Paul Gilbert: álbum com Freddie Nelson é forte e relevante
Resenha - United States - Paul Gilbert and Freddie Nelson
Por Ádamo Morone
Fonte: Paul Gilbert Brasil
Postado em 11 de fevereiro de 2010
Wow, estes caras acertaram em cheio com este debut! "United States", um álbum em colaboração com Freddie Nelson, liderado pelo virtuoso guitarrista Paul Gilbert, foi lançado em Outubro de 2008 no Japão. O álbum agora tem mais de um ano e está mostrando que continua forte, continua relevante.
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[NOTA: a resenha foi publicada pelo site Random Chatter Music. A resenha foi escrita pela própria dona do site. Mais uma vez, nossos agradecimentos à Jenn. Thank you Jenn!]
Direto ao ponto: este álbum é um lançamento sólido de rock & roll, que eu adoro. A música flui bem; é bastante ativa e cinética, com um fluxo e refluxo naturais para a sequência das músicas. Uma varidade de "gêneros" são citadas – desde pop anos 60, classic rock e dance dos anos 70 para o heavy metal dos anos 80, até o moderno (alt?) rock dos anos 00.
O álbum tem 10 faixas de canções "radio-edit", que vão desde uma pequena canção com 3 minutos ("I´m Not Addicted") até uma longa faixa com 4:40 minutos ("Hideaway"). O álbum não tem um segundo sequer de "enchimento de linguiça". Também é importante notar que não é um álbum comercial (N. do T. "cultural assault"). Não há qualquer sentimento gratuito como ódio, violência ou sexualidade. É simplesmente um monte de Rock and Roll. A música é boa o suficiente para ficar na sua sem ter que apelar para um gancho cultural como estes citados.
Cada instrumento carrega seu próprio peso e vocalização. Há uma variedade de ritmos dados pelo baterista Matt Muckle. Sotaques mais interessantes são criados com o trabalho de Emi Gilbert no teclado.
Em geral, na música, há dois destaques: A incrível performance vocal de Freddie Nelson, e a ardente guitarra de Paul Gilbert. Você pode ser fã de qualquer um dos dois ou de nenhum que, ainda assim, vai curtir os dois. Este CD não aliena os fãs dos dois; O álbum é honestamente agradável, sem tentar reinventar o gênero.
Quando ao Freddie, eu não esperava ouvir alguém tão à vontade e sem restrições através de todo seu alcance. Sua voz é rica e agradável, e ele tem um excelente timbre além de um vibrato natural. Não há nenhuma tensão evidente quando ele muda, tão facilmente, as oitavas. Freddie Nelson nos lembra que a voz é um instrumento musical versátil.
O laço que une os números deste álbum: O trabalho consistente e de alta qualidade feitos na guitarra do Paul (e no baixo) são um verdadeiro deleite para os meus ouvidos. United States foi construído sobre uma base sólida forcenida pelo groovy, rocking e o agradável trabalho de cordas do Paul. Os solos de bom gosto, alguns dos quais são ponto de fusão, são todos bem feitos e se encaixam perfeitamente dentro das músicas.
Há um monte de texturas, tons, efeitos de guitarra oferecidos ao ouvinte, não apenas o básico "uma guitarra distorcida, baixo, um vocal". As músicas variam do suave ao muito pesada. Seu ouvido é obrigado a ficar atento às pequenas variedades de detalhes, textura e composições. Um dos toques legais que eu ouvi neste álbum é a "compatibilidade" ou "diálogo", que os vocais e a guitarra principal trocam: Onde a guitarra vai ecoar a nota que a linha vocal está carregando.
Alguns destaques (na ordem das faixas) deste álbum incluem:
Há um efeito interessante no vocal da "The Last Rock And Roll Star". A versão ao vivo que vi desta música tem uma energia pura não tão aparente no CD.
"Hideaway" tem um sentimento rock moderno, como algo que você pode ouvir no rádio.
"Waste Of Time" é a minha música favorita do CD, não apenas por causa dos vocais soberbos, mas a melodia cativante é de bom gosto. A energia da música é emocionalmente e implacavelmente positiva. Esta música me arrepia o pescoço toda hora. Se você está ouvindo este álbum para ouvir um trabalho de guitarra rápida, nesta música você vai encontrar.
"Bad Times Good Times" soa como se o baixo tivesse parte da liderança da música. Talvez seja a guitarra barítona, talvez não... Seja o que for, é realmente intrigante. A música toda tem um fluxo natural.
"Paris Hilton Look-Alike" é um deleite para os ouvidos de qualquer um que procure um coro vocal atordoante. Também tem uma linha de baixo interessante, composta com uma parte de guitarra que muda de descontraído para…. insano.
"The Answer" tem uma daquelas introduções poderosas de baladas. Ela é a segunda faixa mais melosa do álbum.
"I´m Free" é uma balada esquisita, linda, tocante e evocativa. Esta canção traz lágrimas aos meus olhos.
"Pulsar" tem um tempo complexo, além de muitas guitarras diferentes criadas com vários tons e sobreposições. Há ainda um solo de baixo com distorção e harmônicos limpos. Um monte de preenchimentos interessantes de bateria. Complete com um trabalho de guitarra rápida. Está é uma canção muito Rock.
"Girl From Omaha" tem um intro muito legal e funky. Tem uma vibe que realmente faz você querer dançar. A maior parte das linhas principais estão sendo tocadas no teclado, mas se for tocada com estritamente com uma guitarra distorcida, vai soar dark e muito, muito ‘metal’. Ela soa dark e pesada nas apresentações ao vivo; um verdadeiro prazer à multidão.
"I´m Not Addicted" é outro atrativo. Tem um sentimento forte de rock anos 80, mas tem uma pegada muito mais moderna. Ela presta uma pequena homenagem ao som dos anos 80 sem se tornar brega ou derivados. Minha parte favorita nesta música é a parte logo após ao "final falso" no solo de guitarra, onde a música recomeça na metade da velocidade, mas ainda poderosa.
Nenhuma crítica honesta é completa sem algumas minúcias. A queixa que eu tenho sobre este CD é: Há um lindo encarte multi-páginas, dois lados, colorido sem letras. Minha cópia do United States é uma cópia de imprensa que eu ganhei de presente, mas aparentemente é exatamente igual à versão do varejo, o que significa que este álbum vem sem as letras. Uma outra pequena queixa é que os finais baixos (N. do T. finais com "fade out") parecem quietos, ou leves… talvez seja a compressão. Há uma abundância de finais baixos e quando são tocadas ao vivo ficam trincadas.
O que é ainda melhor de saber, é que Paul e Freddie são capazes de executar essas músicas ao vivo com o mesmo grau de perfeição como ouvimos neste CD.
Será que este álbum vai movê-lo? Definitivamente. Compre e bata cabeça!
- Jenn
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