Gary Hoey: Ainda usando e abusando dos pedais de efeito
Resenha - Utopia - Gary Hoey
Por Marcelo Vieira
Fonte: Van do Halen
Postado em 31 de dezembro de 2010
Tanta coisa é lançada todo ano que fica difícil se manter por dentro de tudo sempre. Em 2010 não foi diferente. O "esquecido" da vez foi "Utopia", trabalho mais recente do guitarrista Gary Hoey. Para quem não sabe de quem se trata, Hoey fez sua estréia no início dos anos 90, integrando o breve Heavy Bones, grupo que contava com o então ex-Quiet Riot Frankie Banali na bateria. Depois disso, prosseguiu em carreira solo sem obter muita (ou mesmo qualquer) visibilidade fora dos Estados Unidos. "Utopia" é seu 13º disco e mostra que o cara está em sintonia com os novos tempos sem renegar suas raízes roqueiras.

Ao contrário de seus trabalhos anteriores, "Utopia" não é um disco predominantemente instrumental. Como não tive acesso à ficha técnica, não faço ideia de quem seja o vocalista, mas seja ele quem for – talvez seja até o próprio Hoey –, é muito bom e se encaixa como uma luva na proposta sonora. Mas o que chama atenção mesmo é a guitarra furiosa de Hoey, que continua usando e abusando dos pedais de efeito – em especial do wah-wah – naqueles solos que só quem conhece a obra do cara sabe como são. Quanto à produção, nem pensar em reclamar – de 0 a 10, minha nota é 11!
Momentos que valem ouro ficam por conta de "Inevitable" (ótimo refrão), "Only Human" (que havia sido disponibilizada para download gratuito há um tempo e resume bem os novos caminhos pelos quais Hoey vem trilhando), "Barn Burner" (loucura total!), "If I Knew Then" (outra que resume Hoey hoje em dia) e "Bonzai Island", único registro mais "surfista" presente por aqui. É ouvir e recordar as aventuras de Robert "Wingnut" Weaver e Patrick O’Connell em busca da onda perfeita em Alegrias de Verão 2.
Devido à concorrência, "Utopia" não tem lugar garantido entre os 10 mais de 2010, mas é, sem dúvidas, um dos melhores lançamentos de Gary Hoey em seus quase 20 anos de atividade. Vale a conferida!
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