Resenha - ...Over Old Hills - Mystic Shadows

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Fernando De Santis
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8


Formado em 2002 por Myth e Arnton, o Mystic Shadow finalmente lança seu álbum de estréia, chamado "... Over Old Hills". Ao pegar o CD na mão, primeiramente fiquei impressionado pelo capricho na parte gráfica: bela capa, encarte bem produzido e uma caixinha de papelão para envolver o CD... mas olhando os desenhos, com escudos, espadas e machados, já pensei: "Lá vem mais um Rhapsody wannabe". Amigos leitores, como dizem por aí, eu "caí do cavalo". Os dois rapazes fazem um Black Metal Épico. Isso mesmo, vocal de Black Metal, mas com corais nos refrões e tudo mais.

Bruce Dickinson: punks não sabem tocar e tem inveja do metalGuns N' Roses: álcool, drogas e intrigas nos primórdios da banda

Você também pode estar se perguntando: "Mas só dois membros na banda?". Pois é, é isso mesmo. Arnton, o simpático rapaz segurando um machado na contra-capa do CD, é responsável pelos teclados e programações, enquanto Myth, dono da espada, cuida dos vocais, baixo e guitarras. A bateria foi gravada pelo músico convidado (também com nome peculiar) Thungoroth. Ao som de pés marchando, "Under The Red Sky" abre o disco, com um riff folk. O teclado com os coros vocais geram um clima "grandioso" mesmo, mas a bateria é meio irritante, muito "robotizada", parecendo um metrônomo disparado, sem ter quebras ou viradas. "Ode To The Braves" é uma das mais interessantes do disco. A mudança no peso e velocidade para algo mais cadenciado, com coros, dá um ótimo resultado. Além disso, no meio da música rolam narrativas, enquanto um violão faz uma base ao fundo.

"Into the Mist" é uma belíssima composição instrumental, com boas influências folk, com belas melodias no violão e ótimas intervenções do teclado, criando um clima de guerra. "Pagan Memories" é a composição que tem um dos riffs mais legais do disco, muito bem feito e com peso. "Our Kingdon Is Rising" tem começo cadenciado, mas depois ganha velocidade. Além disso, essa composição também apresenta narrativas, trechos de diálogos e sons de cavalos, batalhas, etc. "Tears Of An Ancient Brave" é uma espécie de vinheta com narrativa, que fecha o disco, que tem pouco mais de 50 minutos de duração.

A banda Mystic Shadow faz um som diferente, que poucos ousam fazer: um Black Metal Épico, com muita criatividade e de bom gosto. Ótimo trabalho de estréia dos dois rapazes de Caxias do Sul. Agora resta esperar mesmo para ver se vai vingar, pois potencial, eles têm.




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Mystic Shadows"


Bruce Dickinson: punks não sabem tocar e tem inveja do metalBruce Dickinson
Punks não sabem tocar e tem inveja do metal

Guns N' Roses: álcool, drogas e intrigas nos primórdios da bandaGuns N' Roses
álcool, drogas e intrigas nos primórdios da banda


Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

Mais informações sobre Fernando De Santis

Mais matérias de Fernando De Santis no Whiplash.Net.

adClio336|adClio336