Katra: a mais nova revelação do metal gótico finlandês
Resenha - Beast Within - Katra
Por Paulo Finatto Jr.
Postado em 11 de maio de 2010
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Considerada a mais nova revelação do metal gótico finlandês, a KATRA finalmente, lança o seu segundo álbum aqui no Brasil. "Beast Within", o primeiro registro do grupo com letras em inglês, contou com a produção de Risto Aisikamen (STRATOVARIUS) e está disponível no mercado nacional via Hellion Records.

Desde 2006 na ativa e em torno da vocalista Katra Solupuro, o sucesso da KATRA só veio no ano seguinte, quando o grupo lançou o seu primeiro álbum, auto-intitulado. Com letras exclusivamente em finlandês e uma repercussão excelente no seu país, o disco chamou a atenção da gravadora Napalm Records/SPV, que contratou a banda. Depois de um sólido reconhecimento na Finlândia, a KATRA e a sua gravadora sentiram a necessidade de conquistar o seu espaço no resto da Europa – e por que não – no restante do mundo.
Com quase cinquenta minutos de duração, "Beast Within" apresenta doze composições diretas, com letras em inglês e sem grandes orquestrações. Embora lembre ícones do estilo como NIGHTWISH e WITHIN TEMPTATION, o novo grupo finlandês não realiza um trabalho essencialmente sinfônico. O que há, ao longo do registro, são intercalações entre momentos pesados (puramente heavy metal) e outros mais cadenciados (que se aproximam do limite com o pop), sem nunca – é importante dizer – fazer feio. Em minha opinião, o maior "porém" no trabalho do KATRA é não trazer nenhuma referência nova para o estilo, atualmente tão saturado de ideias repetitivas. De uma forma evidente, as composições de "Beast Within" possuem raízes e semelhanças fortes com as referências citadas anteriormente.
"Grail of Sahara" – música que abre "Beast Within" – lembra bastante os discos mais recentes do NIGHTWISH. A fórmula da composição, com pequenos arranjos eruditos no teclado, andamento mais arrastado e refrão com o peso e rapidez em evidência, se repete ao longo de todo o álbum. Essa característica, a meu ver, deixa claro que ainda falta para a KATRA desenvolver a criatividade para compor músicas com maior inspiração. No entanto, "Forbidden Bride", "Mystery" – e as ótimas baladas "Promise Me Everything" e "Scars in My Heart" – comprova que há uma banda instrumentalmente coesa.
O melhor momento do álbum fica por conta de "Fade to Gray", a composição mais pesada do material. Nessa faixa, a banda conseguiu encaixar muitíssimo bem linhas interessantes de teclado. Da mesma forma, "Flow" merece igualmente outra referência de destaque. Com essa música, a KATRA uniu melhor, se comparada com as demais faixas de "Beast Within", o peso das guitarras com a voz suave de Katra Solupuro. "Storm Rider", muito pesada e de qualidade, contrasta com a atmosférica "Kuunpoika" – a única cantada em finlandês – que fecha o disco.
Embora tenha qualidades visíveis e um time de bons músicos, atualmente com Kristian Kangasniemi (guitarra), Teemu Matasjarvi (guitarra), Johannes Tolonen (baixo) e Matti Auerkallio (bateria), a KATRA não passará pelo teste do tempo e deverá cair em esquecimento. "Beast Within" é capaz de empolgar pouco o público que conferir, pela primeira vez, o trabalho da banda finlandesa. Naturalmente, é de se esperar que o grupo, com menos de cinco anos de experiência, cresça na estrada e possa mostrar, no futuro, um material mais rico e diversificado dentro do metal gótico sinfônico.
Track-list:
01. Grail of Sahara
02. Forgotten Bride
03. Beast Within
04. Fade to Gray
05. Swear
06. Promise Me Everything
07. Mystery
08. Flow
09. Scars in My Heart
10. Storm Rider
11. Mist of Dawn
12. Kuunpoika
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum mais subestimado de Iron Maiden, Metallica e Slayer, de acordo com a Metal Hammer
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
A melhor música do Pantera, segundo a Metal Hammer
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta
Por que Roger Waters não repetiu sozinho o sucesso do Pink Floyd segundo fãs
Derrick Green (Sepultura) participa do novo álbum do Black Pantera
O que fazia Charlie Watts ser tão bom, segundo Mick Jagger e Ronnie Wood
A opinião de Tony Iommi sobre "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
O álbum mais subestimado do Black Sabbath, de acordo com a Metal Hammer
Neil Young escolhe os três maiores compositores de todos os tempos
As 40 melhores músicas da história do nu metal, segundo a Louder
O disco do Sepultura que se equipara aos clássicos dos anos 90, segundo a Metal Hammer
Kerry King achou que Paul Bostaph estava brincando quando se ofereceu para voltar ao Slayer
A sincera e entusiasmada opinião de Jimmy Page sobre Syd Barrett, fundador do Pink Floyd
Charlie Brown Jr: como Chorão foi corrompido após ficar rico, segundo Tadeu Patolla
O truque que os Beatles e o Bon Jovi adoravam usar e o Led Zeppelin fazia ao contrário



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



