Resenha - Reach - Survivor
Por Ricardo
Postado em 09 de outubro de 2006
Os olhos do tigre brilham novamente! E eu não estou falando do novo filme do Rocky Balboa! O Survivor está de volta e isso não é uma coisa ruim! É com o orgulho dos leões e de um sobrevivente, criado e apaixonado pelo rock melódico dos anos 80 que declaro isso. A saída de Jim Peterik do grupo não foi uma coisa ruim, pois isso lhe permitiu montar o excelente projeto Pride of Lions, ao lado do vocalista Toby Hitchcock e de uma banda estelar.
18 anos se passaram desde o último disco inédito da banda, "Too Hot to Sleep". 10 anos após a tentativa de Jamison de revitalizar o nome da banda com "Empires". E como fica o "novo" Survivor? Jimi Jamison, Frank Sullivan e Marc Droubay, sobreviventes das formações anteriores voltam para mais uma empreitada em seu rock melódico poderoso, cativante e influente. O Survivor atravessa o Século XXI com o pé direito, sem mudar um detalhe sequer de sua sonoridade, nos levando a mais uma viagem nostálgica e inesquecível pelas cores, melodias e acordes oitentistas de seu som. Exatamente, não há inovações no som da banda, só o bom e velho rock melódico que sempre fizeram, e isso é algo muito bom de se dizer, pois o Survivor é uma das poucas bandas que podem se repetir à exaustão sem parecerem cansativas. Dá a impressão de que o Survivor saiu dos anos 80 pra gravar um disco aqui, na nossa época.
Todos os detalhes que fizeram a fama do grupo nos anos 80 estão aqui, intactos. A capa é típica, e remete a trabalhos anteriores do grupo. "Reach", a faixa título, abre o disco chutando a porta. "Fire Makes Steel" poderá muito bem figurar no novo filme do Sr. Stallone, tem todo potencial para isso, toda aquela energia de "Eye of the Tiger" e "Burning Heart". Até a frase 'no pain no gain' parece estar mandando uma mensagem para a música entrar no filme.
Em "Nevertheless" Sullivan assume os vocais e relembra um pouco daquela banda da era David Bickler, bem no comecinho, quando ainda tocavam em colégios no final dos anos 70. E agora a balada: "Seconds Away", claro, não poderiam faltar as baladinhas em um disco típico do Survivor ou em qualquer outro desse gênero. Pisando novamente no freio, vem a outra balada "One More Chance".
E vamos para mais hard rock melódico de primeira em "Gimme the World", com guitarras rufantes, solos, corinhos, andamento arrastado e tudo aquilo que faz o som da banda ser tão legal. E Frankie Sullivan ainda está afiadíssimo! Opa, mais uma baladinha pop, "Rhythm of Your Heart", mas quer saber? Com a banda de volta, nem isso incomoda mais! Ponha no carro e convide a namorada pra sair! Uma pequena acelerada temos em "I Don't", mantendo ainda a veia pop da banda e uma melodia mais acústica e marcada com pianos. "Half of My Heart" é uma balada mais estilo Bon Jovi, uma das melhores do disco.
Com Sullivan nos vocais, "Talkin' 'Bout Love" nos recompensa após as baladas do disco com aquele ritmo acelerado e pulsante e as guitarras rufantes, solos cheios de cores e toda a energia do Survivor que conhecemos e gostamos! E sim, lá vem mais um hard rock; "Don't Give Up" é o genérico hardão que nos lembra um pouco da era "Bicker" do Survivor. Poderia muito bem estar num filme do Karatê Kid, se ainda fossem produzir um. "Home", baladinha pop típica de fim de noite, fecha o ilustre disco.
Sinceramente, parece que esses caras nunca saíram dos anos 80; tanto melhor para nós. Que essa volta signifique ainda mais discos. Após essa viagem nostálgica, só nos resta esperar o novo filme de Rocky Balboa estrear em 2007.
Os anos 80 são tão difíceis de esquecer.
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