Mötley Crüe: bom, mas sem a energia dos bons tempos
Resenha - Saints Of Los Angeles - Mötley Crüe
Por Weslei Varjão
Postado em 29 de junho de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após uma sucessão de erros em seus últimos registros (vide o péssimo "Generation Swine" e o apenas regular "New Tatoo"), eis que o Mötley Crüe ressurge em um álbum que poderia ser muito bem a trilha sonora para sua autobiografia "The Dirt". Sendo um álbum que fala sobre sua carreira e da maneira que eles surgiram, apesar de algumas escorregadas (o flerte com o New Metal em algumas faixas), soa sincero e percebemos uma entrega total da banda no registro. Longe de ser um clássico ao nível de "Shout At The Devil", "Girls, Girls, Girls" e "Dr. Feelgood", é um álbum que merece ser escutado, apesar de faltar a velha energia do Crüe em algumas músicas.

O primeiro álbum com a formação original em mais de 10 anos não chega a impressionar mas traz um certo vigor à banda. A cozinha dessa vez está muito bem, parece que os anos de estrada lhes ensinaram muito. Tommy Lee está em sua melhor forma neste disco. Nunca o vi de maneira tão presente como ele está agora. Sempre o achei um baterista comum, mas desta vez ele se destaca, com um som pesado e agressivo e sendo destaque em algumas músicas. Nikki Six consegue acompanhar o bom ritmo de seu companheiro e também se sobressai . Mick Mars sempre nos entrega riffs certeiros e diretos. Talvez o único que não foi tão bem assim foi Vince Neil. O tempo pesou e ele não consegue mais alcançar tons tão altos como antigamente, mais ainda assim não compromete o resultado final.
Mas como já dito anteriormente, a banda escorrega e feio na tentativa de modernizar seu som. O erro chega a ser grosseiro em algumas músicas nas quais eles quiseram injetar essa dose de "modernismo". Por exemplo "The Animal in Me", em que essa modernidade não foi bem vinda (apesar de um bom solo). Houve uma mudança clara de seu Hard Rock clássico para uma banda mais puxada para o Heavy Metal, algo que irá desagradar alguns de seus fãs mais antigos.
Mas sabendo que sempre podemos esperar algo de bom quando temos a formação original reunida (excluindo o horrendo "Generation Swine"), também temos ótimas músicas aqui. A começar pela energética "Face Down in the Dirt", onde temos uma banda insana e chutando traseiros, como o velho Crüe. A linha de baixo do começo dessa música é simplesmente excepcional e a música é daquelas que dão vontade de pegar um carro e sair correndo por aí. "Down at the Whisky" também é divertida, apesar de fazer falta aquele espírito que existia nos albuns até o "Dr. Feelgood".
Mais o grande destaque fica para "Saints Of Los Angeles". Duvido que a alguem ao escutar essa não vai ter vontade de sair cantarolando "We are we are the saints one day you will confess / And pray to the saints of Los Angeles" por aí. Com um refrão marcante e grudento, esta é a melhor música de todo o álbum. Não foi à toa que foi o primeiro single e que a mesma tenha vendido muito em uma versão para um famoso jogo de videogame. Recuperando também a fase áurea da banda, temos a nostálgica "Chicks = Trouble" que pode agradar aos fãs mais antigos.
Resumindo, apesar de não ser o que esperamos de uma banda como eles, é sim um bom álbum de rock, o melhor desde "Dr. Feelgood". Se você procura alguns minutos de diversão e músicas bem executadas por uma banda bem entrosada esta é uma boa escolha. Se você espera o hard rock descompromissado e energético de antigamente, nem chegue perto.
Tracklist:
1. L.A.M.F.
2. Face Down in the Dirt
3. What's It Gonna Take
4. Down at the Whisky
5. Saints of Los Angeles
6. Muther Fucker of the Year
7. The Animal in Me
8. Welcome to the Machine
9. Just Another Psycho
10. Chicks = Trouble
11. This Ain't a Love Song
12. White Trash Circus
13. Goin' Out Swingin'
Line-up:
Vince Neil - vocal
Mick Mars - guitarra
Nikki Sixx - baixo, backing-vocals
Tommy Lee - bateria
Outras resenhas de Saints Of Los Angeles - Mötley Crüe
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Edu Falaschi pede desculpa a Rafael Bittencourt por conflito no Angra e ouve: "Eu amo você"
A banda chamada de "novo Led Zeppelin" que tinha Metallica no bolso, e mesmo assim não estourou
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
Taylor Hawkins sobre tocar no Foo Fighters: "Há coisas que faço que Dave Grohl não faria"
A melhor música de "Brave New World", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Edu Falaschi atualiza sobre possível reunião do Angra ao estilo Helloween
O melhor disco de heavy metal lançado em 1990, de acordo com o Loudwire
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
A lição de Bruce Dickinson e Dave Murray do Iron Maiden que marcou Edu Falaschi
Os álbuns do Metallica que soaram "forçados", segundo James Hetfield
Usando Pink Floyd como exemplo, Sammy Hagar diz não querer mais contato com Alex Van Halen
Stevie Ray Vaughan tocou como um monstro, mas a plateia simplesmente ignorou
A única banda que Jack Black coloca no "mesmo patamar" dos Beatles; "lava criativa"
Rafael Bittencourt conta pela primeira vez a promessa que fez ao pai de Edu Falaschi
Wacken Open Air anuncia mais 50 atrações e cartaz oficial fica complicado de se acompanhar
Traidores do movimento - bandas de rock que "se venderam" nos anos 80
Blaze Bayley, ex-vocalista do Iron Maiden, chorou muito quando ouviu "Brave New World"
Padrinho de luxo: canal lista 5 bandas de hard rock que Bon Jovi deu "ajudinha" na carreira

Nikki Sixx se arrepende de tatuagem em tributo a Mick Mars
O "Big Four" das bandas de rock dos anos 1980, segundo a Loudwire
John Corabi considera passagem pelo Mötley Crüe "linda, incrível e maldita"
As bandas "pesadas" dos anos 80 que James Hetfield não suportava ouvir
Iron Maiden: uma análise sincera de "Senjutsu"



