Resenha - Extreme Aggression - Kreator
Por Clóvis Eduardo
Postado em 18 de novembro de 2004
Eu não sei quem teve a idéia, mas quem quer que seja: Muito Obrigado! Sinceramente eu admito que há tempos, um re-lançamento não seria tão valorizado. Extreme Aggression é uma realidade em cd, e o melhor, a qualidade sonora dele está fabulosa. O disco originalmente gravado em 1988 na cidade de Berlim, na Alemanha, foi lançado em 1989, e pode ser considerado como um dos maiores marcos musicais da década de 80, e por que não, do thrash metal.
É impossível ir a lojas de cds e vinis usados (os populares sebos) e encontrar este disco histórico. E realmente, quem tem, não seria louco o suficiente de vendê-lo. Sabe-se muito bem do quilate da jóia em mãos. Ouvir tanto o antigo vinil, como este cd, é como uma bênção. Toda a "candura" do thrash metal germânico está aí para nós, e com uma qualidade de re-mixagem estupenda.
Mille Petrozza (guitarra e vocal), Jürgen Reil (bateria), Jörg Trzebiatowski (guitarra) e Rob Fioretti (baixo) colocam agressividade e peso em letras que são verdadeiras rajadas de riffs e solos. Em 1988, os níveis dos estúdios de gravação não eram nem um pouco cotejáveis aos de hoje, e o que nos permite afirmar, é que os caras dominavam os instrumentos muito bem. Mille está com os vocais tinindo e muito agressivos, ao mesmo tempo em que Jürgen, na época, se mostrava um dos mais promissores bateristas do metal mundial. As guitarras são bem acertadas e o baixo soa marcante.
Hoje, a banda está quase toda reformulada, só restando o vocalista Mille Petrozza com nova turma. Vale a lembrança que este cara, junto à Schmier do Destruction e Tom Angelriper do Sodom, são três ícones vivos do thrash metal alemão. E é claro, para alívio, eles se mantém na ativa com suas bandas.
No Reason to Exist, Some Pain Will Last, Betrayer, Fatal Tragedy e a faixa título são os melhores exemplos de que bater cabeça nos anos oitenta valia a pena. É uma pena que alguns tempos não voltam mais, mas a Century Media deu um presentão para aqueles que como eu, queremos ver bandas como o Kreator, tocar por muitos anos.
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