Resenha - Thornography - Cradle Of Filth

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 9


Para quem escutou "Nymphetamine" (04) e curtiu as incursões de Dani e Cia em incorporar elementos dos anos 80 em seu Black (?!?) Metal, pode ter a certeza de que em seu novo álbum, "Thornography", a tendência em se afastar de suas origens continua ainda mais forte, tanto que o próprio Cradle Of Filth já vem fazendo questão de alardear mundo afora que não tocam mais Black Metal (para felicidade geral dos black bangers).

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A realidade é que a música deste seu novo álbum está bem mais simples e com grande perda de sua velocidade, conseguindo ser contemporânea ao englobar os mais variados dos subgêneros metálicos, mesclando-os a melodias sinfônicas. É claro que a veia Black Metal inicial continua presente, mas é inegável que "Thornography" traz muitos fraseados que o Iron Maiden e outras feras do NWOBHM já exploraram há mais de 20 anos.

E tudo somente não fica mais evidente pelo fato destes ingleses dominarem seus arranjos e dosarem as influências na medida correta, considerando ainda que Dani Filth canta num estilo todo particular e desesperado, o que fica mais reforçado pela ajuda de camadas de efeitos. No resultado final não há perda de identidade, e sim canções que se distinguem de praticamente tudo o que há por aí, quer gostem ou não.

É um disco repleto de destaques e algumas surpresas. "Dirge Inferno" e "Cemetery And Sundown" são momentos onde as citadas melodias oitentistas são mais evidentes. A espetacular "I Am The Thorn" traz um Cradle Of Filth já conhecido, com muita brutalidade rítmica mescladas a seções melódicas bem bonitas. Um momento inesperado fica para "The Foetus Of A New Day Kicking", onde, quem diria, Mr. Dani canta pela primeira vez com vozes limpas, em meio a muitos riffs técnicos do Thrash Metal.

Deve ser mencionada ainda a presença de dois ilustres vocalistas como convidados: Sarah Jezebel Deva (Angtoria) cantando em "Under Huntress Moon" e Ville Valo (HIM) em "Byronic Man", além de o Cradle Of Filth novamente se mostrar um mestre em seus covers. "Temptation", do Heaven 17, ficou ótima. Onde o que era originalmente acessível se torceu em algo bem gótico, tendo a vocalista Dirty Harry passando um jeitão todo andrógino à canção.

A tradição de mudar algum músico de sua formação continua. O guitarrista Germs Warfare foi substituído por Charles Hedger e a banda não possui mais um tecladista fixo, tendo Mark N. Robson executando esta função com esmero. E também o baterista Adrian Erlandesson caiu fora após gravar este disco...

Um belo trabalho que será apreciado pelos fãs e que com certeza trará novos admiradores. É claro que daqui a alguns meses o Cradle Of Filth possivelmente estará liberando outra edição de "Thornography" com alguns bônus (que já estão sendo finalizados) envoltos em outro projeto gráfico grandioso. É o que vem ocorrendo com certa freqüência nos últimos tempos...

Formação:
Danny Filth - voz
Paul Allender - guitarra
Charles Hedger - guitarra
David Pybus - baixo
Adrian Erlandesson - bateria

Cradle Of Filth - Tornography
(2006 - Roadrunner Records / Black Metal Attack Records - nacional)

01. Under Pregnant Skies She Comes Alive Like Miss Leviathan
02. Dirge Inferno
03. Tonight In Flames
04. Libertina Grimm
05. Byronic Man
06. I Am The Thorn
07. Cemetery And Sundown
08. Lovesick For Mina
09. The Foetus Of A New Day Kicking
10. Rise Of The Pentagram
11. Under Huntress Moon
12. Temptation

Homepage: www.cradleoffilth.com


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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