Resenha - Silent Force - Within Temptation

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Por Sílvio Costa
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O primeiro single do novo álbum, lançado ainda em outubro de 2004 seguia uma linha, no mínimo, diferente do que a banda vinha fazendo. "Stand my Ground" é a música mais acessível e comercial da carreira do Within Temptation. Não é ruim. Passa bem longe de ser. É uma música energética e que acabou virando um videoclipe fantástico. Sem exagerar, podemos dizer que o Within soube dosar com inteligência quase todos os clichês do gothic metal, sem deixar que o álbum ficasse cansativo. É claro que o fato de a voz de Sharon den Adel estar cada vez mais próxima da perfeição ajuda muito, mas isso significaria pouco se as composições fossem chatas e derivativas. Com dois novos membros (o guitarrista Ruud Jolie e o baterista Stephen van Haestregt) o som do Within se modernizou, mas não perdeu absolutamente nenhuma das suas características básicas.

"See Who I Am" é uma das mais poderosas faixas de abertura que já ouvi. Seguindo um esquema bastante recorrente em se tratando do Within, a música começa contida, explodindo no refrão e alternando passagens cheias de guitarras poderosas com outras onde a atmosfera mais etérea determina o ritmo. Todas as características da banda estão lá, intactas. Os teclados grandiosos, riffs fortes e a bateria que parece explodir nos alto-falantes. Na seqüência, vem a faixa que eu, pessoalmente, mais gostei. Não bastasse o refrão maravilhoso e a brilhante atuação de todos os músicos, "Jillian (I’d Give my Heart)" tem aquela cara de grande clássico do estilo, provando que não basta se vestir de preto e arrumar uma garota bonitinha para cantar que já se tem pronta a fórmula do gothic metal. É preciso uma dose imensa de feeling. "Jillian" é a famosa faixa que vale o disco, dentre muitas outras, como é o caso de "It’s the Fear" (que também daria um vídeo fantástico se a temática abordada for bem explorada visualmente). Outro destaque é "Pale", que ficou bem diferente daquilo que se está acostumado a ouvir nos trabalhos da banda. É uma balada atmosférica, com um inegável apelo pop e que abusa da delicadeza da voz de Sharon para transportar o ouvinte para um ambiente meio "O Senhor dos Anéis". É outra que vale o disco. É claro que há alguns pontos negativos. Justamente quando a banda carrega nas tintas do pop (como acontece em "Memories") em detrimento de valorizar seus maiores trunfos (o peso das guitarras e a versatilidade de Sharon den Adel) ou quando parece meio perdida em músicas desconexas (como "Aquarius"). Mas nada disso tira o brilho deste magnífico trabalho.

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2005 já começou com o lançamento dos novos trabalhos de duas das maiores bandas de gothic metal (o Tristania também realizou um bom trabalho em Ashes) e parece que vai ser o ano do amadurecimento do estilo depois da explosão dos últimos dois ou três anos. Depois da saturação por que vem passando o estilo, parece que é chegada a hora de separar as bandas talentosas das oportunistas. Não é nenhum exagero colocar o Within Temptation entre os grandes nomes do gothic metal já que eles conseguiram o que parecia impossível neste Silent Force: igualar, em termos de qualidade o magnífico Mother Earth (2000)

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Banda:
Sharon den Adel: Voz
Robert Westerholt: Guitarra
Ruud Jolie: Guitarra
Jeroen van Veen: baixo
Martijn Spierenburg: teclados
Stephen van Haestregt: bateria

http://www.within-temptation.com


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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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