Kamelot: sonoridade elegante, polida e pra lá de cativante
Resenha - Poetry for the Poisoned - Kamelot
Por Ricardo Seelig
Postado em 27 de outubro de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Criar e desenvolver uma sonoridade singular e marcante em qualquer gênero musical é tarefa para poucos. De maneira geral, a grande maioria das bandas apenas emula - algumas com maiores doses de talento outras com menos - o que as principais referências de cada estilo fizeram - e fazem - de melhor.
Não é o caso dos norte-americanos do Kamelot. A banda liderada pelo excelente guitarrista Thomas Youngblood conseguiu criar algo novo dentro do heavy metal, com uma sonoridade elegante, limpa, polida e pra lá de cativante. O melhor exemplo disso é o já clássico "The Black Halo" (2005). "Poetry for the Poisoned" segue o mesmo caminho. Suas dez faixas trazem aquilo que o Kamelot se especializou em fazer nos últimos anos: um metal inovador, repleto de melodia e ousadia.
O disco abre com "The Great Pandemonium", que conta com a participação especial de Björn Strid, vocalista do Soilwork. Uma boa faixa, com um ótimo solo de Youngblood, mas, sinceramente, muito similar em sua estrutura a "March of Mephisto", música de abertura de "The Black Halo" - e essa semelhança incomoda um pouco.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Já "If Tomorrow Came" tem um início pesadíssimo e um refrão sensacional, arrepiante de tão bonito. Roy Khan continua um vocalista diferenciado, não só pela bela voz que possui, mas, principalmente, pela interpretação que dá a cada faixa, transformando-se em um novo personagem a cada canção.
"The Zodiac" traz Khan em um dueto primoroso com Jon Oliva, do Savatage, em uma faixa épica e repleta de elementos teatrais. "Hunter´s Season" é apenas mediana, e vale pelo espetacular solo de Gus G, atual guitarrista da banda de Ozzy Osbourne.
Em "House on a Hill" a coisa muda de figura. Com cara de single e participação de Simone Simmons, do Epica, é uma baladaça onde as vozes cristalinas de Khan e Simmons brilham ostensivamente.
A densa e cadenciada "Necropolis" tem passagens orquestradas que lhe dão ainda mais peso, enquanto "My Train of Thoughts", apesar do bom arranjo e de bem encaixadas mudanças de andamento, não empolga - uma boa faixa, mas que passa ao ouvinte a sensação de que a banda poderia, pela imensa capacidade que já provou ter, fazer muito melhor.
A percepção negativa vai embora com a espetacular "Seal of Women Years", um heavy metal classudo com tudo aquilo que o Kamelot tem de melhor: linhas vocais cativantes, instrumental coeso e inovador e os solos de extremo bom gosto de Thomas Youngblood.
A suíte que dá nome ao álbum, dividida em quatro partes - "Incubus", "So Long", "All is Over" e "Dissection" -, conta mais uma vez com a participação da excelente Simone Simmons, e retoma as influências progressivas que sempre foram uma característica marcante do grupo, mas que até esse momento estavam ausentes do play. Uma ótima faixa, com passagens vocais celestiais e instrumental repleto de peso.
"Once Upon a Time" fecha o álbum e é a única que traz o metal melódico refrescante que colocou o Kamelot na vanguarda do estilo. Uma composição excelente, que irá agradar os fãs mais antigos e destoa das restantes, já que "Poetry for the Poisoned" é um álbum denso e um tanto quanto sombrio.
Não posso deixar de mencionar o belíssimo encarte e a capa, criados por Seth Sito Anton, com imagens que são verdadeiras obras de arte.
Individualmente, o destaque vai para Thomas Youngblood, que está tocando demais e mostra extremo bom gosto. A melhor performance de um guitarrista esse ano vai para ele, e com folga.
Duas coisas chamam a atenção no disco: a primeira é a inserção de novos elementos ao som do grupo, dando-lhe uma cara mais moderna e ainda mais atual, e nisso a banda foi muito bem sucedida. A outra é a incômoda sensação de que o Kamelot poderia ter ido além e produxido um álbum melhor do que "Poetry for the Poisoned" é. O trabalho está longe de ser ruim, mas para o Kamelot, que vinha lançando excelentes discos em sequência, ficou abaixo da expectativa.
Faixas:
1 The Great Pandemonium
2 If Tomorrow Came
3 Dear Editor
4 The Zodiac
5 Hunter's Season
6 House on a Hill
7 Necropolis
8 My Train of Thoughts
9 Seal of Woven Years
"Poetry for the Poisoned"
10 Pt. I - Incubus
11 Pt. II - So Long
12 Pt. III - All Is Over
13 Pt. IV - Dissection
14 Once Upon a Time
Outras resenhas de Poetry for the Poisoned - Kamelot
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
Com câncer em estágio 4, fã raspa a cabeça de Randy Blythe (Lamb of God)
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
A torta de climão entre Zakk Wylde e Dave Grohl por causa de Ozzy Osbourne
O significado de título do novo disco do Anthrax, segundo Charlie Benante
O disco do Pink Floyd que foi a gota d'água para Roger Waters; "é simplesmente um lixo"
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
As regras do Punk Rock
A empresa que fez Engenheiros do Hawaii se tornar fenômeno, segundo Thunderbird
Quando Slash tentou entrar pro Kiss mas foi rejeitado por um motivo cruel

Kamelot: um disco único e tão somente feito para os fãs do grupo
A vez em que Alissa White-Gluz pensou estar trabalhando com Fabio Lione (mas não estava)
O músico brasileiro que está colaborando com o álbum solo de Roy Khan
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
