Resenha - Creatures of the Night - Kiss

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Por Joe
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Nota 9

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Após o fiasco comercial de "The Elder", e com a já mais do que prevista futura debandada de Ace Frehley, os quatro mascarados nova-iorquinos se trancam em um estúdio para gravar um disco que prometia ser a volta do Kiss às raízes do rock pesado. Com o excelente baterista Eric Carr consolidado definitivamente no posto, era hora de achar um grande guitarrista para a vaga de Ace. O "italianinho nó cego" Vincent Cusano (mais tarde conhecido pela alcunha de Vinnie Vincent – mais mafioso impossível!) foi recrutado e dessa união nasceu o grande "Creatures Of The Night".

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Por questões contratuais, Ace ainda era parte da banda e devia figurar na capa e nos créditos (embora não tenha tocado uma nota sequer). As guitarras, antes da chegada de Vinnie foram capitaneadas por vários músicos de estúdio. Como co-autor de algumas faixas, aparecia ninguém menos que Bryan Adams (que na época ainda não o cantor extremamente meloso de hoje, mas já tinha relativo sucesso com algumas composições suas). Tudo isso parecia ser um pandemônio sem fim, mas no fim das contas acabou dando certo.

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Com a abertura (a faixa título) mixando a bateria no talo, a banda mostra a que veio, gravando um poderoso album de... heavy metal! Sim, o Kiss não era mais aquele hard rock festivo dos anos 70... mas e daí? Se fosse pra tocar porradas como "Creatures...", "Killer", "War Machine"... tava ótimo demais! Ainda tinha no disco aquela que se tornou o hino da banda no Brasil, "I Love It Loud" (a famosa "Ye-e-e-e-yeah!"), a bela balada "I Still Love You" e uma capa sombria.

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Pra completar a banda, em total decadência nos EUA (mas isso era segredo na época), enfim resolver dar as caras (ops! As máscaras...) no Brasil, em 3 shows inesquecíveis em Belo Horizonte (onde o Paul Stanley vestiu a camisa do Galo!), São Paulo (eu tava lá no Morumbi!!!) e Rio de Janeiro (eu assisti na Globo!!!)... mas isso é assunto pra outra hora...

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Longe de ser o melhor disco da banda, mas serve muito bem pra mostrar que os fãs mais radicais nem sempre estão certos... aumente o volume e saia batendo a cabeça!


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