Resenha - Mexecutioner; The Best of Brujeria - Brujeria

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Por Raphael Crespo
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Texto originalmente publicado no

JB Online e no Blog Reviews & Textos.

O Brujeria só não é a banda mais ultrajante do mundo porque se trata de uma grande gozação. Mesmo assim, os auto-proclamados ''narco-satanistas'' são idolatrados e contam com uma legião de fãs no underground ao redor do mundo. O segredo é que a gozação, por mais insana que possa parecer, é levada a sério, tanto por fãs quanto pelos integrantes, o que faz da banda uma das mais interessantes do som pesado nos últimos 11 anos, período em que lançou três discos oficiais, agora com suas melhores faixas reunidas na coletânea The mexecutioner! The best of Brujeria, que tem, no encarte, comentários de Hank Williams III, baixista do Superjoint Ritual.

A banda surgiu no início dos anos 90, como um projeto paralelo de nomes como Dino Cazares, na época guitarrista do Fear Factory, e Bill Gould, então baixista do Faith No More. Sempre se soube de suas participações, mas o material de divulgação da banda citava os integrantes com codinomes como Juan Brujo, Asesino, Fantasma, Grenudo, entre outros. O grupo seria formado por traficantes mexicanos, simpatizantes do zapatismo e do satanismo. O primeiro disco, Matando Gueros, traz a foto de uma cabeça decepada, que acabou virando uma espécie de personagem no estilo Eddie, do Iron Maiden, batizado de Coco Loco.

O estilo é um brutal death metal/grindcore, com toques de thrash metal. As letras, todas em espanhol, falam de drogas, política e satanismo. A insanidade é tamanha, que a banda lançou um single, em 1994, chamado El patron, em homenagem a Pablo Escobar, famoso traficante colombiano, assassinado naquele ano. Depois, em 1997, no auge da Macarena, fizeram uma versão death metal da irritante salsa e lançaram um novo single, mudando o nome da música para Marijuana.

Após o lançamento, lá fora, de The mexecutioner, no ano passado, o Brujeria, depois de dez anos de carreira, marcou seus primeiros shows, numa turnê de divulgação da coletânea com nada menos que quatro concorridas apresentações no México e nos EUA. O primeiro show da história do grupo aconteceu em Chicago, no dia 2 de outubro passado, com as participações de Asesino (Dino Cazares, ex-Fear Factory) nas guitarra, Hongo (Shane Embury, do Napalm Death) no baixo, e Sadistico para o lugar de Hongo Jr (Nick Barker, ex-Dimmu Borgir e ex-Cradle of Filth) na bateria, além de Juan Brujo nos vocais.

A coletânea traz uma boa distribuição das faixas dos três CDs oficiais da banda, com cinco músicas de Matando Gueros, oito de Raza odiada e sete de Brujerizmo.



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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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