Resenha - A Natural Disaster - Anathema
Por Sílvio Costa
Postado em 13 de janeiro de 2004
O novo trabalho do Anathema pode ser considerado surpreendente sob diversos aspectos. De modo geral, a banda optou por fazer um disco mais "tranqüilo" quando o comparamos ao álbum anterior. Por outro lado, isto não significa dizer que há simplesmente uma seqüência de temas lentos e guiados por teclados. A banda preferiu mesclar suas influências mais díspares, de modo a criar um disco com atmosfera melancólica, típica do doom metal do início dos anos 90, com arranjos que remetem ao rock progressivo dos anos 70. Um 'trip rock' - seja lá o que isto queira dizer - absolutamente cativante, ainda que não seja muito fácil de se ouvir e gostar de imediato.

O disco abre com "Harmonium". É uma canção bastante lânguida, guiada por teclados atmosféricos (como se dizia nos anos 90) e acentuada por uma letra que, apesar de parecer melancólica, fala de liberdade e de se viver em equilíbrio consigo mesmo. Com uma soberba interpretação de Vincent Cavanagh (G/V), "Balance", a faixa seguinte, lembra um pouco The Smiths e tem um ritmo mais marcante. Com vozes estranhas e o mesmo ritmo martelante da faixa anterior, "Closer" soa esquisita e foge um pouco da orientação geral do disco. Três faixas merecem um comentário especial. "Are You There?", cantada por Daniel Cavanagh (G) é triste, mas lindíssima. Provavelmente teria lugar no Eternity (1996) graças à sua melodia doce. A maior surpresa deste disco é a pesada "Pulled Under at 2000 Meters a Second", guiada pelo baixo de James Cavanagh, é interpretada furiosamente por Vincent e ainda conta com um excelente trabalho do baterista John Douglas. Por fim, a faixa-título, que traz um belíssimo vocal feminino, apresenta variações rítmicas bastante interessantes.
Este disco é uma espécie de resumo dos quatro últimos álbuns da banda. Não é nada que vá despertar novas paixões ou deixar furiosos os fãs antigos que não abandonaram a banda por conta de suas inúmeras transformações. É apenas um bom disco, feito com uma certa dose de honestidade e com muitíssimo bom gosto. E, antes que eu me esqueça, a arte gráfica é, de novo, um primor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
O erro que James Hetfield admite ter cometido com Jason Newsted no Metallica
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
O rockstar que Ozzy Osbourne considerava o "meu Deus do rock"
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
A banda que tentou trabalhar com Kurt Cobain, mas ele mal conseguia parar em pé
O disco solo que Roger Waters coloca no mesmo nível dos maiores clássicos do Pink Floyd
10 discos dos anos 90 que são perfeitos, segundo o Classic Rock History
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
58 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de outubro
A música do U2 em que Bono precisou esconder que praticamente não conseguia cantar
Helloween - Em Porto Alegre, 2 horas e 20 minutos que pareceram passar em instantes
O guitarrista extraordinário que Alex Lifeson admirava, mas cuja banda não o emocionava
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
O guitarrista preferido de Mark Knopfler, do Dire Straits, e que David Gilmour também idolatra
O hit de Cazuza contra o capitalismo com letra considerada "boba e equivocada"
Roger Waters defende David Gilmour de críticas feitas ao seu trabalho como músico
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



