Resenha - Rainmaker - Taraxacum
Por Daniel Dutra
Postado em 15 de setembro de 2004
Nota: 9 ![]()
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(Hellion - nacional)
Não há o menor sentido em montar um grupo paralelo e fazer o mesmo som pelo qual se é mais conhecido. O baixista do Edguy, Tobias "Eggi" Exxel, sabia disso quando idealizou o Taraxacum. Independentemente até mesmo de aqui ele ser o guitarrista e principal compositor, o melhor de tudo é que a banda não apenas é totalmente diferente do que faz Tobias Sammet, mas sim que o material é excelente. Rainmaker, o segundo disco, traz um power metal vigoroso com toques inteligentes de hard rock que fazem toda a diferença.

Disfunctional abre o CD de maneira empolgante, provando que a primeira faixa não necessariamente precisa ter dois bumbos funcionando no talo, mas que riff de guitarra e refrão contagiante são essenciais. Em Prayer in Unison, Make it Happen e Game Over você encontra tudo isso, e olha que nem estamos falando das melhores músicas do álbum. Não pense queé um demérito, mesmo porque as músicas restantes são quase todas de primeiríssimo nível. A faixa-título, por exemplo, com uma linha de baixo bem legal - Shaker Elmosa é o baixista, mas foi Exxel quem gravou as quatro cordas - e um daqueles refrãos que não dá para deixar de sair cantando.
Never to Return começa com um riff bem parecido com o de Detroit Rock City, do Kiss, mas a semelhança pára por aí e a faixa traz um dos pontos altos do disco: o trabalho do tecladista Ferdy Doernberg. Se com Axel Rudi Pell ele não faz muito coisa além do que dar clima às canções do guitarrista, no Taraxacum se sai muito bem nos solos e ainda arrisca o lado compositor. A ótima Dark Sunglasses, que lembra a fase mais comercial do Journey, é toda dele.
A pesada The Red Pill, cuja letra é baseada na trilogia "Matrix", remete o ouvinte ao metal tradicional do Judas Priest, inclusive nos vocais do ótimo Rick Mythiasin - o guitarrista Danny Klupp e o batera Franky Wolf completam uma formação bastante segura e coesa. Apesar de um exagero ou outro, o vocalista tem saldo positivo, principalmente por sua interpretação na excelente Wake Up, a melhor música de Rainmaker.
Na verdade, a única pisada na bola é If I Had Known e isso nada tem a ver com o fato de ser uma balada, até porque In the End é bonita. Apesar de Mythiasin se sair bem, a música não esconde o ar piegas e isso, mal ou bem, acaba sendo ratificado com sua versão em espanhol, Lo que Faltó. No entanto, nada que desabone Rainmaker. Obrigatório aos fãs do Edguy, por razões óbvias, e a todos que gostam de power metal e hard rock feitos com extrema competência.
Hellion Records: www.hellionrecords.com.br
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