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Resenha - Works of Carnage - Krisiun

Por Paulo Finatto Jr.
Em 22/12/03

Nota: 9

Se muitos torceram o nariz pela falta de criatividade que o Krisiun apresentou naquele seu mais recente disco de estúdio, que levava o título de "Ageless Venomous", com certeza irão apreciar (e muito) este mais recente lançamento do trio gaúcho que traz o simplório nome de "Works of Carnage". Com o mesmo line-up, apresentando Alex Camargo (vocal e baixo), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria), o Krisiun mantém-se fiel às mesmas características peculiares do seu death metal extremo, mas para a surpresa de muitos, aqui trazendo mais peso nas guitarras, uma bateria com mais viradas e inclusive um vocal mais diferenciado por parte de Alex Camargo.

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É só colocar "Works of Carnage" para rodar que já se notam as diferenças em caso de comparação com o disco anterior. Com uma introdução curta, "Thorns of Heavens" abre o disco no mais velho estilo Krisiun: riffs cortantes, bateria ultra-pesada e um vocal mais que agressivo. Pelo que a banda desenvolve nesta música – algo que é simplesmente impecável – "Thorns of Heavens" está entre as minhas favoritas do disco. Na seqüência vem mais um petardo, "Murderer", que já está com o seu videoclipe rodando pela MTV – este mesmo clipe vem como bônus aqui no "Works of Carnage". Nesta música os riffs estão mais "cortantes" que nunca. "Ethereal World", a faixa seguinte, para mim é a melhor composição de todo o disco... O que o Krisiun fez com esta música foi surpreendente, o maior exemplo dentro do álbum do porquê do Krisiun ser o maior expoente da atualidade quando se fala de death metal extremo. Se estas três composições que abrem o disco são as melhores na minha opinião, para não dizer que o material termina por aí, também gostaria de citar como destaques "Wolfen Tyranny", "Sentinel of the Fallen Earth" e o cover estupendo feito para "In League with Satan", dos mestres do black metal, Venom.

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"Works of Carnage" contou com a produção de Pierre Remillard, responsável por esta nova sonorização matadora do Krisiun, que soa mais atual e em um certo ponto, mais suja. Além disso, todas as músicas do material beiram os três minutos, dando um ar de pancadaria direta, o que na minha opinião, o death metal deve mesmo ser. O disco ainda conta com três pequenas introduções: "Shadows", "Outro" e "War Ritual", esta última, com os batidos sons de tiros/guerra. Em último lugar vem a faixa "They Call me Death", acho que ainda da pré-produção do "Works of Carnage", isto se nota pela inferioridade de sua produção sonora, que acabou creditada para Tchello Martins, o produtor de "Ageles Venomous"... E ao meu ver, não é nenhuma composição excepcional, ao comparar com as primeiras deste CD aqui.

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"Works of Carnage" são exatos 34:35 minutos de puro e extremo death metal... Tempo insuficiente para um CD ‘full lenght’?! Pois é, de repente pode ser verdade, mas que mesmo assim "Works of Carnage" é ótimo e vale cada centavo de seu valor na hora da compra, isto também é verdade...

Site oficial: www.krisiun.com.br

Line-up:
Alex Camargo (vocal/baixo);
Moyses Kolesne (guitarra);
Max Kolesne (bateria).

Track-list:
01. Thorns of Heaven
02. Murderer
03. Ethereal World
04. Works of Carnage
05. Slaughtering Void
06. Scourged Centuries
07. War Ritual
08. Wolfen Tyranny
09. Sentinel of the Fallen Earth
10. Shadows
11. In League With Satan (Venom)
12. Outro
13. They Call me Death
14. Murderer (videoclipe)

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Material cedido por:
Century Media Records – www.centurymedia.com.br
Telefone: (0xx11) 3097-8117
Fax: (0xx11) 3816-1195
E-mail: [email protected]


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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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