Symphony X: renovado, com garra e energia de sobra
Resenha - Paradise Lost - Symphony X
Por Maurício Dehò
Postado em 02 de junho de 2008
Nota: 10 ![]()
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Se alguém tinha dúvidas, pode ter certeza de que elas acabaram. "Paradise Lost" é a obra definitiva do Symphony X e prova de uma vez por todas o poder do Prog Metal dos americanos, dando seguimento em discos que revelaram e só aumentaram a fama da banda, como "V" e "The Odissey". E uma característica em especial deu um toque fundamental para aumentar o poder de fogo deste quinteto, liderado mais do que nunca pelo guitarrista Michael Romeo: PESO.
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Romeo é o grande destaque do disco. No posto de compositor e produtor, parece que ele aproveitou a chance para aumentar alguns pontinhos no volume de sua guitarra, que ficou totalmente na cara – e isto é uma qualidade do disco! Mesmo assim, os outros instrumentos e, é claro, a voz do sempre efetivo Russel Allen, não saíram perdendo.
São dez faixas (1 hora de som) de um Symphony X renovado, com garra e energia de sobra, além de muita criatividade e talento no instrumental, com direito a toda a virtuose que esta vertente metálica requer. Destaques? Tudo, partindo da arte gráfica. Da introdução épica "Oculus Ex Inferni" ao encerramento em "Revelation", com seus quase dez minutos e sonoridades muito interessantes, diferentes do usual. No meio disso, shows de todo o quinteto.
Allen faz de tudo. Em sons como "Set The World on Fire" – pesada, mas com um refrão cheio de melodia, na medida - e na totalmente agressiva "Domination" – à la Malmsteen – ele liga o "overdrive" e faz vocais bem rasgados. "Serpent’s Kiss" é sua prova como um dos melhores vocalistas: varia entre graves e agudos, interpreta e mostra não ser apenas mais um, mesmo que sua pegada seja bem oitentista. E, nas baladas, mais show. Primeiro na bela faixa-título, que é bem diferente de uma balada comum, sem apelações, e também em "The Sacrifice".
Já o tecladista Michael Pinella é ponto fundamental nesta química, por ajudar no peso e contribuir em grande parte do clima bem mais grandioso conseguido com este novo trabalho. Nisso incluem-se a já citada "Revelation" e a épica "Seven". Vale notar que a banda não fugiu dos riscos e apresenta momentos bem diferentes e criativos, como no meio de "Domination", que tem grande trabalho da cozinha formada por Michael LePond, no baixo, e Jason Rullo, na bateria. E a dupla segura tudo nesta uma hora de CD.
Romeo não precisa de muitos comentários. Além de assinar quase tudo, tem um estilo nas seis cordas que é reconhecível rapidamente e conseguiu aliar sua já recorrente virtuosidade, de músicas como "Eve of Seduction", ao peso que entremeia todo o disco.
Resumidamente, "Paradise Lost" é daqueles CDs que a única coisa possível é recomendar: Ouça agora! Quem já ouviu, a boa notícia é que a banda já está programada para voltar ao Brasil, em outubro, apenas um ano e meio após a passagem deles por aqui, já na turnê de divulgação deste álbum. Matador! E que venha mais!
Track List:
1. Oculus Ex Inferni - 2:34
2. Set the World on Fire (The Lie of Lies) - 5:55
3. Domination - 6:29
4. The Serpent’s Kiss - 5:03
5. Paradise Lost - 6:32
6. Eve of Seduction - 5:04
7. The Walls of Babylon - 8:16
8. Seven - 7:01
9. The Sacrifice - 4:49
10. Revelation (Divus Pennae Ex Tragoedia) - 9:17
Formação:
Russell Allen - vocal
Michael Romeo - guitarra
Michael LePond - baixo
Michael Pinnella - teclado
Jason Rullo – bateria
Lançamento nacional- Hellion Records
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