Resenha - Code Is Red... Long Live The Code - Napalm Death
Por Nelson Endebo
Postado em 07 de julho de 2005
Vinte e tantos anos de carreira serviram como anestésico ao Napalm Death. Desde que deixaram a Earache Records, lar do metal extremo inglês pelo qual editaram seus clássicos trabalhos e também álbuns controversos como o genial Words From The Exit Wound (de 1998), parece que passaram a viver em um mundo à parte. Em miúdos, significa dizer que o agora quarteto, formado por Mark "Barney" Greenway (vocal), Mitch Harris (guitarra e vocal), Danny Herrera (bateria) e o lendário baixista Shane Embury – o guitarrista Jesse Pintado caiu fora por problemas com o álcool – é uma banda à margem do mercado; faz o que bem entende e experimenta, na atualidade, sua fase mais brutal e engajada.

O título do novo álbum alude à política armamentista descontrolada que governa não só Estados quanto a nós indivíduos. Diz respeito ao âmago do Homem desses dias que agora (sobre)vivemos. Se o mundo jamais esteve tão violento (o que é historicamente questionável), o conjunto inglês acompanha essa mesma ordem e, nesse caso, não há nada a se duvidar. The Code Is Red... Long Live The Code é um de seus melhores álbuns e completa, junto a Enemy Of The Music Business (que foi lançado no Brasil no ano passado!) e Order Of The Leech, a melhor (e mais sincera) trilogia recente do metal extremo mundial.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Não há nada fora de lugar aqui. Jello Biafra, velho cão de guerra anticorporativista, aparece como convidado em "The Great and The Good", uma das melhores composições da história da banda – tente tirar o refrão "a pledge is a pledge is a pledge is a pledge" da memória. Outro convidado é o vocalista do fraquinho Hatebreed, Jamey Jasta, que berra com Barney nas mortíferas "Sold Short" e "Instruments of Persuasion". Para os saudosos da leva oitentista do death metal britânico, aquela mesma de Bolt Thrower, Extreme Noise Terror, Carcass e o próprio Napalm Death, "Pledge Yourself To You" traz o folclórico legista Jeff Walker, do Carcass, dividindo o microfone com Barney, destaque absoluto do álbum.
Faixas como "Vegetative State" e "Striding Purposefully Backwards" trazem a ferida exposta do hardcore, enquanto a faixa-título é o que de mais "cantarolável" foi feito pela banda desde "Greed Killing", composição do polêmico Diatribes, de 1996. A fúria com que o quarteto desempenha sua música, torna impossível qualquer crítica quanto à urgência do material, da mesma forma que Scum e From Ensalevement To Obliteration se tornaram intocáveis. Se hoje há falação e superprodução em cima do grindcore, é porque um dia esses ingleses tiveram o estalo. E se há alguém lucrando em cima de sua banalização, esse alguém por certo não é o Napalm Death. The Code Is Red... Long Live The Code é mais um epítome para as novas gerações, décima primeira aula de uma das bandas mais influentes da História do heavy metal mundial.
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