Resenha - ...Over Old Hills - Mystic Shadows
Por Fernando De Santis
Postado em 19 de novembro de 2004
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formado em 2002 por Myth e Arnton, o Mystic Shadow finalmente lança seu álbum de estréia, chamado "... Over Old Hills". Ao pegar o CD na mão, primeiramente fiquei impressionado pelo capricho na parte gráfica: bela capa, encarte bem produzido e uma caixinha de papelão para envolver o CD... mas olhando os desenhos, com escudos, espadas e machados, já pensei: "Lá vem mais um Rhapsody wannabe". Amigos leitores, como dizem por aí, eu "caí do cavalo". Os dois rapazes fazem um Black Metal Épico. Isso mesmo, vocal de Black Metal, mas com corais nos refrões e tudo mais.

Você também pode estar se perguntando: "Mas só dois membros na banda?". Pois é, é isso mesmo. Arnton, o simpático rapaz segurando um machado na contra-capa do CD, é responsável pelos teclados e programações, enquanto Myth, dono da espada, cuida dos vocais, baixo e guitarras. A bateria foi gravada pelo músico convidado (também com nome peculiar) Thungoroth. Ao som de pés marchando, "Under The Red Sky" abre o disco, com um riff folk. O teclado com os coros vocais geram um clima "grandioso" mesmo, mas a bateria é meio irritante, muito "robotizada", parecendo um metrônomo disparado, sem ter quebras ou viradas. "Ode To The Braves" é uma das mais interessantes do disco. A mudança no peso e velocidade para algo mais cadenciado, com coros, dá um ótimo resultado. Além disso, no meio da música rolam narrativas, enquanto um violão faz uma base ao fundo.
"Into the Mist" é uma belíssima composição instrumental, com boas influências folk, com belas melodias no violão e ótimas intervenções do teclado, criando um clima de guerra. "Pagan Memories" é a composição que tem um dos riffs mais legais do disco, muito bem feito e com peso. "Our Kingdon Is Rising" tem começo cadenciado, mas depois ganha velocidade. Além disso, essa composição também apresenta narrativas, trechos de diálogos e sons de cavalos, batalhas, etc. "Tears Of An Ancient Brave" é uma espécie de vinheta com narrativa, que fecha o disco, que tem pouco mais de 50 minutos de duração.
A banda Mystic Shadow faz um som diferente, que poucos ousam fazer: um Black Metal Épico, com muita criatividade e de bom gosto. Ótimo trabalho de estréia dos dois rapazes de Caxias do Sul. Agora resta esperar mesmo para ver se vai vingar, pois potencial, eles têm.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lendário álbum dos anos 1970 que envelheceu mal, segundo Regis Tadeu
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
A música mais ouvida de cada álbum do Megadeth no Spotify
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
Ex-Engenheiros do Hawaii, Augusto Licks retoma clássicos da fase áurea em nova turnê
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
As 11 melhores bandas de metalcore progressivo de todos os tempos, segundo a Loudwire
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Por que a voz de Bruce Dickinson irrita o jornalista Sérgio Martins, segundo ele mesmo
A banda dos EUA que já tinha "Black Sabbath" no repertório e Oz Osborne como baixista em 1969
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
A música dos Beatles que ganhou elogios de George Martin; "uma pequena ópera"
O grande erro que Roadie Crew e Rock Brigade cometeram, segundo Regis Tadeu
Ozzy foi avisado pelos médicos que corria risco de morrer se fizesse o último show



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


