David Gilmour: com "Live In Gdansk", um vazio preenchido

Resenha - Live In Gdansk - David Gilmour

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Por Doctor Robert
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Enfim um vazio preenchido. Quando do lançamento do extraordinário DVD de David Gilmour “Remember That Night – Live At The Royal Albert Hall”, havia ficado uma sensação de que bem que um CD poderia tê-lo acompanhado. Tal impressão foi apagada, pois havia ainda esta carta na manga, registro que se torna obrigatório a qualquer fã.
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A primeira sensação que se tem é de se estar ouvindo a um novo álbum ao vivo do Pink Floyd. Também não é para menos, afinal, comparando com a banda que estava presente na turnê que gerou o lançamento do também ao vivo “PULSE”, percebemos que quase todos estão ali: o já saudoso Richard Wright acompanhado de Jon Carin nos teclados (este que, por sinal, também faz parte da banda de Roger Waters); Guy Pratt no baixo e o saxofonista Dick Parry (velho companheiro, desde os tempos de “The Dark Side Of The Moon”). Muda o baterista (sai Nick Mason, entra Steve DiStanislao) e o guitarrista de apoio (o lendário Phil Manzanera, do Roxy Music, no lugar de Tim Renwick). Isso tudo sem falar no repertório que, à exceção do último álbum solo de Gilmour, “On An Island” (executado na íntegra), privilegia praticamente só velhos clássicos do Floyd.

E põe velhos clássicos nisso... desde os primórdios com a psicodélica “Astronomy Domine” (do primeirão “The Piper At The Gates Of Dawn”) e a singela “Fat Old Sun” (de “Atom Heart Mother”), passando pelas obrigatórias “Breathe”, “Time” (que abrem o show pra ganhar a platéia de vez), “Shine On You Crazy Diamond”, “Wish You Were Here”... Destaque para a excepcional execução da maravilhosa “Echoes”, na íntegra, resgatada do álbum “Meddle” de 1971. Impossível não se emocionar com os vocais de Gilmour e Wright. E elogiar qualquer solo de guitarra de Gilmour chega a ser pleonasmo. Não é à toa que certa vez já foi dito pela revista Veja que ele é detentor dos solos de guitarra “mais elegantes da história do rock”. Quem não assina embaixo?

Ah sim, claro, temos ainda algumas canções mais recentes do Floyd, como “High Hopes” e “A Great Day For Freedom”. E se não aparecem convidados especialíssimos como David Bowie e a dupla David Crosby e Graham Nash, para “compensar” o CD conta com a participação da Orquestra Filarmônica Polonesa-Báltica, conduzida por Zbigniew Preisner, em temas como “Take A Breath” e na clássica “Comfortably Numb”, que encerra o CD de forma magistral.

Talvez o próximo passo não fosse, enfim, uma reunião do Floyd como todo bom fã não deixava de sonhar. Mas tal sonho foi abortado de vez agora que Richard Wright nos deixou. Resta então ouvir este belo registro, que pode servir de réquiem para um artista nem sempre tão valorizado, quem sabe pelo fato de ter sempre vivido à sombra de dois gênios chamados David Gilmour e Roger Waters. Descanse em paz Rick pois, como diz a letra de “Us and Them”, “...and after all, we’re only ordinary men...”.

CD 1
01 Speak To Me
02 Breathe
03 Time
04 Breathe Reprise
05 Castellorizon
06 On An Island
07 The Blue
08 Red Sky At Night
09 This Heaven
10 Then I Close My Eyes
11 Smile
12 Take A Breath
13 A Pocketful Of Stones
14 Where We Start

CD 2
01 Shine On You Crazy Diamond
02 Astronomy Domine
03 Fat Old Sun
04 High Hopes
05 Echoes
06 Wish You Were Here
07 A Great Day For Freedom
08 Comfortably Numb

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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