Resenha - A Twist In The Myth - Blind Guardian

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Por Rodrigo Simas
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Nota: 7


O Blind Guardian se encontrava em uma enrascada apos o lançamento de "Nightfall In Middle Earth". Sendo saudado como uma das mais recentes obras-primas do heavy metal, ao mesmo tempo que a banda chegou ao ápice, também se esgotaram grande parte das possibilidades musicais que soassem originais dentro do estilo criado por eles. Estavam no topo, e não havia pra onde fugir. Fazer alterações na estrutura das músicas, criar novos caminhos e arriscar? Parar no tempo e continuar tentando repetir a fórmula que os consagrou? Tentar melhorar e explorar ainda mais o estilo que já dava sinais de desgaste?

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O Blind Guardian ficou com a última opção. Assim como em "A Night at The Opera", "A Twist in The Myth" é uma tentativa de tentar criar algo mais intrincado, épico e orquestrado do que seus lançamentos anteriores. Só que tudo parece exagerado, enquanto a mixagem tenta brigar para alguns instrumentos se sobreporem a tantas camadas, texturas, orquestrações e vozes.

Um disco ruim? Não, pelo contrário: os fãs vão encontrar tudo que eles mais amam. Quase todas as músicas têm passagens que mostram a genialidade de Hansi e André - hoje conhecidamente os líderes da banda. As linhas vocais - uma das marcas registradas do Blind Guardian - estão inspiradas e cantadas com a mesma qualidade, versatilidade e potência de sempre. As guitarras continuam despejando riffs, melodias e solos com a assinatura inconfundível de André Olbrich. O novo baterista parece ter se adaptado perfeitamente, cobrindo a lacuna deixada por Thomas Stauch e deixando os mais pessimistas sem ter do que reclamar. E ainda parece ser com extrema facilidade que a banda cria os refrões bombásticos e as harmonias épicas que surgem aos montes durante toda audição do CD e que fazem deles os melhores na sua especialidade.

Mas os sinais de desgaste são marcantes. E esse e o maior problema de "A Twist In The Myth": muito do que se ouve soa forcado e repetitivo. Até a capa.


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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua...

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