Arch Enemy: mais melódico, não menos pesado

Resenha - Rise Of The Tyrant - Arch Enemy

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Por Ricardo Seelig
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


O Arch Enemy está de volta, e essa é uma ótima notícia. “Rise Of The Tyrant” é um álbum carregado do mais puro Heavy Metal, e reafirma o status do Arch Enemy como uma das mais importantes bandas da atualidade.
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Fredrik Nordstrom, responsável pela produção dos primeiros discos do grupo, volta a trabalhar com os suecos em “Rise Of The Tyrant”. Talvez isso explique a sonoridade mais próxima de álbuns clássicos, como “Wages Of Sin”, do que dos mais recentes, e não menos excelentes, “Anthems Of Rebellion” e “Doomsday Machine”.

Outro que retorna é Chris Amott, e, ao lado de seu irmão Matt, realiza em “Rise Of The Tyrant”, como já era esperado, um excepcional trabalho nas seis cordas. As canções estão mais melódicas, mas não menos pesadas, trilhando um caminho próprio que transforma o Arch Enemy em uma banda única, e, mais importante, repleta de personalidade. Basta alguns segundos para saber que são os suecos quebrando tudo.

Angela Gossow continua sua evolução astronômica, soando melhor a cada álbum. Nesse novo trabalho, chama a atenção uma exploração maior de suas capacidades, indo além do tradicional vocal gutural, passando por linhas mais técnicas e emocionais, o que enriquece bastante o resultado final das composições.

Vou retomar o assunto, porque é impossível ouvir “Rise Of The Tyrant” e não pirar com as guitarras dos irmãos Amott. Melodias contagiantes, timbres muito bem definidos, técnica conspirando a favor do peso. Tudo isso faz com que a brutalidade, a agressividade e a beleza andem juntas em “Rise Of The Tyrant”, alcançando um resultado final não menos que primoroso.

As guitarras de “The Last Enemy” são um show à parte, com Chris e Michael em duelos insanos, com a melodia sempre em primeiro plano. A mais cadenciada “I Will Again”, com seu início acústico e linha melódica executada pelo teclado, deve ser um dos destaques dos shows, graças a seu refrão que gruda de imediato e nasceu para ser cantado a plenos pulmões por legiões de fãs ensandecidos.

“Revolution Begins”, o primeiro single, bebe na fonte das guitarras gêmeas de gigantes como o Iron Maiden. “The Day You Died” traz um show de Sharlee D´Angelo e Daniel Erlandsson, massacrando seus instrumentos impiedosamente sob uma base cadenciada de guitarras. A longa “Vultures”, que fecha o disco com seus mais de seis minutos, impressiona com seus elaborados solos e inúmeras passagens instrumentais complexas, que deixam evidente a grandeza e a profundidade do nível de trabalho que o Arch Enemy alcançou.

Ouvindo “Rise Of The Tyrant”, é bem capaz de um crítico, em seus devaneios, dizer que a banda evoluiu de seu competentíssimo Death Metal Melódico e passou a executar um novo estilo, uma espécie de Thrash Metal Melódico, tal a complexidade do trabalho. E, quer saber: se alguém disser isso, não estará errado.

Além de um dos mais esperados, “Rise Of The Tyrant” é também um dos melhores álbuns de 2007.

Vida longa ao Arch Enemy!!!

Faixas:
1. Blood On Your Hands
2. The Last Enemy
3. I Will Live Again
4. In This Shallow Grave
5. Revolution Begins
6. Rise Of The Tyrant
7. The Day You Died
8. Intermezzo Liberté
9. Night Falls Fast
10. The Great Darkness
11. Vultures

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Sobre Ricardo Seelig

Ricardo Seelig é editor da Collectors Room - www.collectorsroom.com.br - e colabora com o Whiplash.Net desde 2004.

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