Soturnus: sem inovação, mas lúcido e bem resolvido
Resenha - When Flesh Becomes Spirit - Soturnus
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 04 de maio de 2008
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Natural de João Pessoa (PB), o Soturnus passou entre 2000 e 2006 lutando por seu espaço e conseguindo liberar duas demos que, aos poucos, lhe possibilitou tocar por várias capitais nordestinas, inclusive no já famoso festival cearense ForCaos, e ainda garantindo sua presença nas coletâneas "Suspiria De Profundis" e "IV Blizzard Of Rock".

Um passo importante ocorreu no próprio ano de 2006, em função da saída simultânea de vários de seus integrantes. O Soturnus mostrou persistência e os fundadores Rafael Basso (voz e guitarra), Guilherme Augusto (baixo) e Eduardo Vieira (bateria) decidem recrutar o guitarrista Andrei Targino e dar uma nova orientação a seu Gothic Metal, agora abolindo as vocalizações femininas e os teclados.
E muitos considerarão esta mudança como acertada. A adaptação de algumas antigas canções e a inclusão de outras preparadas especialmente para a ocasião fazem de "When Flesh Becomes Spirit" uma obra de sonoridade abrangente, que transita por várias fases e climas, sucedendo-se uns aos outros. Estilos como o Doom, Gothic, Death e ainda o Death Melódico, além do uso de vocalizações extremas ao lado de outras limpas, aparecem em sua forma mais pura ou devidamente mescladas.
A preocupação dos paraibanos em estrear com um disco de alta qualidade é louvável. A produção ficou ao encargo de Marcello Pompeu e a mixagem e masterização foram feitas por Heros Trench, ambos do Korzus. O projeto visual é muito bonito, obscuro e exprime todas as paixões e dores humanas que o conjunto aborda em suas letras.
Ainda que o Soturnus não apresente nada de inovador, tudo em "When Flesh Becomes Spirit" é lúcido e bem resolvido, tendo pontos marcantes em "On The Verge Of Changes", a faixa-título ou "Ten Rainy Summers". Um trabalho independente que envolveu muita dedicação e bastante recomendável aos que apreciam Heavy Metal elegantemente sombrio, melódico, extremo e totalmente sintonizado com o underground.
Formação:
Rafael Basso - voz e guitarra
Andrei Targino - guitarras
Guilherme Augusto - baixo
Eduardo Vieira - bateria
Soturnus - When Flesh Becomes Spirit
(2007 / independente – nacional)
01. Stimuli
02. On The Verge Of Changes
03. When Flesh Becomes Spirit
04. Fragments
05. The Dark Night Of Reality
06. Ephemeral Lives
07. The Weight Of Life
08. Cry Of Dawn
09. Pain And Pleasure
10. Ten Rainy Summers
11. Hollow Nights
Homepage: www.soturnus.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ex-membros de Primal Fear e Gamma Ray formam nova banda, Fearless V
Fabio Lione reage extremamente irritado após Circo Voador admitir erro sobre show
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
5 clássicos do rock que chegam ao ápice já na introdução, segundo a Far Out Magazine
O clássico do Black Sabbath em que Ronnie James Dio atingiu a nota mais alta de sua carreira
Derrick Green revela que banda pós-Sepultura terá algumas características diferentes
Richie Sambora faz show com seu substituto no Bon Jovi, Phil X
Steve Harris defende "No Prayer for the Dying", oitavo álbum do Iron Maiden
Como uma canção pop de 1968 separou o The Smiths no auge do sucesso?
Serj Tankian diz que John Dolmayan não é mais um apoiador de Trump
O músico que Steven Tyler chamou de sua alma gêmea; "Não sou gay, mas eu o amo"
Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
Blackie Lawless pede que fãs do W.A.S.P. apoiem Chris Holmes
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Lucas Inutilismo
O primeiro guitarrista que fez Slash se apaixonar pelo instrumento
Metallica: "72 Seasons" é tão empolgante quanto uma partida de beach tennis
Roger Waters toma partido de David Gilmour em discussão sobre lendário solo de guitarra
Segundo James Hetfield, Metallica, Lars Ulrich tocava horrivelmente mal, mas era rico



Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco
"Transpiração Contínua Prolongada" levou skate, rua e atitude para o topo do rock brasileiro
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



