The Cure: novo álbum agrada se não comparado à discografia

Resenha - 4:13 Dream - Cure

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Por Luís Fernando Amâncio Santos
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Existem duas condenações freqüentes nas críticas sobre trabalhos novos de bandas veteranas: aquela que aponta para uma mesmice, espécie de auto plágio; ou, por outro lado, aquela que critica o fato de o CD soar moderno demais, destoando da discografia anterior do grupo. Assim, caso a banda em questão queira ficar ilesa ao arsenal de comentários venenosos que os críticos sabem utilizar, ela deve procurar o caminho do meio entre essas posturas. O que, em contrapartida, também não arrancará grandes elogios dos jornalistas especializados.
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Escutar "4:13 Dream", CD lançado pelo The Cure em 2008, nos coloca diante do seguinte dilema: o que esperar? Afinal, o grupo inglês que já está na sua terceira década de vida fez o suficiente para constar como um importante nome do rock. Pensar na sonoridade dos anos 1980 e ignorar a relevância do The Cure é impossível. Além de ter conseguido emplacar hits na MTV, novidade da mídia musical daquela época, o grupo liderado por Robert Smith lançou discos memoráveis como "Pornography" (1982), "The Head on the Door" (1985), "Kiss Me Kiss Me Kiss Me" (1987) e "Disintegration" (1989). Por isso, escutar um novo disco da banda é analisar um sucessor dessa discografia tão relevante na história da música.

E, na medida em que as faixas vão se sucedendo, a conclusão que chegamos é a óbvia. Ou seja, não há nada de revolucionário em "4:13 Dream". Eles continuam compondo boas canções pop, como “Only You”, “Reasons” e “Sirensong”. O instrumental do grupo não é composto por virtuoses, mas seus músicos conseguem como poucos criar ambientes sonoros densos, como em “Scream” ou mesmo na abertura, com “Undernith the Stars”. Já Robert Smith continua tendo uma voz aclamável, seja por seu timbre ou pela capacidade de cumprir bem aquilo que se propõe a fazer.

"4:13 Dream" não é uma tentativa do The Cure de se modernizar. A banda não incorporou elementos freqüentes no rock atual, como uma pegada mais dançante. Não é, pois, o caso dessas bandas que, ao chegar na meia idade, querem parecer jovens. Por outro lado, o álbum soa como um integrante da discografia do grupo sem ser auto plágio. Embora seja um CD de um grupo cujo auge foi nos anos 1980, não é feito nos moldes daquela década. Afinal, depois de derrapadas na década de 1990, na atual o Cure lançou dois bons trabalhos: "Bloodflowers" (2000), terceira parte da trilogia iniciada por "Pornograph" e "Desintegration", e "The Cure" (2004), cuja produção mais crua recebeu elogios.

Talvez em uma primeira audição poucas músicas chamem a atenção nesse que é o décimo álbum de estúdio do Cure. Não há canções que pareçam rivalizar com clássicos como “Inbetween Days”, “Fascination Street” ou “Lovesong”. Porém, a medida que você vai escutando, percebe que é um disco que agrada, principalmente quando se deixa de lado a comparação com o que a banda já fez.

De certa forma, escutar um novo álbum do The Cure é como assistir um filme recente do Wood Allen: você não estará diante de algo que vai tirar-lhe o ar, não sairá surpreso como nunca antes. Mas, se você gosta do diretor (e da banda), não o deixará, e terá garantido bons momentos. Porém, se, pelo contrário, não for um fã, dificilmente vai se tornar um.

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