Mercenary: mais uma marca no Death Melódico do grupo

Resenha - Architect Of Lies - Mercenary

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Por Clóvis Eduardo
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Nota: 9


Por vezes a gente se surpreende com uma banda. O Deicide, por exemplo, lançou no final do mês de abril um dos melhores álbuns já feitos pelo grupo em vários anos. Outro exemplo curioso é o Cryptopsy, que colocou no mercado recentemente o maluco "The Unspoken King", e que não tem agradado tanto e já começa a tomar pau pelo experimentalismo. É por essas e outras que o "mais do mesmo" nunca se tornou tão importante na cena metálica para garantir o sucesso de um novo disco.

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Sim, este é um review do novo cd do Mercenary. A introdução bastou apenas para ilustrar o que nos tem chamado a atenção nos últimos tempos. Bandas fazendo experimentos e acrescentando novas sonoridades têm se dobrado para agradar aos fãs. Mas quem continua seguindo o mesmo caminho, mesmo que por vários anos, não costuma perder o crédito. "Architect Of Lies", novo disco dos dinamarqueses do Mercenary, crava mais uma marca no Death Metal Melódico do grupo, trincado, técnico e ao mesmo tempo com uma fluidez invejável. É hora de deixar um pouco de lado os discos "The Hours That Remain" (2006), e "11 Dreams" (2004), para se deliciar com esta novidade.

Não precisa esquecer os últimos dois álbuns de inéditas do Mercenary. Até por que você precisa entender o motivo do som do sexteto estar tão interessante. Pouca coisa mudou. Mixagem, vozes e mais vozes, belos e compridos solos, teclado puxando riffs de guitarra, e uma maratona de chutes nos bumbos continuam a grande característica do grupo. A única mudança talvez seja uma considerável redução no tamanho das canções, que nos últimos trabalhos beiravam sempre na média de seis a sete minutos, ou até mais. Reduzir um pouco as músicas tornou "Architect Of Lies", mais acessível, sem mexer um pingo no peso e no estilo do grupo.

O que chama a atenção neste novo disco de estúdio, é justamente o fato de imaginarmos ele sendo executado ao vivo. Deve ser um espetáculo único ver o Mercenary ao vivo. A junção do vocal principal de Mikkel Sandager (vocais limpos) e do baixista René Pedersen (responsável pelos guturais) torna as canções ainda mais interessantes, justamente por haver uma sincronia entre os extremos. E isso acontece toda hora, seja em refrão, ou nos versos, o que deixa o trabalho bastante respeitável.

E precisamos lembrar ainda do trabalho feito pelos guitarristas Martin Buus Pedersen e Jakob Mølbjerg, perfeitos desde os riffs mais pesados aos solos mais leves. É incrível como a dupla consegue criar uma harmonia especial para interagir com os teclados de Morten Sandager, que vem conquistando ainda mais espaço e destaque. O baterista Mike Park Nielsen também não deixa por menos, incrementando ainda mais as viradas e a técnica no bumbo, sempre claros e rápidos.

Para ouvir e grudar em "Architect Of Lies" basta ouvir a primeira: "New Desire" e comprovar que o Mercenary está bastante afiado. Resumir todo um trabalho em uma música é uma irresponsabilidade tremenda, mas já dá para se ter uma idéia do que o sexteto é capaz. Se bem que vai ser muito difícil você ficar apenas na primeira canção deste ótimo disco!

Faixas:
1. New Desire 04:57
2. Bloodsong 04:47
3. Embrace the Nothing 04:51
4. This Black and Endless Never 05:40
5. Isolation (The Loneliness in December) 06:03
6. The Endless Fall 05:08
7. Black and Hollow 04:50
8. Execution Style 05:50
9. I Am Lies 05:43
10. Public Failure Number One 05:00

Total 52:49




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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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