Resenha - Focus 3 - Focus
Por Raul Branco
Postado em 04 de junho de 2002
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há muitas maneiras de se ouvir uma obra. Infelizmente, ouvir o Lp brasileiro não foi a mais recomendável para o clássico "Focus 3", pois, por aqui, o álbum duplo saiu como simples, sem a monumental presença, por exemplo, de "Anonymus Two", música com nada menos que 26 minutos de duração.
Focus - Mais Novidades
Para se ter uma idéia do que era a imagem da banda em 1973, quando foi lançado, a capa trazia uma foto com um close de seu flautista, vocalista e tecladista, Thijs Van Leer. Nessa época ele encarnava o espírito do Focus e qualquer fã dos holandeses, ao se mencionar o nome da banda, comentava invariavelmente sobre o inacreditável intérprete de "Hocus Pocus"; ainda estava começando a se firmar o mito de seu guitarrista, Jan Akkerman, que acabaria por ser considerado um dos mais influentes de sua geração. Além disso, o trabalho perfeito da cozinha do Focus, com Bert Ruiter (baixo) e Pierre Van Der Linden (bateria), alçando vôos corajosos em vários momentos do disco, era para os ouvintes uma agradável surpresa por ser uma novidade, já que esse era o segundo disco do baterista com a banda e o primeiro do baixista.
Mesmo assim, apesar das luzes dos spots quase sempre recaírem sobre Thijs Van Leer, todos têm as mesmas chances e brilham iguais. Os solos de Akkerman, com certeza, são mais presentes que nos discos anteriores, mas a flauta e o órgão Hammond de Thijs ainda têm seu - grande - espaço. Isso é provado pelo maior hit do disco e um dos temas mais conhecidos da carreira da banda, "Silvia"; com sua introdução marcante de guitarra e órgão e a sutil interpretação da melodia executada pela guitarra com um som limpo, conseguem abrir um espaço para que os vocais altos de Thijs Van Leer se destaquem. A virada de bateria no refrão e a marcação do baixo são também bem marcantes. Por falar em bateria, ela abre o disco, extremamente solta, num clima jazzístico, para que a guitarra Gibson Les Paul de Akkerman comece a brilhar desde cedo.
"Silvia" também se tornou o lado A do compacto de maior sucesso da carreira do Focus, tendo como lado B uma música de seu primeiro disco, "House Of The King", onde a flauta e o instrumental do grupo lembram tanto o Jethro Tull de sua fase clássica que confundiu muita gente tida como especialista no assunto, como, por exemplo, Ian Gillespie e o produtor Mike Vernon, que viriam a trabalhar com o Focus neste disco.
Como analisar, faixa a faixa, um álbum desses, onde cada músico teve liberdade de se movimentar com a desenvoltura desejada? O máximo que se pode fazer é lembrar seus grandes momentos, como a medieval "Elspeth Of Nottingham", onde Jan Akkerman mostra sua habilidade com o alaúde, ou a etérea "Love Remembered", com um clima tão suave que o ouvinte é transportado para uma paisagem de sonhos e convidado por seus ouvidos a permanecer nela, infelizmente, por apenas 2 minutos e 50 segundos. Ou o piano de "Carnival Fugue", com um gosto de quarta-feira de Cinzas (não sei se foi essa a intenção, mas que parece, ah! isso parece...). E tem também "Answers? Questions! Questions? Answers!", com Akkerman solando mais com o efeito do volume que nas notas.
"Focus 3" é o melhor momento do maior grupo holandêss, onde o excelente nível das composições, a emoção e a técnica convivem em harmonia, coisa rara numa fase do rock em que um virtuosismo sem sentido falava mais alto. Simplesmente antológico.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Slash elege os 10 maiores riffs de guitarra de todos os tempos
Pophouse adquire parte dos direitos musicais, de imagem e nome do Iron Maiden
A música "numero 1" do AC/DC, na opinião de Angus Young
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
Heathen divulga versão de "The Prisoner", do Iron Maiden
Mastodon oficializa nova formação, que conta com músico brasileiro
A rixa de Cobain e Novoselic: "Você está colocando essa merda fedorenta na música"
Jason Newsted reconhece ter caído em "depressão severa" com diagnóstico de câncer
Mbappé, Messi, Haaland, Kane e Neymar: qual banda de metal representa cada um?
A banda que antecipou o Van Halen e quase virou o Led Zeppelin dos EUA
O truque de Paul Stanley em shows do Kiss que Bruce Dickinson queria levar ao Iron Maiden
A música de 1972 que Slash disse ter um dos melhores sons de guitarra da história
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
O vocalista que Robert Plant julgava inalcançável e que idolatrava o cantor do Led Zeppelin
Vocalista Jizzy Pearl deixa o Quiet Riot mais uma vez
As regras do Viking Metal
Freddie Mercury: um relato detalhado sobre as suas últimas horas
O último e decisivo grande sinal de esgotamento do Skank, segundo Samuel Rosa

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



