Tarja: álbum recomendado exclusivamente aos fãs obcecados
Resenha - What Lies Beneath - Tarja
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 14 de outubro de 2010
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
Depois que sua carreira no Nightwish implodiu inesperada e amargamente, não restaram muitas alternativas a Tarja Turunen, a não ser continuar os esforços para que sua carreira solo se estabelecesse, preferencialmente de maneira definitiva. Pois bem, depois das canções natalinas de "Henkäys Ikuisuudesta" (06) e do desajeitado e mal concebido "My Winter Storm" (07), a mais famosa das sopranos finlandesas se cercou de competentes músicos para gravar seu mais novo álbum, "What Lies Beneath".
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É inegável que suas composições, pesadas (ou não) e com toneladas de melodias, mostram uma considerável progressão se comparado com seu antecessor. Porém, apesar dessa maturidade, "What Lies Beneath" não oferece muito mais do que se espera como fruto da cena musical da Finlândia, mas quando se tem na equação uma voz como a de Tarja, cujo alcance vai para muito além da esfera do Symphonic e Gothic Metal, fica a certeza de que existe um relevante diferencial no resultado.
Mas nem mesmo esse avanço nas composições e a tal vantagem vocal atenuam o fato de que tudo percorre por territórios por demais familiares. Curiosamente, Tarja tem como amparo músicos de diversos estilos e para todos os gostos – os alemães do Van Canto, famoso por seu Metal a cappella, o vocalista norte-americano Phil Labonte (All That Remains), o versátil baixista Doug Wimbish (Living Colour) ou Max Lilja (Apocalyptica) são alguns dos exemplos desse pluralismo musical – mas nem assim existe uma profunda ousadia que confira um real senso de individualidade às canções. Intenso e meio bombástico, a tendência é permanecer dentro dos limites do previsível.
Uma exceção é a abertura "Anteroom Of Death", que foge do lugar-comum com muitas mudanças de andamento bem amarradas e com o Van Canto dando o devido suporte para abrilhantar ainda mais suas estruturas. É claro que há outras boas faixas, como a obscura "Dark Star", onde Tarja está ao lado do gritador Labonte, que injeta uma impensável agressão à canção; ou "Little Lies" com seu refrão contagiante; e ainda "River Of Lust", com as mais belas vozes da 'The Slovakian Orchestra and Choir'... Mas, no geral, "What Lies Beneath" carece de poder musical que dê o devido suporte à incrível voz de Tarja.
Assim, este é um disco recomendado exclusivamente aos fãs obcecados por Tarja – que não são poucos, diga-se. Por fim, quem poderia realmente captar com a apropriada sensibilidade para compor de forma que a música e a voz de Tarja Turunen se entrelaçassem em algo realmente especial? O único capaz deste feito foi Tuomas Holopainen, que vocês-sabem-quem-é, certo?
Contato:
http://www.tarjaturunen.com/
http://www.myspace.com/tarjaturunen
Formação:
Tarja Turunen - voz e piano
Alex Scholpp - guitarra
Marzi Nyman - guitarra
Doug Wimbish - baixo
Mike Terrana - bateria
Christian Kretschmar - teclados e Hammond
Max Lilja - violoncelo
Convidados:
Phil Labonte - voz em "Dark Star"
Toni Turunen - voz
Timo Turunen - voz
Joe Satriani - guitarra em "Falling Awake"
Will Calhoun - bateria em "Crimson Deep"
Van Canto - em "Anteroom Of Death"
Jyrki Lasonpalo, Pauline Fleming e Rémi Moingeon (músicos da The Lahti Symphony Orchestra) - violinos
The Slovak National Symphony Orchestra e Choir
Tarja - What Lies Beneath
(2010 / Universal Music - nacional)
01. Anteroom Of Death (com Van Canto)
02. Until My Last Breath
03. Dark Star (com Phil Labonte)
04. Underneath
05. Little Lies
06. Rivers Of Lust
07. In For A Kill
08. Montañas de Silencio
09. Falling Awake (com Joe Satriani)
10. The Archive Of Lost Dreams
11. Crimson Deep
Nota: 07
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