio’ tem uma introdução com um teclado bem sacado, mas que logo vira uma pancadaria mais cadenciada, com alguns momentos amenos bem cativantes;
‘Karma’ é uma pequena intro bem climática para ‘Ianuarius’, que fecha o EP, mais uma música cheia de mudanças de andamentos, onde a banda mostra uma técnica apurada e que realmente vai agradar aos fãs do gênero.
Definitivamente, o ÁGONA sai da condição de promessa e entra com os dois pés firmes na categoria de bandas do primeiro escalão no Rio de Janeiro, e talvez até no Brasil.
Formação:
Alan Muniz – Vocais
Leonardo Milli – Guitarras
Rafael Ferraz – Baixo
Vinícius Bhering - Bateria
Tracklist:
01. Caminhos Fechados
02. Floresta de Cadáveres
03. Destino de Sangue
04. Frio
05. Karma
06. Ianuarius
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