Resenha - Rocket Ride - Edguy
Por Ricardo Seelig
Postado em 09 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
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Você já deve ter lido várias resenhas ressaltando a aproximação do Edguy com o hard rock em seu novo álbum, "Rocket Ride". Isso realmente ocorre, mas o que poucos disseram é que a excelência, a qualidade e o talento inegáveis que o grupo sempre mostrou na execução do power metal melódico que o levou à fama foram mantidas, intactas, neste novo direcionamento.
Esta influência de hard rock e AOR no som do grupo ainda é um pouco tímida, em doses homeopáticas, o que não deve afastar os fãs mais antigos. Prova disso é a excelente "Sacrifice", que abre o álbum e segue a linha que consagrou o grupo, ou seja, metal melódico grudento e de muito bom gosto, na linha dos clássicos "Keepers ..." do Helloween.
Os timbres utilizados no riff de "Rocket Ride" me levaram de volta aos álbuns lançados pelo Rainbow e pelo Deep Purple nos anos setenta. Já "Wasted Time" faz uso da influência, e herança, melódica do já citado Helloween aliada a um refrão que é puro Whitesnake oitentista. Este clima é mantido na cadenciada "Matrix", que não faria feio em qualquer rádio "rock".
"Return To The Tribe" é o Edguy velho de guerra de sempre, arregaçando em um power metal tradicional. Um dos pontos altos do álbum, sem dúvida, ao lado de "The Asylum", que une um clima épico às recém-adquiridas influências hard, em um resultado final que agrada bastante.
A balada "Save Me" infelizmente puxa o nível de "Rocket Ride" para baixo. Extremamente melosa, parece saída de um trabalho do Bon Jovi, e isso não é um elogio. "Catch The Century" coloca novamente o disco nos trilhos, e tem uma cara totalmente oitentista, lembrando os álbuns lançados no final daquela década por grupos como Bad Company e Motley Crue.
A já conhecida "Superheroes", lançada no single homônimo como uma prévia do álbum, tem um arranjo muito legal, repleto de melodia, e um refrão que vai levantar multidões mundo afora. Fechando o CD, "Fucking With Fire" traz um Tobias Sammet emulando David Coverdale, enquanto a canção lembra o caminho seguido pelo Accept no álbum "Russian Roulette", quando tentava conquistar o mercado americano.
"Rocket Ride" é um bom álbum, de muito gosto. O talento do Edguy se mostra imune a rótulos e estilos, revelando uma banda inquieta, buscando novos caminhos para o seu som.
A versão brasileira vem com uma faixa bônus, "Land Of The Miracle", gravada ao vivo em São Paulo, e está disponível em duas versões: a normal e em um belíssimo digipack limitado, com encarte de quarenta páginas.
Quem é fã pode comprar tranquilo, de olhos fechados. Quem não é, compre com os ouvidos abertos, porque vai se surpreender.
Faixas:
1. Sacrifice
2. Rocket Ride
3. Wasted Time
4. Matrix
5. Return To The Tribe
6. The Asylum
7. Save Me
8. Catch Of The Century
9. Out Of Vogue
10. Superheroes
11. Trinidad
12. Fucking With Fire
Bonus Track:
13. Land Of The Miracle (Live In Brazil)
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