Zé Guela: independente regado com arranjos nobres
Resenha - Casa de Boneca - Zé Guela
Por Giorgio Moraes
Postado em 17 de agosto de 2009
A Internet se firma cada vez mais como propulsora de bandas independentes mundo afora. É inegável o poder da grande rede no que diz respeito à divulgação da arte no século 21.

Os mineiros da Zé Guela estão aproveitando muito bem esse momento para lançar seu debut, "Casa De Boneca". Na verdade, a banda é uma espécie de projeto cultural que reúne artistas (músicos, poetas e gente ligada ao teatro). Mas o som não é, de forma alguma, uma colcha de retalhos. Desde a faixa de abertura, "Acabou" - com sua introdução ao piano abrindo caminho para as guitarras de Gabriel Marques - até a bela "Melancolique", o trabalho permanece firme em seu fio condutor: suave, áspero, carregado de aventuras e desventuras, amores e desamores. Aos meus ouvidos, a banda conseguiu juntar 14 Bis e Coldplay para criar um som único - que eu não me atrevo a definir. Mas posso, parafraseando a banda, dizer que cada música é um cômodo de uma abandonada casa de bonecas. Para todos os efeitos, fiquemos com essa definição.
As letras também mostram maturidade. A faixa-título desfila um arranjo doce e uma letra que fala da descoberta do amor: "Numa casa de bonecas, eu vi o sol. E eu que era tão certo, com o pecado tão perto, me vi num céu azul". "Amar", 3ª faixa do trabalho, trata da grande batalha humana: "Mas vou viver, não vou chorar. Não vou sofrer, eu quero é ser feliz". Outro elemento recorrente é a tristeza, como em "Tudo bem comigo": "Eu não quero recomeço, tenho a vida que mereço. Estou longe como estrelas no céu". Tudo isso regado com arranjos nobres.
Destaque para o belo encarte e para a ótima produção do CD - 100% caseira.
O Ministério da Saúde Musical adverte: essa banda é uma pequena jóia.
Para conhecer mais:
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/zeguela/
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