Dr Sin: além de tudo, melhores com o passar do tempo

Resenha - Original Sin - Dr. Sin

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Por Doctor Robert
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Uma verdadeira obra-prima do hard rock brasileiro! O álbum de estréia do power trio paulista Dr. Sin, que leva o nome da banda, sempre foi objeto de adoração por parte de seus fãs. As músicas já se mostravam fortes desde que começaram a surgir, ainda com outras letras e até mesmo nomes diferentes (quem acompanhou os pequenos “flashes” que a TV Globo mostrou da apresentação da banda no Hollywood Rock de 1993 há de se lembrar bem). O grande problema: foi lançado por uma grande gravadora e saiu de catálogo depois de algum tempo. Desde então os fãs mais novos não tiveram mais acesso ao material, a não ser por alguns “posts” ilegais para download na internet. E a tal gravadora, nesse tempo todo, não facilitou nem um pouco em liberar os direitos sobre as gravações. A saída encontrada: regravar as canções e relançar o disco, que chega às nossas mãos agora sob o sugestivo nome de “Original Sin”.
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Os irmãos Andria e Ivan Busic formam junto com Eduardo Ardanuy um time de dar inveja. Em apenas três eles conseguem fazer muito mais do que muitos não conseguem nem com o dobro de integrantes: compor grandes canções com arranjos de cair o queixo, serem excelentes músicos e executarem tudo à perfeição ao vivo. E o mais incrível: soar ainda melhores com o passar do tempo. E isso pode ser comprovado a cada nova apresentação do trio nos palcos.

Para quem não conhece, ou para os novos fãs que não viveram a época de seu lançamento e nunca tiveram a oportunidade de ouvir na íntegra o primeiro trabalho da banda, a hora chegou. O que temos em mãos são nada mais do que 11 canções que já se tornaram clássicos do rock pesado tupiniquim, devidamente acompanhados de duas composições inéditas, “Nephilins” e “You Are My Love”. As músicas em si não sofreram nenhuma alteração mais drástica em suas estruturas que saltem aos ouvidos – talvez alguns timbres aqui e ali, um ou outro detalhezinho (como uma guitarra mais limpa na introdução de “Dirty Woman”)... O que realmente mudou foi que, talvez por questões burocráticas, a ótima cover de “Have You Ever Seen The Rain”, do Creedence Clearwater Revival, que fazia parte do original, infelizmente ficou de fora.

O disco inteiro é excelente, e se temos o duro trabalho de destacar alguma canções, vamos arriscar: “Emotional Catastrophe” (que já foi hit nº 1 na MTV Brasil, nos velhos bons tempos da emissora), “Stone Cold Dead”, “Fire Burns Cold”, “Dr. Sin”, “Valley Of Dreams”, “Scream And Shout”, a bela balada “You Stole My Heart” (que solo de guitarra...)... Já quanto às novas canções, “Nephilins” mostra toda a versatilidade do trio, trazendo uma introdução com aqueles vozeirões à la “Down In The Trenches” (do álbum “Brutal”), e passeando por ótimos arranjos e mais um belo trabalho vocal de Andria Busic. “You Are My Love”, como o próprio nome já indica, é mais uma bonita balada, feita por quem tem competência e entende do assunto (embora não tenham feito muitas em sua carreira).

O talento ainda é evidente no Dr. Sin: Andria continua cantando como nunca e destruindo no baixo. Ivan é um monstro na bateria e nos backing vocals. E Edu... bem, o cara simplesmente é um dos melhores do mundo no que faz. Se você ainda duvida do que eles são capazes, ponha o volume no máximo e ouça mais uma vez essa coleção de grandes músicas.

Ítem obrigatório na discografia de qualquer fã do bom e velho rock and roll... E vida longa ao Dr. Sin!!!

01. Emotional Catastrophe
02. Dirty Woman
03. Stone Cold Dead
04. Howlin In The Shadows
05. The Fire Burns Cold
06. You Stole My Heart
07. Dr. Sin
08. Valley Of Dreams
09. Lonely World
10. Through My Window
11. Scream And Shout
12. Nephelins
13. You Are My Love

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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