Kataklysm: longe do tédio com novo álbum
Resenha - Prevail - Kataklysm
Por Clóvis Eduardo
Postado em 10 de julho de 2008
Nota: 8 ![]()
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Depois de três anos do lançamento do último CD – "In The Arms Of Devastation" – os canadenses do Kataklysm surpreendem com mais um trabalho pesado e instigante. O Death Metal moderno continua forte, grudento e candidato para se tornar uma peça fundamental na coleção dos headbangers.
Até pode-se dizer que "Prevail" vem da mesma fonte de "In The Arms Of Devastation", pois os riffs cheios de melodias sombrias, urros para todos os lados, e um kit de bateria que mais parece uma metralhadora continuam ao longo de 10 boas faixas. A linha de guitarras do Kataklysm percebeu que reduzir o número de solos é também uma alternativa para alcançar melhor diversificação. Não que as canções perderam o brilho e contraste natural, mas o instrumental pesado e a harmonia criam uma atmosfera rígida e bem característica dos últimos trabalhos dos canadenses. Afinal, o Kataklysm é hoje uma banda forte da cena Death Metal old School, recatado, rastejante e repugnante. Mas ela não deixa nunca a peteca cair quando o assunto são velocidade e criatividade.
Os vocais têm efeitos que multiplicam os versos de Maurizio Iacono como se a banda tivesse uma linha de frente formada por diferentes vocalistas. Os tons mais guturais são a melhor alternativa para ele, mas ao explorar novos caminhos, Iacono tende em pouco tempo a acertar no caminho, principalmente quando em momentos mais rasgados.
No mesmo estilo em que "In The Arms Of Devastation", o novo disco tem músicas rápidas e de fácil assimilação ao headbanger. Max Duhamel repete a técnica diferenciada de "blast beat" (procure alguns vídeos de como ele movimenta a baqueta), e está de novo muito bem, devido à complexidade e ao ritmo alcançado. Virtude dele, claro, um grande diferencial da banda, quando coloca mudanças de andamento em cada uma das canções, como na excelente "As Death Lingers", completada pelas palhetadas de Jean-Francois Dagenais e do baixo pulsante de Stephane Barbe.
É mais uma boa surpresa para o ano de 2008. O Kataklysm já se firmou como referência no Death Metal, e Prevail, é uma boa pedida para quem quer conhecer ao mesmo tempo a junção entre melodias sombrias, técnica apurada e a modernidade dos tempos.
Nuclear Blast
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